quarta-feira, 12 de agosto de 2015

CONFISSÕES DE PECADOS


Pecado é um antigo termo usado no arco e flecha que significa errar o alvo. Qualquer coisa que não seja o centro fixo é pecado. Assim, o pecado em nossa vida não apenas significa roubar uma adega, assassinar alguém ou jogar baralho no domingo. É muito mais do que isso. Na verdade, qualquer coisa fora do centro daquilo que é o melhor de Deus e de sua vontade perfeita para nossa vida é pecado. Isso amplia muito a ideia de pecado!
Quando não é confessado, o pecado torna-se um tumor sutil — enrolando seus tentáculos em volta de cada parte de nosso ser até ficarmos paralisados. A agonia de seu peso é descrita com precisão na Bíblia pelo rei Davi:
Enquanto eu mantinha escondido os meus pecados,
O meu corpo definhava de tanto gemer.
Pois dia e noite a tua mão pesava sobre mim;
Minhas forças foram-se esgotando como em tempo de seca.
Então reconheci diante de ti o meu pecado.
E não encobri as minhas culpas.
Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao SENHOR,
E tu perdoaste a culpa do meu pecado. (Salmos 32.3-5)

Quando o pecado não é confessado, uma parede levanta-se entre você e Deus. Mesmo que você deixe de praticá-lo, se esse pecado não foi confessado diante do Senhor, ele ainda pesará sobre você, arrastando-o de volta para o passado que você está tentando deixar para trás. Sei disso porque costumava levar nas costas uma bolsa cheia de falhas tão pesada que eu mal conseguia me mover. Não percebia como eu ficava curvada espiritualmente debaixo dela. Quando, por fim, confessei meus pecados, na verdade, senti o peso daquela bolsa sendo aliviado.
Todos nós que trazemos feridas emocionais profundas do passado já sofremos de baixa autoestima, medo e culpa. Mentalmente, nós nos martirizamos, temos a tendência de pensar no pior em se tratando de nossas situações e nos sentimos responsáveis por tudo o que dá errado. É verdade que podemos ter momentos em que nos sentimos culpados por coisas que fizemos, mas não precisamos nos torturar, levando uma vida incessante de culpa. Deus proveu a chave para nos libertar disso: Jesus Cristo. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. (I João 1.9)

Muitas vezes, não conseguimos nos ver como responsáveis por certas ações. Por exemplo, embora não seja sua culpa ser abusado por alguém, sua reação ao abuso agora é de sua responsabilidade. Você pode se sentir justificado em sua raiva ou amargura, mas, mesmo assim, deve confessá-la porque ela frustra o que Deus tem para você. Se não confessar, o peso dessa raiva ou amargura, no final, irá esmagá-lo.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

COMO JESUS CRISTO AJUDA A PROVAR A EXISTÊNCIA DE DEUS?



