segunda-feira, 26 de outubro de 2015

COMO CUIDAR DE UM CORAÇÃO ENGANOSO


II REIS 20.1-11
II CRÔNICAS 32.24-31
Hodiernamente enfrentamos uma crise de identidade dentro e fora das igrejas. Muitos não procuram mais conhecer a si mesmo, mas sim, uma procura desenfreada em buscar do ter. O ser não faz mais parte de nossos anseios, abandonamos totalmente a razão e agimos segundo nosso coração.
            Pregamos em nossos púlpitos, ideias humanistas, a busca pela satisfação de nossos anseios, a constante entrega de nossos corações a qualquer tipo de nova sensação.  No pós-modernismo que vivemos o certo e o errado, o bem é o mal são irmãos gêmeos. Tanto faz a quem se reportar. Contudo, quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer besteira... Na Natureza, na História, na Ciência ou em Si Mesmo. Essa última eu acho, é a pior de todas. Coisa de gente cafona.
            Vivemos assim, acreditando em nós mesmos, sendo consumidos por nossos próprios desejos, o conceito de humildade foi deteriorado, pois a razão de sermos orgulhosos ficou em ênfase. Todavia, o maior livro de todos os tempos, a palavra do Deus vivo, diz-nos que o coração é enganoso - “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" (Jeremias 17.9).
O autor sagrado descreve duas características importantes de nossos corações, porém, faz-se importante entendemos a etimologia hebraica da palavra coração – (bleha – Leb - ser interior, mente, vontade, coração, inteligência ). O que Jeremias está tratando aqui são nossas emoções, vontades, desejos. E no início do versículo ele usa uma outra palavra – bqo(f – aqob – que tem como tradução três palavras principais: Enganoso, astucioso e a tradução que mais gosto traiçoeiro. Partindo desses ensinamento, compreendemos que deixando nossas emoções falarem mais alto do que a voz de Deus, consequentemente seremos derrotados, ou em outros casos, perdidos em nós mesmos.
Deus esquadrinha os nossos corações para descobrir cada parte de nosso ser - “Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações." (Jeremias 17.10). Isso acontece porque “a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus” (I Coríntios 15.50), então precisamos aprender a lutar espiritualmente - "porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes." (Efésios 612). Se numa prova o cristão age carnalmente não é aprovado por Deus. Mas se não luta contra os homens então recebe aprovação do Senhor – “pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração”. (1 Tessalonicenses 2.4).
Assim, como o rei Ezequias nós iremos passar por provas, a fim de que, Deus conheça nosso coração. O rei Ezequias falhou, porém aprendeu a não confiar em suas emoções, seus desejos, suas vontades, percebeu que precisava conhecer o seu coração, logo, conhecer a si mesmo e desta maneira conhecer a Deus.
Neste momento a pergunta volta. Você conhece seu coração? Se não! Vamos a prender como cuidar do mesmo.
1º      UM CORAÇÃO ENGANOSO É CUIDADO COM ORAÇÃO
“Naqueles dias, adoeceu Ezequias mortalmente; então, orou ao Senhor, que lhe falou e lhe deu um sinal." (II Crônicas 32.24)
A oração nos aproxima de Deus, ela nos coloca em total sintonia com o Pai, a oração é o momento em que esvaziamos de nós mesmos e colocamos no centro de nossos corações a vontade do Pai. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Romanos 8.28).
Durante um período de cem anos da história de Judá (732-640 a.C.), Ezequias foi o único rei fiel; que diferença fez! Devido à fé e às orações do Ezequias, Deus o sanou, e salvou sua cidade dos assírios. Você também pode fazer uma grande diferença, inclusive se sua fé o coloca na minoria. A fé e a oração, se forem sinceras e dirigidas para o único Deus verdadeiro, podem fazer que uma situação mude.
            Ezequias precisava passar por essas aflições a fim de inclinar seu coração a Deus - “Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores." (Tiago 5.13)

