terça-feira, 17 de novembro de 2015

BATALHANDO PELA FÉ


BATALHANDO PELA FÉ
JUDAS 1-25
O autor se identifica como... Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, (Judas 1a). Judas era um nome comum no primeiro século, e dentro do NT há seis homens mencionados por este nome.
1º Judas Iscariotes, um dos doze – “e Judas Iscariotes, que o traiu”. (Marcos 3.19).
2º Judas, filho de Tiago – “Judas, filho de Tiago; e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor”. (Lucas 6.16); “Disse então Judas (não o Iscariotes): Senhor, mas por que te revelarás a nós e não ao mundo”? (João 14.22), que é um dos doze, chamado Tadeu – “André; Filipe; Bartolomeu; Mateus; Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu; Simão, o zelote,” (Marcos 3.18);
3º Judas, um irmão de Jesus – “Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? Não estão aqui conosco as suas irmãs? E ficavam escandalizados por causa dele.” (Marcos 6.3).
4º Judas da Galiléia – “Depois dele, nos dias do recenseamento, apareceu Judas, o galileu, que liderou um grupo em rebelião. Ele também foi morto, e todos os seus seguidores foram dispersos.” (Atos 5.37);
5º Judas de Damasco – “O Senhor lhe disse: Vá à casa de Judas, na rua chamada Direita, e pergunte por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está orando;” (Atos 9.11).
6º Judas Barsabás – “Então os apóstolos e os presbíteros, com toda a igreja, decidiram escolher alguns dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé. Escolheram Judas, chamado Barsabás, e Silas, dois líderes entre os irmãos.” (Atos 15.22).
Na introdução, Judas se identifica como irmão de um Tiago que não precisa de mais nenhuma apresentação. Na igreja primitiva, e especialmente após a morte de Tiago, filho de Zebedeu (44 d.C), somente um Tiago poderia ser referido dessa maneira absoluta – “Não vi nenhum dos outros apóstolos, a não ser Tiago, irmão do Senhor. (Gálatas 1.19).
PROBLEMA DA IGREJA – Agnosticismo - Agnosticismo é a crença de que a existência de Deus é impossível de ser conhecida ou provada. A palavra “agnóstico” significa essencialmente “sem conhecimento”. Agnosticismo é uma forma mais intelectualmente honesta do ateísmo. O ateísmo afirma que Deus não existe – uma posição que não pode ser provada. O agnosticismo argumenta que a existência de Deus não pode ser provada ou deixar de ser provada – que é impossível saber se Deus existe. Neste conceito, o agnosticismo está certo. A existência de Deus não pode ser provada ou deixar de ser provada empiricamente.
A Bíblia nos diz que nós devemos aceitar por fé que Deus existe. Hebreus 11.6 diz: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. Deus é espírito (João 4.24), então ele não pode ser visto ou tocado. A menos que Deus decida revelar a Si próprio, Ele é essencialmente invisível aos nossos sentidos (Romanos 1.20). A Bíblia ensina que a existência de Deus pode ser claramente vista no universo (Salmos 19.1-4), percebida na natureza (Romanos 1.18-22) e confirmada nos nossos próprios corações (Eclesiastes 3.11).
O agnosticimo é essencialmente a falta de vontade de tomar uma decisão a favor ou contra a existência de Deus. É a posição mais “em cima do muro” que existe. Teístas acreditam que Deus existe. Ateus acreditam que Deus não existe. Agnósticos acreditam que nós não deveríamos acreditar ou desacreditar na existência de Deus – porque é impossível conhecê-la.
            Por um instante, vamos deixar de lado as evidências claras e inegáveis da existência de Deus. Se colocarmos as posições do teísmo e do ateísmo/agnosticismo no mesmo nível, em qual delas faz mais “sentido” acreditar – levando em conta a possibilidade de vida após a morte? Se não há Deus, teístas e ateu-agnósticos simplesmente cessarão de existir quando morrerem. Se há um Deus, ateus e agnósticos terão Alguém a quem prestar contas quando morrerem. Deste ponto de vista, definitivamente faz mais “sentido” ser um teísta do que um ateu/agnóstico. Se nenhuma das posições pode ser provada ou deixar de ser provada, não parece mais sábio fazer todo o esforço necessário para acreditar na posição que poderá ter um resultado final infinita e eternamente mais desejável?