A vida de Jesus Cristo oferece provas de que há um Deus? A resposta da Bíblia é afirmativa. O Novo Testamento declara que Jesus é a encarnação do único Deus verdadeiro. O Evangelho de João tem início com a afirmação da natureza eterna de Jesus. "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós...” (João 1.1,14). Este é o testemunho nítido de que Jesus, o Deus eterno, tornou-se homem. Os judeus se escandalizaram porque Jesus disse que era Deus. "Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (João 5.18).
O fato de que Jesus alegava ser Deus é evidente, mas suas alegações eram verdade? Jesus deu provas de que era Deus ao fazer coisas que somente Deus seria capaz de fazer — curar doenças incuráveis e ressuscitar os mortos. Sua vinda a terra cumpriu diversas profecias que não poderiam ter-se cumprido por acaso. Há mais uma coisa que Jesus fez de que só Deus seria capaz: ele perdoou pecados. Ele disse a um paralítico que lhe trouxeram: "Filho, perdoados são os teus pecados” (Marcos 2.5). Essa atitude provocou uma forte reação por parte dos líderes religiosos: "Por que fala assim este homem? Ele blasfema. Quem pode perdoar pecados senão um só, que é Deus?” (Marcos 2.7).
Estavam inteiramente certos. Somente Deus possui a capacidade de perdoar pecados. O profeta Isaías registrou as palavras do próprio Deus: "Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro” (Isaías 43.25). Jesus se colocou em pé de igualdade com Deus ao declarar sua capacidade de perdoar pecados. Porém, o maior feito de Jesus foi derrotar nosso maior inimigo: a morte. Ele predisse que ressurgiria dos mortos. "Protestaram, pois, os judeus, perguntando-lhe: Que sinal de autoridade nos mostra, uma vez que fazes isto? Respondeu-lhes Jesus: Derribai este santuário, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do santuário do seu corpo. Quando, pois, ressurgiu dentre os mortos, seus discípulos se lembraram de que dissera isto, e creram na Escritura, e na palavra que Jesus havia dito” (João 2.18-22).
A Bíblia afirma que a ressurreição comprovou que Jesus era Deus, o Filho. "E que com poder foi declarado Filho de Deus segundo o espírito de santidade, pela ressurreição dentre os mortos.” (Romanos 1.4). A morte de Cristo na cruz e sua ressurreição dentre os mortos é o evangelho, ou boas-novas, em que depositamos nossa fé. "Ora, eu vos lembro, irmãos, o evangelho que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no qual perseverais. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (I Coríntios 15.1,3,4). A ressurreição de Jesus demonstrou o fato de que ele é Deus. Mostrou que possui autoridade sobre todas as coisas, incluindo vida e morte.
Podemos então sintetizar o assunto da seguinte forma:
     I.          O Novo Testamento testifica que Jesus é o Deus eterno.
  II.          Jesus demonstrou que podia fazer o que somente Deus era capaz de fazer — derrotar a morte, entre outras coisas.

III.          A ressurreição de Jesus é prova de que ele era, de fato, Deus, o Filho.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

LOUSA LIMPA


LOUSA  LIMPA
“Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto”. (Salmo 51.10)


VOCÊ já teve a experiência na escola de apagar uma lousa inteira'? Quando o quadro negro está limpo, como se nada jamais tivesse sido escrito nele. Isto é o que Deus faz por nós quando chegamos a ele confessando nossos pecados. (I João 1.9) diz: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.
Quantas vezes em sua vida você já desejou poder começar tudo novamente com uma lousa limpa, com uma nova vida? Resolva agora mesmo permitir a Deus limpar sua lousa, confessando seus pecados e deixando-o dar a você um novo começo. O apóstolo Paulo fez isso quando disse: “... esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Filipenses 3 .1 3 -1 4 ).
Nosso Deus e Pai, coloco-me diante de ti consciente dos meus pecados e das minhas faltas, mas confio no teu amor e na tua misericórdia por mim. Obrigado por conceder-me tua maravilhosa Graça e teu perdão e por deixar a lousa da minha vida totalmente limpa. Permite que eu recomece tudo contigo e que viva dentro do teu propósito para minha vida, agora e para sempre, através de Jesus Cristo, meu Salvador. Amém.

Pr. Luciano Garcia, sem cera.