            Toda vez que inclinar seu coração para algo, aprenda primeiro a orar, não tome nenhuma decisão, sem ouvir a voz de Deus. Não deposite suas vitórias em si mesmo e nem as derrotas, pois se acontecer, o primeiro te levará ao orgulho desenfreado e a necessidade de holofotes e o segundo lhe tornará uma pessoa amarga e rancorosa. “Perseverai na oração, vigiando com ações de graças." (Colossenses 4.2). Ezequias virou para o lado chorou, quebrou seu coração e Deus o ouviu. Assim quando trabalho na busca de ser, Deus apenas olha, porém, quando oro Deus trabalha junta.
2º      UM CORAÇÃO ENGANOSO É CUIDADO COM A PALAVRA
“Naqueles dias, adoeceu Ezequias mortalmente; então, orou ao Senhor, que lhe falou e lhe deu um sinal." (II Crônicas 32.24C)
Tudo o que Ezequias precisava era de uma Palavra de Deus para sua vida. A primeira palavra de Deus através de Isaías foi de que Ezequias morreria (Isaías 38.1), depois da oração, Deus mandou o profeta voltar e levar uma nova mensagem para o rei (Isaías 38.5). O Senhor deu um sinal de que o relógio voltaria dez graus e Ezequias creu que teria mais tempo de vida (II Reis 20.1-11). Sua vida a partir de então seria baseada nesta Palavra de Deus para sua vida.
A Palavra de Deus penetra ao profundo do coração porque “é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hebreus 4.12). Quando lemos as Escrituras o Espírito Santo nos revela a vontade de Deus para nossas vidas - “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim." (João 5.39) e nos mostram o que precisamos mudar, por isso devemos levar a Palavra dentro do coração (Salmo 119.11). Se você não consegue ver sua vida quando lê a Bíblia (Salmo 40.6), peça ao Espírito Santo que revele e ilumine, lembrando das palavras de Jesus - “mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito." (João 14.26)
A Bíblia conta a história da humanidade e mostra os pecados dos homens. Através dos exemplos bíblicos podemos ver situações de nossas vidas. Quando Deus fala conosco, o Verbo que se fez carne (João 1.14) age dentro de nosso ser profundamente com o poder de sua Palavra. Não importa o que os outros digam e sim o que o Senhor diz para sua vida.
Você tem buscado a Palavra de Deus?
3º      UM CORAÇÃO ENGANOSO PRECISA SER HUMILHADO
“Ezequias, porém, se humilhou por se ter exaltado o seu coração, ele e os habitantes de Jerusalém; e a ira do Senhor não veio contra eles nos dias de Ezequias." (2 Crônicas 32.26)
            É muito interessante o que aprendemos aqui, no versículo anterior Ezequias exaltou seu coração e foi humilhado, porém quando se humilhou diante de Deus foi exaltado. Jesus nos ensina que - “Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado." (Lucas 14.11). Tudo aconteceu com Ezequias, porque seu coração estava cheio de si mesmo, estava repleto de egocentrismo, ao humilhar-se Deus lhe concedeu graça - " Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça." (1 Pedro 5.5)

Humildade é como coragem, só se mede coragem diante da morte ou de algo parecido. A mesma coisa com a humildade. Só se mede a humildade quando você tem razões objetivas para não ter humildade. Assim como a coragem não brota entre covardes, a humildade é uma agonia apenas para quem tem razões de ser orgulhoso.

A humilhação serve para revelar nosso coração (Tiago 4.10). Existem pessoas que ficam revoltadas contra Deus quando passam por lutas. Outros só se voltam para o Senhor quando estão passando por provações e clamam pelo socorro de Deus. Também há cristãos que na hora da prova revelam as obras da carne dentro de seu coração reagindo com ira, vingança, ciúmes e dissensões (Gálatas 5.19,20).
Por exemplo, Jó quando foi provado revelou um coração de adorador (Jó 1.20). Naamã achou que seria humilhação se banhar no Jordão, mas foi curado quando obedeceu (II Reis 5.10-14). Nabucodonosor precisou ser humilhado pastando sete anos como um animal para então reconhecer a Deus (Daniel 4.25-35).
Se você está sendo humilhado, coloque-se debaixo da poderosa mão de Deus que Ele te exaltará no tempo certo (Tiago 4.6). Muitas vezes precisamos passar primeiro por um tempo de humilhação para que depois de mostrar fidelidade no pouco receber o muito do Senhor (Mateus 25.21).

Como uma ferida que é exprimida e solta excrementos, assim também o coração machucado revela a podridão das mazelas e sentimentos maus. Entretanto, assim como a ferida inchada precisa ser limpa para curar, Deus quer sarar o coração e precisa apertar para purificar. Jesus nos prometeu enxugar as lágrimas (Apocalipse 7.17) e o Consolador nos fortalece na hora da angústia (João 14.16).

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

QUEM CHAMA É DEUS.