            É normal ter dúvidas. Existem tantas coisas neste mundo que nós não entendemos. Com frequência, as pessoas duvidam da existência de Deus porque elas não entendem ou concordam com as coisas que Ele faz e permite. No entanto, nós, como seres humanos finitos, não devemos esperar entender um Deus infinito. Romanos 11.33-34 exclama: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?” Nós devemos acreditar em Deus pela fé e confiar nos seus caminhos pela fé. Deus está pronto e com vontade de revelar a Si próprio de formas incríveis para aqueles que acreditam nele. Deuteronômio diz: “De lá, buscarás ao SENHOR, teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.”.
           I. BATALHAR PELA FÉ É UM DEVER
Amados, embora estivesse muito ansioso por lhes escrever acerca da salvação que compartilhamos, senti que era necessário escrever-lhes insistindo que batalhassem pela fé uma vez por todas confiada aos santos. Pois certos homens, cuja condenação já estava sentenciada há muito tempo, infiltraram-se dissimuladamente no meio de vocês. Estes são ímpios, e transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor (Judas 1.3-4)
            É imprescindível entendermos o verbo dever, pois o mesmo em sua construção frasal liga duas ações, isto é, quem deve, deve algo a alguém. Logo, Judas deixa claro que não irá falar de salvação, mesmo que, este assunto o agradasse tanto, contudo, preferir falar de nosso dever, batalhar pela fé.
            Parece-me que Judas, não estava falando para não crentes, mas para Cristão. È como se ele dissesse: Vocês são salvos, porém vêm dias onde sua fé no nosso salvador será colocada a prova, será precioso um embate espiritual – “pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.” (Efésios 6.12).
O motivo da carta foi à penetração de pessoas ímpias na comunhão da igreja. Esses heréticos estão sujeitos a quatro acusações: entraram secretamente; já estavam destinados à condenação; são ímpios, isto é, irreverentes; e negam a Cristo como Mestre e Senhor. Negar é positivamente descrer do que Cristo testemunhou a Seu respeito. O antinomianismo[1] gnóstico implicava em dissimulação (lascívia), palavra que traz em si a ideia de devassidão sexual.
Assim, vivemos um antinomianismo pos-moderno!
                               II. BATALHAR PELA FÉ É SER CRISTÃO
a. “Embora vocês já tenham conhecimento de tudo isso, quero lembrar-lhes que o Senhor libertou um povo do Egito, mas, posteriormente, destruiu os que não creram.” (Judas 1.5). O argumento de Judas é que a profissão de fé de um homem não o coloca em posição de justo diante de Deus. A possibilidade de escorregar está ilustrada pelo exemplo dos israelitas incrédulos que foram salvos do Egito, mas subsequentemente destruídos. Portanto, precisamos ser e não achar que somos!
b. “E aos anjos que não conservaram suas posições de autoridade, mas abandonaram sua própria morada, ele os tem guardado em trevas, presos com correntes eternas para o juízo do grande Dia.” (Judas 1.6). Não troque sua morada!
c. “De modo semelhante a estes, Sodoma e Gomorra e as cidades em redor se entregaram à imoralidade e a relações sexuais antinaturais. Estando sob o castigo do fogo eterno, elas servem de exemplo.” (Judas 1.7). Finalmente, Judas cita a história de Sodoma e Gomorra para reforçar sua imagem. Essas cidades, através das Escrituras, são simbólicas do juízo divino executado pelo fogo. Assim o seu destino foi uma figura do destino dos crentes professos que não perseveram na justiça.
d. “Da mesma forma, estes sonhadores contaminam seus próprios corpos, rejeitam as autoridades e difamam os seres celestiais.” (Judas 1.8). Está ligado ao Versículo.
e. “Contudo, nem mesmo o arcanjo Miguel, quando estava disputando com o diabo acerca do corpo de Moisés, ousou fazer acusação injuriosa contra ele, mas disse: O Senhor o repreenda! (Judas 1.9)”. A moral que Judas aponta é que Miguel mostrou reservas até mesmo em seu relacionamento com o diabo, enquanto os falsos mestres não exibiam reverência por qualquer autoridade.
f. “Todavia, esses tais difamam tudo o que não entendem; e as coisas que entendem por instinto, como animais irracionais, nessas mesmas coisas se corrompem.” (Judas 1.10). Com ironia Judas destrói a afirmação gnóstica de superioridade espiritual professada por eles, dizendo que eles possuem somente instintos de animais irracionais. O conhecimento adquirido exclusivamente através dos sentidos naturais, e a dependência no mesmo, conduz sem dúvida alguma à destruição.