sábado, 20 de junho de 2015

DANÇANDO COM LOBOS



            Qualquer pastor, no sentido literal da palavra, incumbido de alimentar e conduzir um rebanho de ovelhas, seria tido como louco se achasse que lobos poderiam ser animais de estimação domesticados e trazidos para o curral. Vamos mais! Se esse pastor pegasse um filhote de lobo e o criasse junto do rebanho de ovelhas tentando transformá-lo em uma ovelha dócil. Se isso funcionasse com certeza, por instinto as ovelhas aprenderiam coisas com os lobos e vice-versa. Esse pastor seria mais do que inútil, ele mesmo representaria um grande perigo para o rebanho.
            Quase tão ruim seria um pastor com visão míope. Ele nunca viu claramente um lobo com seus próprios olhos. Assim, acredita que a ameaça dos lobos é um grande exagero. Mesmo com suas ovelhas desaparecendo ou sendo dilaceradas por alguma coisa, ele se recusa a creditar que são lobos que estão fazendo mal para o seu rebanho. Hodiernamente gritar. Perigo olha o lobo! Virou um deboche, pois na mais acreditamos que os lobos estão ao nosso derredor - Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; (I Pedro 5.8).
            Temos que observar o verdadeiro Pastor, aquele homem que Deus separou para a boa obra, que não são míopes, egoístas, egocêntricos, que querem ser domadores de lobos.
1º      UM PODER DE FANTASIA
“O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e dispersa.  O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com as ovelhas." (João 10.12-13)

            A palavra mercenário quer nos transmitir uma ideia de que, há “pastores” que estão a frente das ovelhas apenas para usar, ou melhor, tirar vantagem das mesma usam sua lã para se esquentar a noite, usam sua carne para se alimentarem. Não tem um pingo de responsabilidade ou cuidado com as coisas de Deus.
            Gostamos daquilo que no dá prazer, então tanto faz está entre lobos, somos todos felizes, pois “todo tempo Deus é bom. Deus é bom todo tempo”. Estamos sendo dilacerados por este tempo corrosivo, e não estamos tomando nenhuma posição. Como vemos ovelhas abandonadas, perdidas sem amparo ou posição. Os lobos estão adentrando em nossas igrejas aonde é para ser um local de santidade e amor e nós estáticos não nos posicionamos contra tão atrocidades, apenas dizemos dê tempo para ele, pois vai mudar. E entre esses foram Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar.(I Timóteo 1.20). Lembremos que Jesus disse: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas." (João 10.11). Nenhum mercenário dá a vida por suas ovelhas ela dá valor ao seu bolso.
Mas, o que aprendemos com a expressão dá a vida – o Pastor arrisca a sua própria vida, estando sempre disposto a dá-la, e, potencialmente, diariamente a dava, mediante o seu oficio de guardião das ovelhas. Dessa maneira é que os subpastores devem considerar o seu próprio ofício pastoral. A frase em apreço também pode significar por de lado a própria vida.

2º      EU TE CONHEÇO E VOCÊ ME CONHECE.
“Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim," (João 10.14).

            Vamos entender um pouco a palavra bom do grego kalós, que tem como significado - bonito, gracioso, excelente, eminente, escolhido, insuperável, precioso, proveitoso, apropriado, recomendável, admirável. Quanto à bondade de Jesus Cristo transparece em três aspectos importantes, a saber:
2.1.   Ele dá a sua vida pelas ovelhas, dessa maneira garantindo a segurança ou salvação delas. “Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não lhes deram ouvido. Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem." (João 10.8-9).
2.2.   Ele desfruta de conhecimento íntimo com cada ovelha, individualmente, e cuida de cada uma como tal. “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8.32).
2.3.   Ele tem um afeto genuíno por cada ovelha, protegendo-as de todo perigo e suprindo-lhes todas as suas necessidades. "Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede;" (João 4.13).

3º      A COMUNHÃO NÃO É UM A ESCOLHA É UMA FORÇA DIVINA.
“assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas." (João 10.15).

A comunhão de conhecimento e reconhecimento mútuo entre o pastor e as suas ovelhas, tem alicerce na comunhão similar e no conhecimento mútuo entre Deus Pai e Deus Filho, e, na realidade, é uma extensão da mesma comunhão; pois Cristo, o Pastor, é também o Irmão mais velho, e ele e os demais irmãos (homens transformados segundo a sua imagem, predestinados a participar da natureza divina, conforme ele mesmo participa dela) têm o mesmo Pai. Dessa forma, Cristo estabeleceu uma comunhão de entendimento e de propósitos entre ele mesmo e os seus discípulos, após a semelhança de sua unidade de vontade com o Pai. E esse é um dos temas constantemente repetidos deste evangelho, podendo ser visto:
Ø  “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus." (João 1.1-2).
Ø  “Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta por mim viverá." (João 6.57)
Ø  “Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor." (João 15.9).
Ø  “Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós." (João 17.11).