ATOS 12.1-12
Hodiernamente notamos muitos homens e mulheres dizendo serem chamados por Deus. O que vimos diariamente, na verdade é um sistema mercadológico que assombra e destrói a pureza o Evangelho que possui poder para mudar. Esse mudar não está ligado ao social, mas sim ao, indivíduo. Jesus enquanto homem, não foi um revolucionário, mas sim um reacionário, alguém com o papel de mudar as pessoas. Pois, entendamos, que ao mudar o “homem”, espontaneamente o social mudará.
Todavia, faz necessários homens e mulheres chamados por Deus, homens e mulheres vocacionados, com atitude e foco no ser humano. Não, de pessoas chamadas por elas mesmas, falsos profetas e pastores, que usam da Palavra de Salvação como mecanismo de enriquecimento ilícito. O texto de Atos, irá nos levar a algumas considerações dos homens que são chamados por Deus.
                 I. No primeiro versículo do capítulo treze de Atos o autor fala da igreja de Antioquia, que é uma cidade, localizada às margens do rio Orontes[1], que foi o berço das missões Cristãs. Era conhecida como Antioquia da Síria, a fim de ser distinguida de Antioquia da Písidia. Esta cidade foi fundada em cerca de 300 a.C. e cresceu a ponto de contar com numerosa população nos tempo de Paulo, incluindo muitos judeus, os quais desde tempos remotos haviam obtido o direito de cidadania. E nesta igreja havia profetas e mestres, é aí que aprendemos que nosso Deus usa a todos sem distinção nenhuma.
1º Barnabé (Barnaba=j) - Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre, (Atos 4.36).
2º Simeão Chamado Níger (Sumewn – Ni/ger) – a palavra Níger significa preto, possivelmente seria a cor de sua pele.
3º Lúcio de Cirene (Lou/kioj o9 Kurhnai=oj) – um dos missionários daquela cidade.
4º Manaém, colaço[2] de Herodes o tetrarca[3] (Manah/n) – seu nome significa consolador. Foi criado como irmão de criação de Herodes, o tetrarca, também conhecido como Herodes Antipas, assassino de João Batista - Naquele tempo ouviu Herodes, o tetrarca, a fama de Jesus, E disse aos seus criados: Este é João o Batista; ressuscitou dos mortos, e por isso estas maravilhas operam nele. (Mateus 14.1-2). Como foi terrível a vida desse homem, em constante comparação com seu irmão de criação, Herodes!
5º Saulo (Sau=loj) – O fato do nome de Paulo aparecer em último lugar aqui, como um “mestre”, em constaste com o oficio mais elevado de “profeta”. Uma forma de Lucas o autor de Atos deixar evidente levante de Paulo como principal líder da Igreja Cristã.

 II. OS CHAMADOS POR DEUS POSSUEM O SELO DO ESPIRITO SANTO.
Enquanto adoravam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: "Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado". Atos 13.2

Em Efésios capítulo um versículo, treze Paulo nos diz: que quando ouvimos a Palavra da verdade, o Evangelho da Salvação e cremos somos selados pelo Espírito Santo da promessa. No versículo dois do texto base, vemos que os chamados por Deus oram e derramam suas angústias e sentimentos aos pés do Senhor. Nenhuma decisão é tomada por outra razão, mas sim, procedente do trono da Glória. Por isso, quando levantamos um pastor para o pastoreio, o mesmo, é arguido e oramos por sua vida pedindo que o Senhor derrame sobre ele as consolações do Espírito Santo.
            E depois de incessante oração e jejum, o Espírito do Senhor fala com aqueles irmãos – separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. A palavra grega para chamado é proskale/w é derivação de duas palavras: prós - (para, com) indica extensão em direção a um objetivo, com interação implícita ou reciprocidade. A outra palavra é kaléo – um verbo que significa convocar, chamar, convidar. Logo, O Espírito Santo chamou Paulo e Barnabé, um chamar com objetivo, uma convocação que acarreta o cumprimento de uma tarefa - Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome. (João 15.16).
            O próprio Jesus nos escolheu para irmos e falarmos de seu amor, do que Ele é capaz de fazer se verdadeiramente entregarmos nossas vidas a Ele.

  III. OS CHAMADOS POR DEUS POSSUEM UMA TAREFA ESPECÍFICA.
Assim, depois de jejuar e orar, impuseram-lhes as mãos e os enviaram. (Atos 13.3)

            Alguns intérpretes acreditam que neste momento Paulo foi consagrado como apóstolo, mas o próprio testemunho de Paulo, que é claríssimo, é de que ninguém o chamou para esse ofício, embora a sua autoridade apostólica tenha sido, por fim, amplamente conhecida pelos homens - Paulo, apóstolo enviado, não da parte de homens nem por meio de pessoa alguma, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dos mortos, (Gálatas 1.1). Neste caso, Paulo e Barnabé foram consagrados a um novo serviço. É óbvio que não havia nisso nenhum intuito de fazer de ambos mais do que simples missionários ungidos para uma tarefa que recebiam, e a imposição de mãos foi um rito formal que lhes conferia a aprovação e as bênçãos da igreja, a fim de que se atirassem a campo como representantes oficiais da igreja de Antioquia.

    IV. OS CHAMADOS POR DEUS CONHECEM A OBRA DE DEUS
Enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia[4] e dali navegaram para Chipre. Chegando em Salamina[5], proclamaram a palavra de Deus nas sinagogas judaicas. João estava com eles como auxiliar. (Atos 13.4-5)

            Quando somos enviados pelo Espírito Santo de Deus, nada nos detém, somos colocados à disposição para que a obra do Pai faça-se grande através de nossas vidas. Os missionários, Paulo e Barnabé partem sem temor algum, pois criam naquele que os enviou - Então lhe perguntaram: O que precisamos fazer para realizar as obras que Deus requer?  Jesus respondeu: A obra de Deus é esta: crer naquele que ele enviou. (João 6.28-29). Esses homens de Deus conheciam a obra do Pai. Pois, esse trabalho, os mesmos já o tinham em seus corações, que Cristo é Senhor e Salvador de suas vidas.
            Desceram a Selêucia, um porto da cidade de Antioquia, embarcaram e chegaram a Salamina uma ilha utilizada como porto de Atena e possuidora de grandes minas de cobre, que Herodes, o Grande, e outros governantes haviam explorado. Essas minas atraiam muitas pessoas inclusive os Judeus. Assim uma cidade extremamente idolatra, pois vivia sobre o domínio helênico, logo, viviam o panteísmo grego. Contudo, os chamados por Deus, Paulo e Barnabé, pisaram nesta ilha e como texto mesmo diz: Proclamaram a palavra de Deus, direto nas sinagogas, isto é, sem constrangimento pregavam a Cristo. É precioso este texto no sentido de ser a primeira viagem missionária de Paulo, um menino na fé que já enfrentava muitas lutas e é aqui que as palavras de Paulo em Romanos ficam mais límpidas - Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. (Romanos 1.16).
Assim, não impeça a obra de Deus, que é proclamação de Cristo, pois ao impedi-lá, você deixa claro que não a possui em seu coração.