g. “Ai deles! Pois seguiram o caminho de Caim, buscando o lucro, caíram no erro de Balaão e foram destruídos na rebelião de Corá.” (Judas 1.11). Judas pronuncia um ai! Empregando novamente uma tríade de exemplos históricos – Caim, Balaão e Coré. Caim é tipo de injustiça, Balaão do espírito da mentira e cobiça (Número 22-24) e Coré, da rebelião dos descontentes contra autoridades devidamente constituídas (Número 16). Esses tipos de pecados solapam [2]a saúde espiritual de toda a igreja e destroem aqueles que os praticam.
h. “Esses homens são rochas submersas nas festas de fraternidade que vocês fazem, comendo com vocês de maneira desonrosa. São pastores que só cuidam de si mesmos. São nuvens sem água, impelidas pelo vento; árvores de outono, sem frutos, duas vezes mortas, arrancadas pela raiz.” (Judas 1.12). Festas de fraternidade eram refeições feitas em conexão com os cultos de adoração ou a Eucaristia, e sua, intenção era aumentar a comunhão cristã dos crentes, fortalecendo seu senso de união com Cristo. Ao que parece os heréticos gnósticos corromperam tais festas em orgias vorazes, pervertendo assim seu propósito. Eles se alimentavam sem se preocupar com o bem-estar espiritual da Igreja. Nuvens sem água descrevem especialmente esses homens; não tinham preocupação espiritual, e eram carregados pelo vento como se não tivessem peso. O outono é a estação dos frutos. Mas os falsos mestres não produzem fruto, e tais árvores, estando duplamente mortas, estão destinadas à destruição.
i. “São ondas bravias do mar, espumando seus próprios atos vergonhosos; estrelas errantes, para as quais estão reservadas para sempre as mais densas trevas.” (Judas 1.13). As vidas dos ímpios são como as inquietas ondas bravias do mar, as quais sujam de detritos as praias. Tais vidas, além de produzirem condenação futura, são também motivo presente de vergonha e ignomínia. Por último, Judas descreve os heréticos como estrelas errantes.
j. “Enoque, o sétimo a partir de Adão, profetizou acerca deles: "Vejam, o Senhor vem com milhares de milhares de seus santos, para julgar a todos e convencer a todos os ímpios a respeito de todos os atos de impiedade que eles cometeram impiamente e acerca de todas as palavras insolentes que os pecadores ímpios falaram contra ele". Essas pessoas vivem se queixando e são descontentes com a sua sorte, seguem os seus próprios desejos impuros; são cheias de si e adulam os outros por interesse.” (Judas 1.14-16). Depois de afirmar o destino dos falsos mestres, Judas descreve o caráter deles de três maneiras:
                                                   i. São RESMUNGADORES, isto é, lamurientos furtivos;
                                                 ii. São DESCONTENTES, cujo único guia é a sua paixão;
                                               iii. E são dados à EXIBIÇÃO BARULHENTA, tendo em vista o seu próprio lucro.

                      III. BATALHAR PELA FÉ TORNA-NOS FORTES
a.       “Todavia, amados, lembrem-se do que foi predito pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo. Eles diziam a vocês: Nos últimos tempos haverá zombadores que seguirão os seus próprios desejos ímpios. Estes são os que causam divisões entre vocês, os quais seguem a tendência da sua própria alma e não têm o Espírito.” (Judas 1.17-19). Judas continua sua acusação contra os falsos mestres, enquadrando-os em dois grupos: são divisivos e sem o Espírito de Deus. O verbo grego, promovem divisões, sugere um estabelecimento de linhas demarcatórias que dão lugar a um espírito faccioso. Além disso, revela um senso de superioridade da parte destes falsos mestres. Com sutil ironia Judas acusa os gnósticos, que se consideravam espirituais, de não ter o Espírito. Ele afirma que a espiritualidade é uma qualidade de vida produzida pelo Espírito de Deus, e não pelo exercício religioso só conhecido pelos poucos iniciados.