4º      CRISTO, O BOM PASTOR, ESTÁ PARA TODOS.
“Ainda tenho outras ovelhas não deste aprisco a mim me convém conduzi-las elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor." (João 10.16).
4.1.   Universalidade do cristianismo. Nenhuma barreira racial ou de credo pode entravar o evangelho de Cristo.
4.2.   Dessa forma, Jesus garantiu o sucesso de sua missão entre os gentios.
4.3.   As antigas barreiras cairiam em Cristo. “Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisos por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas," (Efésios 2.11).
4.4.   A vontade de Deus não pode falhar, “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora." (João 6.37)

4.5.   A vontade de Deus opera o bem em favor do homem. Até mesmo o caos contribui para isso. “Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos.” (Romanos 11.32).

sexta-feira, 22 de maio de 2015

UM CORAÇÃO COMO O SEU


            Que aconteceria se por um dia Jesus se convertesse em você? Que tal se por vinte e quatro horas Jesus se levantasse de sua cama, andasse com seus sapatos, vivesse em sua casa, e seguisse seu horário? Seu chefe seria o chefe dEle, sua mãe seria a mãe Dele, suas dores seriam as dEle? Com uma exceção, nada em sua vida muda. Sua saúde não muda. Suas circunstâncias não mudam. Seu horário não se altera. Seus problemas não se resolvem. Só ocorre uma mudança.
Que tal se, por um dia e uma noite, Jesus vivesse sua vida com o coração dEle? O coração que você tem no peito tem o dia livre e sua vida é dirigida pelo coração de Cristo. As prioridades dEle governam suas ações. As paixões dEle impulsionam suas decisões. O amor de Cristo dirige sua conduta. Como seria? As pessoas notariam alguma mudança? Sua família veria algo novo? Seus colegas de trabalho perceberiam alguma diferença? Que tal os menos afortunados? os trataria da mesma maneira? Que tal seus amigos? Detectariam mais alegria? Que tal seus inimigos? Receberiam mais misericórdia do coração de Cristo que do seu?
 E você? Como se sentiria? O que essa mudança alteraria no seu nível de tensão? Em seu aspecto? Em suas explosões temperamentais? Dormiria melhor? Veria o pôr do sol diferente? A morte? Os impostos? Necessitaria de menos aspirinas e calmantes? Que tal sua reação às demoras no trânsito? (Isso dói, não?) Temeria ainda o que hoje teme? Melhor ainda, continuaria fazendo o que está fazendo? Faria o que você planejou pelas próximas vinte e quatro horas? Detenha-se e pense em seu horário. Obrigações, encontros, saídas, compromissos. Com Jesus apoderando-se de seu coração, mudaria alguma coisa?