         V. OS CHAMADOS POR DEUS SÃO LUZ ONDE HÁ TREVAS
Viajaram por toda a ilha, até que chegaram a Pafos. Ali encontraram um judeu, chamado Barjesus, que praticava magia e era falso profeta. Ele era assessor do procônsul Sérgio Paulo. O procônsul[6], sendo homem culto, mandou chamar Barnabé e Saulo, porque queria ouvir a palavra de Deus. Mas Elimas, o mágico (esse é o significado do seu nome) opôs-se a eles e tentava desviar da fé o procônsul.
(Atos 13.6-8)

            Ao terminarem a obra de Deus na cidade de Salamina não param. Continuaram cumprindo a tarefa dada por Deus e confirmada por Jesus - Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; (Mateus 5.14). Como o próprio texto nos mostra, que eles viajaram por toda a ilha, isto é, se preocuparam de falar com Jesus a todos sem distinção. Agora, chegaram à ilha de Pafos[7] uma cidade que é o centro de peregrinação dos gregos, pois acreditavam que a deusa grega Afrodite teria ali nascido. É a este local, totalmente preso aos costumes ritualísticos que Paulo e Barnabé chegam.
O que o local importa? O que nos importa é que Cristo seja anunciado a toda a criatura, tenhamos essa afirmação em nossas mentes, a fim de que se cumpra em nós o amor do Pai.
E é quando mais fortemente anunciamos o amor de Deus, que somos colocados em frente as trevas. Com Paulo é Barnabé não foi diferente, neste caso deram de fronte com um homem conhecido por Barjesus, também era chamado de Elimas, o mágico. Onde o próprio texto o define como mago, mágico e falso profeta, este homem tentava evitar que o procônsul (a0nqupa/tw) Sérgio Paulo ouvisse que os homens de Deus tinham para ensinar.
Quando pregamos a Cristo, muitas tentaram nos atrapalhar as trevas gritam, para que muitos ouvidos se ensurdeçam, mas a luz que brilha em nos é capaz de dissipar qualquer escuridão e voltar a se fazer luz onde outrora havia escuridão.  Não desista, seja luz!

                          VI. OS CHAMADOS POR DEUS AGEM NO PODER DO ESPÍRITO
Então Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para Elimas e disse: "Filho do diabo e inimigo de tudo o que é justo! Você está cheio de toda espécie de engano e maldade. Quando é que vai parar de perverter os retos caminhos do Senhor? Saiba agora que a mão do Senhor está contra você, e você ficará cego e incapaz de ver a luz do sol durante algum tempo". Imediatamente vieram sobre ele névoa e escuridão, e ele, tateando, procurava quem o guiasse pela mão. (Atos 13.9-11)

É neste ponto, que de fato, Saulo assume totalmente seu apostolado, pois Lucas o autor desta carta que no início o chama de Saulo, após a manifestação do Espírito em sua vida, começa a tratá-lo como Paulo. Neste momento Saulo cai e Paulo levanta. O olhar firme para o descaso com a palavra do Senhor, o olhar direto nos que atrapalham a obra do Pai são características dos chamados por Deus. Meu querido amigo e irmão, fiquem firmes, olhem fixamente para os inimigos de Cristo e deixem claro que eles já estão derrotados no nome De Jesus Cristo.
O próprio Paulo o chama de filho do Diabo, uma ligação ao nome do mago: Barjesus (Filho da Salvação) e completa na tradução do original o classificando como todo cheio de engano e de toda falta de escrúpulos. Vivemos em tempos onde o que se mais tem são os filhos do Diabo, homens e mulheres cheios de ódio, rancor, falta de amor e outros - Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno. Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. (1 João 5.19-20)
Não fiquemos cegos como este homem, deixemos de vez a nossa cegueira espiritual e caminhemos para Cristo. Não permita que a mão do Senhor pese em sua vida.
Platão dizia: “a pior coisa que pode acontecer a um homem ou a uma mulher é que os seus erros não sejam punidos; porquanto isso conduz à própria corrupção da alma”.