b.       “Edifiquem-se, porém, amados, na santíssima fé que vocês têm, orando no Espírito Santo.” (Judas 1.20). Mais uma vez um desafio direto é feito aos leitores. A pureza de vida começa com a sã doutrina, isto é, a "fé que uma vez por todas foi entregue aos santos" (v.3). A chave para o significado de edificando-vos se acha na frase seguinte, orando no Espírito Santo. A forte implicação é que os homens verdadeiramente espirituais não são justos aos seus próprios olhos nem desprezam os outros (v.19), mas aqueles que oram no Espírito Santo.
c.       “Mantenham-se no amor de Deus, enquanto esperam que a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo os leve para a vida eterna.” (Judas 1.21). "Guarde-se do perigo do mal, permitindo Deus demonstrar o Seu amor para você no futuro também". O meio ambiente atual do cristão é o AMOR DE DEUS e a EXPECTATIVA FUTURA é a garantia de vida eterna com Cristo Jesus.
d.      “Tenham compaixão daqueles que duvidam;” (Judas 1.22). Assim, nesta passagem, Judas insiste com os cristãos a atender às dúvidas intelectuais e morais dos afetados pelos falsos mestres. O fim em vista não é a expulsão e condenação dos duvidosos, mas sua restauração à comunhão.
e.       “a outros, salvem-nos, arrebatando-os do fogo; a outros ainda, mostrem misericórdia com temor, odiando até a roupa contaminada pela carne.” (Judas 1.23). A atitude do cristão deve ser de misericórdia para com o pecado, acoplada com ódio pelos pecados dele.

        IV. BATALHAR PELA FÉ NOS LEVA A VITÓTIA.
“Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria,ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém.” (Judas 1.24,25)
Uma das maiores e mais sublimes bênçãos do N.T é esta que se encontra no final desta curta epístola. Duas outras bênçãos paulinas comparáveis são a de Romanos 16.25 – “Ora, àquele que tem poder para confirmá-los pelo meu evangelho e pela proclamação de Jesus Cristo, de acordo com a revelação do mistério oculto nos tempos passados,” e I Timóteo 6.14-16 – “Guarde este mandamento imaculado, irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, a qual Deus fará se cumprir no seu devido tempo. Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e poder para sempre. Amém”.
                Vital a todas as exortações feitas aos crentes é o lembrete dos recursos infinitos do próprio Deus, único que tem competência para nos guardar de tropeçarmos nesta vida e atraí-los a Ele próprio no último dia. Ele aperfeiçoará a obra da santificação para que os crentes sejam irrepreensíveis, ou imaculados. Esta palavra faz lembrar a descrição dos animais sacrificados no V.T Judas 25 ensina-nos duas coisas, a SINGULARIDADE DE DEUS e a IGUALDADE DE JESUS CRISTO COM DEUS PAI. Assim ele milita contra a ideia de que a divindade de Cristo foi uma invenção da igreja pós-apostólica. Deus é chamado sete vezes de Salvador no N.T Aqui o Seu poder salvador está comprovado na Pessoa do Seu Filho, o qual a Igreja reconhece como "Senhor", isto é, Deus. A última atribuição de glória, majestade, domínio e autoridade é o testemunho de Judas do benevolente caráter de Deus, o qual operou a nossa salvação por meio de Cristo.



[1] A palavra antinomianismo vem de duas palavras gregas, (a0nti/) anti, que significa "contra", e (no/moj) nomos, que significa "lei". Sendo assim, antinomianismo significa “contra a lei.” Teologicamente, o antinomianismo é a crença de que não há leis morais que Deus espera que os cristãos obedeçam. O antinomianismo leva um ensinamento bíblico a uma conclusão antibíblica. O ensinamento bíblico é o de que os cristãos não são obrigados a observarem a lei do Antigo Testamento como um meio de salvação. Quando Jesus Cristo morreu na cruz, Ele cumpriu a Lei do Antigo Testamento (Romanos 10:4, Gálatas 3.23-25, Efésios 2:15). A conclusão antibíblica é a de que não há nenhuma lei moral que Deus espera que os cristãos obedeçam.