            Continue pensando nisto por um momento. Ajuste a lente da sua imaginação até que tenha um quadro claro de Jesus guiando sua vida, então aperte o obturador e fotografe a imagem. O que você vê é o que Deus quer. Ele quer que você pense e atue como Jesus Cristo - De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, (Filipenses 2.5). O plano de Deus não é nada menos que um novo coração. Se você fosse um carro, Deus iria querer controlar seu motor. Se fosse um computador, Deus controlaria os programas e o disco rígido. Se fosse um aeroplano, tomaria assento na cabine de comando. Mas você é uma pessoa, então Deus quer mudar seu coração.
            Paulo diz: "E vos renoveis no espírito da vossa mente; E vos revistais do novo homem [que é ter um novo coração], que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade" (Efésios 4.23–24). Deus quer que você seja como Jesus. Quer que tenha um coração como o Dele. Vou correr um risco. É perigoso resumir em uma só declaração verdades grandiosas, mas vou tentar fazê-lo. Se uma frase ou duas pudessem captar o desejo de Deus para cada um de nós, diria o seguinte: Deus o ama tal como você é, mas se recusa a deixá-lo assim. Ele quer que você seja simplesmente como Jesus. Deus o ama tal como você é. Pensa-se que Seu amor por você seria maior, se a sua fé fosse maior, está enganado. Se pensa que Seu amor seria mais profundo se os seus pensamentos o fossem, equivoca-se de novo. Não confunda o amor de Deus com o carinho das pessoas. O carinho das pessoas em geral aumenta com o desempenho e diminui com os enganos. Mas não é assim com o amor de Deus. Deus o ama exatamente como você é.
"O amor de Deus nunca cessa. Jamais. Ainda quando o desprezamos, o ignoramos, o rejeitamos, o menosprezamos, o desobedeçamos, Ele não muda. Nosso mal não pode diminuir Seu amor. Nossa bondade não pode aumentá-lo. nossa fé não ganha Seu amor, assim como a nossa torpeza não o incomoda. Deus não nos ama menos porque fracassamos, nem mais porque triunfamos. O amor de Deus nunca cessa".  [1]
De onde tiramos a ideia de que não podemos mudar? De onde vêm afirmações como "A preocupação faz parte da minha natureza", ou "Sempre fui pessimista. Eu sou assim mesmo", ou "Tenho gênio ruim. Não posso evitar". Quem disse? Será que diríamos coisas similares a respeito do nosso corpo? "É minha natureza ter uma perna quebrada. Não posso fazer nada para evitar". Com certeza não. Se nossos corpos funcionam mal, buscamos ajuda. Não deveríamos fazer o mesmo com nossos corações? Não deveríamos procurar ajuda para nossas atitudes azedas? Não podemos pedir tratamento para nossos ataques de egoísmo? Com certeza podemos; Jesus pode mudar nossos corações. Ele deseja que ganhemos um coração como o dEle. Consegue imaginar uma oferta melhor?