                     VII. OS CHAMADOS POR DEUS RECEBEM UM VALOROSO PRESENTE
O procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, profundamente impressionado com o ensino do Senhor. (Atos 13.12)
[

            Não há maior presente para um servo do Senhor, do que presenciar uma alma entregando-se a Jesus. Foram assim partidas as algemas que Elimas tinha colocado na vida do precônsul, pois devido o sinal que o Espírito Santo operou através da vida de Paulo, que este homem foi conduzido à fé. A reverência para doutrina é o começo a fé, bem como a preparação para mesma. Ao perceber um sinal evidente do poder de Deus, pode-se perceber que Paulo fora enviado por Deus; e assim começou a reverenciar a doutrina cristã, da qual até ali vinha duvidando.
            Deus atualmente fortalece miraculosamente muitas mentes que por muito estiveram encarceradas na escuridão. O fato é que, hodiernamente o homem procura milagres de maquinações e Deus faz com que, de modo incrível o Evangelho chegue, mesmo com inúmeros empecilhos aos corações dos aflitos.
Não sejamos murmuradores contra Deus, e nem o questionemos sobre tal questão, como se nossa situação fosse pior, se ele não mostra diariamente aqueles milagres que tanto desejamos. A alegria do procônsul está ligada à palavra grega e0pisteusen,isto é, ele a partir daquele momento creu, conheceu, compreendeu, teve noção de que Deus operava na vida daqueles homens.
Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança.(Tiago 1.2-3)




[1] O Orontes (ou ‘Asi) é um rio que corre nos territórios do Líbano, da Síria e da Turquia. Com nascentes no leste do Vale do Beqaa (Líbano), corre na direção norte, paralelo ao litoral, cruzando o oeste da Síria até desaguar no Mediterrâneo, próximo ao porto turco de Samandağ. Sua extensão total é de 571 km.
Ao longo de seu vale, passaram, ao longo dos séculos, exércitos e tráfego provenientes de ou com destino ao Egito. Às margens do Orontes, travaram-se as batalhas de Kadesh e de Qarqar.
·         A Batalha de Kadesh, que significa sagrado, travou-se entre o Egito (Ramsés II) e o Império Hitita (liderado pelo rei Muwatali), nas margens do rio Orontes, junto à cidade de Kadesh (atual Síria). Sabe-se pelos registros egípcios ter decorrido no 5.º ano de reinado de Ramsés, final de maio, possivelmente, entre os anos de 1312 e 1275 a.C. Os Hititas eram um povo indo-europeu que, no II milênio a.C., fundou um poderoso império na Anatólia central (atual Turquia), cuja queda data dos séculos XIII-XII a.C. Em sua extensão máxima, o Império Hitita compreendia a Anatólia, o norte e o oeste da Mesopotâmia até a Palestina. Os hititas chamavam-se a si próprios Hatti, e a sua capital era Hattusa.
·         A batalha de Kadesh é a mais famosa, pois foi a mais bem documentada batalha do mundo antigo. Travada entre as superpotências do século 13 antes de Cristo.
[2] Cada um dos indivíduos que, não sendo irmãos, mamaram do mesmo leite; irmão de leite.
[3] Governador de uma quarta parte. Acha-se aplicado o termo a Herodes Antipas, tetrarca da Galiléia, a Herodes Filipe, tetrarca da ituréia e Traconites, e a Lisânias, tetrarca da Abilene (Lucas 3.1). Parece que os romanos usavam esse título, nos tempos do NT para designar príncipes tributários, que não tinham suficiente importância para serem chamados reis. Certamente, por cortesia do povo se dava a Herodes Antipas, tetrarca da Galiléia, o título de rei (Mateus 14.9 e Marcos 6.14,22). Herodes Antipas e Herodes Filipe eram filhos de Herodes, o Grande.
[4] Selêucia Piéria foi uma antiga cidade situada na região da Síria, fundada em 300 a.C. pelo rei Seleuco I, a norte da desembocadura do rio Orontes e aos pés das montanhas Piéria. A cidade consolidou-se como o principal porto de mar da Antioquia. Durante as Guerras Sírias a cidade adquiriu grande importância estratégica por ser chave para o controle da Síria. Em 64 a.C. foi ocupada pelas tropas de Pompeu e ficou sob o domínio romano, e posteriormente bizantino. Por volta do século V d.C. a cidade decaiu, e no século VII, com as invasões muçulmanas, ficou arruinada definitivamente. Ficam numerosos vestígios arqueológicos da cidade, perto da atual cidade turca de Samandağ.
[5] Salamina (em grego: Salamina, em grego antigo: Salamís) é uma ilha localizada ao sul de Pireu, antigo porto de Atenas, com cerca de 96 km2 de área e mais de 38 000 habitantes. Foi o local da Batalha de Salamina, o confronto naval decisivo para a Segunda Guerra Médica. Atualmente, não tem a importância econômica ou estratégica de outras eras, e pertence à divisão administrativa da capital grega. O herói mitológico Ajax é apresentado nas lendas gregas como natural de Salamina.
O poeta trágico Eurípedes nasceu em Salamina em 485 a.C..
[6] O procônsul (proconsul, em latim) era o governador de uma província romana.
Na origem, os cargos procuratórios romanos (procônsul, propretor e proquestor) foram uma inovação da República Romana, criados para fornecer generais e governadores provinciais sem a necessidade de eleger mais magistrados a cada ano. Assim, em vez de estabelecer novos cargos de magistratura ordinária para aqueles fins, os romanos preferiam designar cidadãos para agir em nome (pro) de um magistrado eleito. O procônsul agia, portanto, em nome ou no lugar (pro) do cônsul (consul).
[7] Pafos (ou Paphos) é uma cidade portuária no sudoeste da ilha de Chipre, a capital do distrito homônimo. Pafos possui 47,530 habitantes (2001–2005). Era um dos mais célebres centros de peregrinação do antigo mundo grego, pois era onde se pensava ter nascido à deusa grega Afrodite. Foi a capital de Chipre já no tempo das civilizações grega e romana. Em 15 a.C., sofreu um grande terremoto, e foi reconstruída com ajuda de Augusto e do senado romano, com a condição de passar a se chamar Augusta. O apóstolo Paulo de Tarso visitou-a no século I d.C.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

DESENVOLVENDO A FIDELIDADE


I Pedro 1. 13-17
Hodiernamente o homem é exposto a diversas circunstancias nas quais o homem é provado em todo o tempo no processo de sua fidelidade a Deus. Mas, A Palavra de Deus exorta o homem de forma veemente, afim de que este busque a todo tempo, um viver santo, e em plena fidelidade a Deus.
A fidelidade é um dos aspectos essenciais do caráter cristão, e não é uma tentativa do homem se tornar bom aos olhos das pessoas. Antes, é uma essência que o homem só pode se obter a partir de uma conversão genuína à Cristo, onde o Espírito Santo de Deus passa a se fazer presente na vida deste homem, dando-lhe toda a direção necessária, para todas as áreas de sua vida. Assim, o homem consegue alcançar a sua fidelidade a Deus. É impossível que o homem consiga um exercício de plena fidelidade a Deus sem a intervenção direta do Espírito Santo de Deus. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”. Hebreus 11.6.
Quando falamos de fidelidade na vida do homem, devemos ter em mente seus significados e aspectos, na relação entre os próprios homens, ou relacionamento destes com Deus, e para tal, o homem necessita compreender o duplo sentido relacional implícito na existência da fidelidade em qualquer que seja a relação.
1.       Definição Etimológica: É uma palavra derivada do latim fidelitatte que tem como significado:
1.1.     Qualidade de fiel; lealdade;
1.2.    Constância, firmeza, nas afeições, nos sentimentos, perseverança;
1.3.    Observância rigorosa da verdade, exatidão;
1.4.    Coragem
A fidelidade à luz da Bíblia é o cumprimento de tudo quanto foi estabelecido na aliança firmada entre Deus e a humanidade (Sua criação). Deus estabeleceu parâmetros que norteariam o comportamento humano, no individual ou coletivo. Tais parâmetros devem ser integralmente cumpridos, afim da plena manutenção do pacto firmado.
Ø  “Guarda, pois, os mandamentos e os estatutos e os juízos que hoje te mando cumprir”. Deuteronômio 7.11
Ø  “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu, pois não cometeres adultério, mas matares estás feito transgressor da lei”. Tiago 2.10-11
Entendemos um pouco o que vem a ser fidelidade na perspectiva do homem e na da bíblia, mas como desenvolver em nós um caráter fiel, que nos tornes homens e mulheres melhores. O texto de Pedro nos dá inúmeros exemplos, para aplicação prática em nossas vidas.
                           I. A FIDELIDADE NOS FOCA
“Portanto, estejam com a mente preparada, prontos para a ação; sejam sóbrios e coloquem toda a esperança na graça que lhes será dada quando Jesus Cristo for revelado”. 1 Pedro 1.13
            Em algumas versões você encontrará o termo: cingindo os lombos do vosso entendimento, isto é, manter a camisa dentro do cinto, para possibilitar a ação rápida, sem empecilhos de alguma veste ficar solta balançando. Esteja atento para qualquer coisa, ter uma mente saudável a fim de toma decisões acertada, uma dos sinônimos, mas impactantes para mim da fidelidade coragem. Pedro ainda diz mais seja sóbrio, o que mais é interessante no texto é que Autor sagrado usa a palavra grega nephotes, literalmente ser sóbrio. Essa palavra esta ligada primariamente para indicar sobriedade física, em oposição ao alcoolismo. Nos bem sabemos que qualquer coisa que tire nossas faculdades mentais impede-nos de tomar decisões acertadas.
            Pedro finaliza, abandone tudo, foque, olhe para adiante, agarre-se no que realmente importa, o que já esta preparado para você no final. Com essa frase Pedro nos liberta da perseguição presente, pois tira nossos olhos do hoje, dá-nos perspectiva da salvação.
Assim, o preço da fidelidade é a eterna vigilância, alguém vigilante nunca perde o foco, está sempre atento, olhando para todos os lados, a fim de não deixar escapar nada. John MacArthur disse certa vez no púlpito de sua a igreja uma frase que ainda ecoa em meu coração: “É evidente que muitos que se dizem evangélicos atualmente agem norteados por outros objetivos, e não por uma visão fiel bíblica de mundo”.
                                              II. FIDELIDADE NOS TRAZ DISCIPLINA
Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;
I Pedro 1.14
A expressão que dá início ao texto é o que mais me chama atenção, filhos obedientes, um filho compartilha a natureza de seu pai. Assim, um filho de Deus compartilha uma retidão moral. Logo, a obediência é o ponto central da vida humana, que nos torna mais dóceis, submissos. Obediência não tem que ver com falta de liberdade, ou opressão, mas qualidade que me coloca em paz. Por isso, Pedro nos deixa claro que somos filhos obedientes, fieis ao Pai, sendo assim não voltaremos a experimentar o lancinante pecado, que nos fere afastando-nos de Deus.