[1] Adaptado de "O trovão aprazível", Max Lucado, Editorial Betânia, Miami, Fl, p. 46 do original em inglês.

terça-feira, 12 de maio de 2015

I CORÍNTIOS 1.9 (ACR) - Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor.


"πιστὸς ὁ θεός, διʼ οὑ ἐκλήθητε εἰς κοινωνίαν τοῦ υἱοῦ αὐτοῦ Ἰησοῦ Χριστοῦ τοῦ κυρίου ἡμῶν." (1 Coríntios 1.9)

No Antigo Testamento, a expressão o dia do Senhor refere-se ao dia de juízo (Jl 3.14; Am 5.18-20). No Novo Testamento, o termo alude ao retorno de Cristo (por ex., Fp 1.6, 10; 2.16; 1Ts 5.2). O retorno de Cristo inclui um julgamento em que tanto Deus como Cristo servirão como juiz (ver Rm 14.10; 2Co 5.10). Nesse dia, os fiéis serão declarados irrepreensíveis “pelo veredicto do juiz”.
9. Fiel é Deus, pelo qual vocês foram chamados à comunhão de seu Filho, Jesus Cristo nosso Senhor.
a.      “Fiel é Deus.” Na hipótese de alguém duvidar da veracidade dos versículos precedentes, Paulo afirma incondicionalmente que Deus é fidedigno no cumprimento de suas promessas. Para enfatizar o conceito fiel, Paulo inicia a sentença com essa palavra, “fiel é Deus”, que resolutamente sustenta o seu povo até o fim (v.8). O eco dessa verdade ressoa do começo ao fim das Escrituras[1]. Podemos confiar inteiramente em Deus.
b.      “Pelo qual vocês foram chamados à comunhão de seu Filho.” Deus, o Pai, elabora seu plano de salvação por meio de seu Filho, Jesus Cristo; o Pai começa e o Filho executa esse plano (comparar com 8.6). Mas é eficaz para todos os chamado de Deus? Dificilmente. “Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos”, disse Jesus (Mt 22.14). Somente os que foram chamados à comunhão do Filho têm experiência da paciente fidelidade do Pai. O chamado é sempre associado a Jesus Cristo, como no caso do apostolado de Paulo (v. 1) e o chamado dos coríntios à santidade (v. 2).
O chamado é real quando o crente tem verdadeira comunhão com Cristo. Essa comunhão, contudo, requer uma vida de santidade na qual um cristão conforma-se em corpo e alma à semelhança do Filho de Deus (ver Rm 8.29). Como Charles Hodge o descreve: “Comunhão compreende união e participação”. Comunhão como união e participação compreende igualmente a participação no sofrimento e na glória de Cristo e o pertencer ao corpo de Cristo. Significa aceitar o sacramento da santa comunhão: lembrar que Cristo morreu por nós (10.16). Quando o crente é completamente transformado no âmago de seu ser, tem genuína comunhão com Cristo. A proclamação do evangelho, aceita com fé verdadeira, diz João, conduz à comunhão com o Pai e o Filho (1Jo 1.3).
c.       “Seu Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor.” Paulo agradece o fato de que Deus, o Pai, chama o crente à comunhão e que o crente tem comunhão com o Filho, que é Jesus Cristo, nosso Senhor. Paulo termina sua ação de graças com uma compilação de nomes e ofícios divinos. O Filho, eternamente gerado pelo Pai (Sl 2.7), assumiu a carne humana e recebeu o nome de Jesus. O nome do Antigo Testamento, Joshua, no Novo, tornou-se Jesus, com a explicação de que “ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mt 1.21). Enquanto o prenome do Filho é Jesus, seu título é Cristo, que significa o Ungido ou o Messias. O nome aponta para seu ofício de profeta, sacerdote e rei. E, por fim, quando Paulo chama Jesus Cristo de “nosso Senhor”, ele alude à exaltação deste: “o Rei dos reis e Senhor dos senhores” (1Tm 6.15).




[1] Deuteronômio 7.9; Isaías 49.7; 1 Coríntios 10.13; 1 Tessalonicenses 5.24; 2 Tessalonicenses 3.3; 2 Timóteo 2.13; Hebreus 10.23; 11.11.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

MANTENDO A CHAMA ACESA



I Samuel 3.1-10
O fogo não poderia se apagar sobre o altar, nem a lâmpada apaga-se dentro da Casa de Deus. Um sacerdote tinha duas tarefas diárias que não podiam ser esquecidas: manter aceso o fogo sobre o altar - O fogo que está sobre o altar arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas. O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará. (Levítico 6.12-13) e as lâmpadas do candelabro tinham que ficar sempre acessas dentro da tenda durante todo o dia para ministração - Tu, pois ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveiras, batido, para o candeeiro, para fazer arder às lâmpadas continuamente. Na tenda da congregação, fora do véu que está diante do testemunho, Arão e seus filhos as porão em ordem, desde a tarde até a manhã, perante o Senhor; isto será um estatuto perpétuo para os filhos de Israel, pelas suas gerações. (Êxodo 27.20-21). A luz não podia ser apagada em momento algum.
O sacerdote Eli estava cego fisicamente (I Samuel 3.2) e espiritualmente estava fraco na fé (I Samuel 3.12-14). Deixou de ascender a lâmpada do Senhor todos os dias. Por causa disso o povo ficou em trevas. O que fazer antes que a lâmpada se apague?
Através do exemplo de Samuel aprendemos algumas coisas que precisamos fazer antes que a luz se apague:

1º SERVIR AO SENHOR: E o jovem Samuel servia ao SENHOR perante Eli; e a palavra do SENHOR era de muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta. (I Samuel 3.1)
A primeira coisa que Samuel fazia ‘antes que a lâmpada se apagasse’ era servir. O menino foi dedicado ao Senhor através de sua mãe para servir no tabernáculo por toda sua vida (I Samuel 1.28). Talvez alguém lhe dissesse: você serve aquele sacerdote cego? e Samuel respondesse: eu sirvo ao Senhor.
Devemos servir a Deus “com alegria” (Salmo 100.2). Por isso, “tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (Colossenses 3.23). Não podemos olhar para os homens e sim para Deus que é o dono da Obra.
Muitas pessoas deixam a luz de Deus apagar em suas vidas porque não estão servindo a Deus. Acabam caindo nas trevas porque não andam como “filhos da luz” (Efésios 5.8).
ANTES DE APAGAR A LUZ, SIRVA AO SENHOR!


2º OBEDECER: E correu a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei eu, torna a deitar-te. E foi e se deitou. E o Senhor tornou a chamar outra vez a Samuel, e Samuel se levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei eu, filho meu, torna a deitar-te. (1 Samuel 3.5-6)
A segunda característica da vida de Samuel, que o mantinha sempre iluminado é a obediência. Sua disposição em procurar o sacerdote Eli todas às vezes, antes de fazer qualquer coisa, mostra como era obediente.
O próprio Samuel, quando se tornou sacerdote, disse: Porém Samuel disse: Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. (I Samuel 15.22). Por causa de não obedecer, muitas pessoas ‘sacrificam’ sua vida espiritual caindo em trevas. Isso acontece quando a pessoa não abre mão para obedecer e acaba sacrificando outras áreas da vida como o ministério, a comunhão, a família, etc.
Deus honra quem obedece. Mas o desobediente acaba ficando em trevas, deixa sua luz apagar e não consegue mais ver que está errado - Disse-lhes, pois, Jesus: A luz ainda está convosco por um pouco de tempo. Andai enquanto tendes luz, para que as trevas não vos apanhem; pois quem anda nas trevas não sabe para onde vai. (João 12.35)
ANTES DE APAGAR A LUZ, OBEDEÇA AO SENHOR!

3º OUVIR A VOZ DE DEUS: Então veio o Senhor, e pôs-se ali, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve. (I Samuel 3.10)
A terceira característica de Samuel, antes que luz apagasse, ouviu ao Senhor. Aquela voz mudou a sua vida. A partir daquele momento seria guiado pela Palavra de Deus, tornando-se além de sacerdote, também um profeta de Deus.
Quando ouvimos a voz de Deus, somos orientados pelo Espírito Santo que nos mostra a vontade do Senhor - E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda. (Isaías 30.21). Quando seguimos a Cristo somos iluminados por ele o tempo todo e como “falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8.12).
ANTES DE APAGAR A LUZ, OUÇA A VOZ DO SENHOR!


4º CONCLUSÃO
A lâmpada se apaga quando não lemos a Palavra de Deus (Salmo 119.105), quando não oramos, quando não perdoamos (I João 2.11), quando não conseguimos enxergar o propósito de Deus, quando não há testemunho (Mateus 5.14) e quando não há unção (Mateus 25.8).
Jesus disse que os nossos olhos são lâmpada para nosso corpo (Lucas 11.34), referindo-se a nossa consciência do que é certo ou errado. Jesus também - A cana trilhada não quebrará, nem apagará o pavio que fumega; com verdade trará justiça. (Isaías 42.3).

Quando alguém tenta apagar uma chama soprando, depende se ali tem lenha, porque quanto mais soprar o fogo, mais ele se alastra. Não importa se tentam apagar sua chama, se você tem conteúdo, mais vai incendiar.

Tito 3 - Análise Teológica Exegética e Contemporânea

  Deus nos salva por sua misericórdia e nos transforma em um povo dedicado ao bem. Essa é a ideia central de Tito 3, que reúne doutrina da s...