Uma vida disciplinada nos torna forte, porém uma vida de obediência aos nossos lideres, nos tornam maiores. Pedro nos convida para tarefa, pois não voltar para as concupiscências requer muita disciplina e obediência. Vivemos em tempos que essas duas virtudes estão completamente esquecidas, somo autossuficientes, o filosofo Pondé deixa claro em seu livro que voltamos a viver um novo humanismo, onde a desobediência e a insubmissão fazem parte do cotidiano.
Logo, essa realidade e sentida na igreja, o não abandono da prática do pecado é percebido, a liberdade foi trocado por uma licença para pecar. Jesus é o nosso maior exemplo: “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu”. Hebreus 5.8
                           III. A FIDELIDADE NOS TORNA EXEMPLOS
Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver;
1 Pedro 1.15
            Pedro ressalta as qualidades de pessoas que andam com Deus, dá as mesmas qualidades inerentes à pessoa do Pai. Quando cumpro com coragem tão tarefa de ser santo, sou fiel neste proceder, o meu viver diária muda, minhas ações são transformadoras, isto é, levo esse caráter fiel para outrem.
v  Queijo do Mocreia (1º Levei o 2º Entreguei)
Pedro ainda nos ensina mais neste verso – que a nós é requerido buscar incessantemente a santidade, que essa maciça busca chama-se santificação e aquele que não buscar arduamente esse proceder santo não verá á Deus.  “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”; Hebreus 12.14.
Sigamos firmes no exercício de sermos fiéis!
 IV. FIDELIDADE É SER
“Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo”. 1 Pedro 1.16
Ser fiel é uma qualidade constante na vida do cristão, não é mais ele que controla, ele tem um exemplo. Pedro retira essa sentença do livro de Levítico 11.44-45. O judaísmo convida o homem a ser fiel, ser santo, ser honestos e outros. Essa convocação era um tanto quanto obscura, pelo legalismo. A forma de buscar a fidelidade a Deus dependia de ações feitas pelo homem, isto é, através de seus próprios esforços pode alcançar ser santo. E como disse anteriormente é impossível que o homem consiga um exercício de plena fidelidade a Deus sem a intervenção direta do Espírito Santo de Deus. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”. Hebreus 11.6.
O que Pedro quer nos ensinar e que agora o véu se rasgou, a escuridão se tornou luz, agora tem uma forma de buscarmos ser santos e fiéis – Cristo Jesus – Ele é o nosso alvo, nosso estandarte. “Eu e o pai somos um.” João 10.30.
                  V. A FIDELIDADE GERA RESPEITO
“E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação”, 1 Pedro 1.17
Quem conhece ao Pai, segue pelo caminho que Ele traçou. O cristão que conhece a Deus e sabe que Ele julga com Justiça as obras de todos os seus filhos, respeitará a Deus e a avaliação que ele faz de sua vida, e desejara honrar seu Pai Celestial.
Esse temor não é covardia, não rebaixa, mas eleva a mente, gera a verdadeira fortaleza e a coragem de enfrentar a todos os perigos, por cauda de uma boa Constância e obediência a Deus. “Os ímpios fogem sem que haja ninguém a persegui-los; mas os justos são ousados como um leão”. Provérbios 28.1
Pensemos:
 A fidelidade é o fruto que quando olhamos para dentro de nós, nos dá prazer de tê-la, pois ela nos remete a um sentido, nos informa que a razão de ser permanece lá.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

CONFISSÕES DE PECADOS


Pecado é um antigo termo usado no arco e flecha que significa errar o alvo. Qualquer coisa que não seja o centro fixo é pecado. Assim, o pecado em nossa vida não apenas significa roubar uma adega, assassinar alguém ou jogar baralho no domingo. É muito mais do que isso. Na verdade, qualquer coisa fora do centro daquilo que é o melhor de Deus e de sua vontade perfeita para nossa vida é pecado. Isso amplia muito a ideia de pecado!
Quando não é confessado, o pecado torna-se um tumor sutil — enrolando seus tentáculos em volta de cada parte de nosso ser até ficarmos paralisados. A agonia de seu peso é descrita com precisão na Bíblia pelo rei Davi:
Enquanto eu mantinha escondido os meus pecados,
O meu corpo definhava de tanto gemer.
Pois dia e noite a tua mão pesava sobre mim;
Minhas forças foram-se esgotando como em tempo de seca.
Então reconheci diante de ti o meu pecado.
E não encobri as minhas culpas.
Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao SENHOR,
E tu perdoaste a culpa do meu pecado. (Salmos 32.3-5)

Quando o pecado não é confessado, uma parede levanta-se entre você e Deus. Mesmo que você deixe de praticá-lo, se esse pecado não foi confessado diante do Senhor, ele ainda pesará sobre você, arrastando-o de volta para o passado que você está tentando deixar para trás. Sei disso porque costumava levar nas costas uma bolsa cheia de falhas tão pesada que eu mal conseguia me mover. Não percebia como eu ficava curvada espiritualmente debaixo dela. Quando, por fim, confessei meus pecados, na verdade, senti o peso daquela bolsa sendo aliviado.
Todos nós que trazemos feridas emocionais profundas do passado já sofremos de baixa autoestima, medo e culpa. Mentalmente, nós nos martirizamos, temos a tendência de pensar no pior em se tratando de nossas situações e nos sentimos responsáveis por tudo o que dá errado. É verdade que podemos ter momentos em que nos sentimos culpados por coisas que fizemos, mas não precisamos nos torturar, levando uma vida incessante de culpa. Deus proveu a chave para nos libertar disso: Jesus Cristo. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. (I João 1.9)

Muitas vezes, não conseguimos nos ver como responsáveis por certas ações. Por exemplo, embora não seja sua culpa ser abusado por alguém, sua reação ao abuso agora é de sua responsabilidade. Você pode se sentir justificado em sua raiva ou amargura, mas, mesmo assim, deve confessá-la porque ela frustra o que Deus tem para você. Se não confessar, o peso dessa raiva ou amargura, no final, irá esmagá-lo.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

COMO JESUS CRISTO AJUDA A PROVAR A EXISTÊNCIA DE DEUS?



A vida de Jesus Cristo oferece provas de que há um Deus? A resposta da Bíblia é afirmativa. O Novo Testamento declara que Jesus é a encarnação do único Deus verdadeiro. O Evangelho de João tem início com a afirmação da natureza eterna de Jesus. "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós...” (João 1.1,14). Este é o testemunho nítido de que Jesus, o Deus eterno, tornou-se homem. Os judeus se escandalizaram porque Jesus disse que era Deus. "Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (João 5.18).
O fato de que Jesus alegava ser Deus é evidente, mas suas alegações eram verdade? Jesus deu provas de que era Deus ao fazer coisas que somente Deus seria capaz de fazer — curar doenças incuráveis e ressuscitar os mortos. Sua vinda a terra cumpriu diversas profecias que não poderiam ter-se cumprido por acaso. Há mais uma coisa que Jesus fez de que só Deus seria capaz: ele perdoou pecados. Ele disse a um paralítico que lhe trouxeram: "Filho, perdoados são os teus pecados” (Marcos 2.5). Essa atitude provocou uma forte reação por parte dos líderes religiosos: "Por que fala assim este homem? Ele blasfema. Quem pode perdoar pecados senão um só, que é Deus?” (Marcos 2.7).
Estavam inteiramente certos. Somente Deus possui a capacidade de perdoar pecados. O profeta Isaías registrou as palavras do próprio Deus: "Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro” (Isaías 43.25). Jesus se colocou em pé de igualdade com Deus ao declarar sua capacidade de perdoar pecados. Porém, o maior feito de Jesus foi derrotar nosso maior inimigo: a morte. Ele predisse que ressurgiria dos mortos. "Protestaram, pois, os judeus, perguntando-lhe: Que sinal de autoridade nos mostra, uma vez que fazes isto? Respondeu-lhes Jesus: Derribai este santuário, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do santuário do seu corpo. Quando, pois, ressurgiu dentre os mortos, seus discípulos se lembraram de que dissera isto, e creram na Escritura, e na palavra que Jesus havia dito” (João 2.18-22).
A Bíblia afirma que a ressurreição comprovou que Jesus era Deus, o Filho. "E que com poder foi declarado Filho de Deus segundo o espírito de santidade, pela ressurreição dentre os mortos.” (Romanos 1.4). A morte de Cristo na cruz e sua ressurreição dentre os mortos é o evangelho, ou boas-novas, em que depositamos nossa fé. "Ora, eu vos lembro, irmãos, o evangelho que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no qual perseverais. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (I Coríntios 15.1,3,4). A ressurreição de Jesus demonstrou o fato de que ele é Deus. Mostrou que possui autoridade sobre todas as coisas, incluindo vida e morte.
Podemos então sintetizar o assunto da seguinte forma:
     I.          O Novo Testamento testifica que Jesus é o Deus eterno.
  II.          Jesus demonstrou que podia fazer o que somente Deus era capaz de fazer — derrotar a morte, entre outras coisas.

III.          A ressurreição de Jesus é prova de que ele era, de fato, Deus, o Filho.

Tito 3 - Análise Teológica Exegética e Contemporânea

  Deus nos salva por sua misericórdia e nos transforma em um povo dedicado ao bem. Essa é a ideia central de Tito 3, que reúne doutrina da s...