O apóstolo Paulo tratou da questão do antinomianismo em Romanos 6:1-2: "Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que abunde a graça? De modo nenhum. Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?" O ataque mais frequente sobre a doutrina da salvação pela graça é que ela encoraja o pecado. As pessoas podem se perguntar: "Se sou salvo pela graça e todos os meus pecados são perdoados, por que não pecar o quanto quiser?" Esse pensamento não é o resultado de uma verdadeira conversão porque a verdadeira conversão produz um maior, não menor, desejo de obedecer. O desejo de Deus – e o nosso desejo quando somos regenerados por Seu Espírito - é que nos esforcemos a não pecar. Como gratidão por Sua graça e perdão, queremos agradá-Lo. Deus nos deu o Seu dom infinitamente misericordioso através da salvação em Jesus (João 3.16; Romanos 5.8). Nossa resposta é consagrar nossa vida a Ele como uma forma de amor, adoração e gratidão pelo que Ele fez por nós (Romanos 121-2). O antinomianismo é antibíblico por aplicar de forma errada o significado do favor gracioso de Deus.
A segunda razão por que o antinomianismo é antibíblico é que existe uma lei moral que Deus espera que obedeçamos. Primeiro João 5:3 nos diz: "Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são penosos." O que é essa lei que Deus espera que obedeçamos? É a lei de Cristo - "Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas" (Mateus 22:37-40). Não, não estamos sob a Lei do Antigo Testamento. Sim, estamos sob a lei de Cristo. A lei de Cristo não é uma extensa lista de códigos legais. É uma lei de amor. Se amarmos a Deus com todo nosso coração, alma, mente e força, não faremos nada que o desagrade. Se amarmos o nosso próximo como a nós mesmos, não faremos nada para prejudicá-los. A obediência à lei de Cristo não é um requisito para ganhar ou manter a salvação. A lei de Cristo é o que Deus espera de um cristão.
O antinomismo é contrário a tudo o que a Bíblia ensina. Deus espera que vivamos uma vida de moralidade, amor e integridade. Jesus Cristo nos libertou dos comandos pesados da Lei do Antigo Testamento, mas isso não é uma licença para pecar e sim um pacto de graça. Devemos lutar para vencer o pecado e cultivar a justiça, dependendo do Espírito Santo para nos ajudar. O fato de que somos graciosamente livres das exigências da Lei do Antigo Testamento deve resultar em nós vivendo em obediência à lei de Cristo. Primeiro João 2:3-6 declara: "E nisto sabemos que o conhecemos; se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade; mas qualquer que guarda a sua palavra, nele realmente se tem aperfeiçoado o amor de Deus. E nisto sabemos que estamos nele; aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou."
[2] Destruir as bases de; encobrir(-se), ocultar(-se).

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

BUSCANDO O QUE REALMENTE IMPORTA



COLOSSENSES 3.1
O fato é! O que realmente importa? Onde anda nossos interesses, por quais caminhos percorrem nossos pensamentos. Hodiernamente somos atropelados por uma serie de dificuldades e problemas que cada dia faz com que mudemos de direção, e são tantos os embaraços que a cada segundo desvirtuamos nossos pensamentos, a fim de que nossos interesses sejam alcançados.
            A bíblia nos ensina que não temos interesses a partir do momento que a morte de Cristo nasce em nós – “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.”( Gálatas 2.20). Aqui Paulo mortifica seu desejo, o aniquilamento de seus impulsos da carne tem como finalidade sua “morte” a fim de que estabeleça um laço com a nova vida em Cristo.
            Paulo inicia esse capítulo com uma preposição, portanto, esta palavra faz a ligação com a ideia central deste versículo, a ressurreição, isto é, o novo nascimento. Em Romanos, somos comparados a uma semente que foi plantada com Cristo – “Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição;” (Romanos 6.5). E sabemos que para uma semente germinar, faz-se necessário a sua própria morte, isto é, a semente morre e ressuscitar uma bela árvore frutífera. Pensando assim, vamos analisar alguns aspectos importantes da ressurreição:
1. ORIGEM - do Latim RESURRECTIO, “ressurreição”, que veio de RESURGERE, “erguer-se de novo”, de RE-, “outra vez”, mais SURGERE, “levantar-se, erguer-se”. Fica a ideia de levantar-se novamente, pois em algum momento caiu, contudo, levantou-se para começar mais uma vez. Do grego sunegerio (sunhgerio), de levantar-se, ergue-se, nascer novamente com aquele que foi o primeiro. Todas as definições nos dão capacidade de compreender que ressurreição é um novo inicio e somente com Aquele que experimentou primeiro, Xristw. Assim sendo, é preciosos entendermos que seria impossível Cristo não ressuscitar:
1.1.  Era impossível pelo fato dEle ser o filho de Deus, participante da divindade, mesmo em sua humanidade foi lhe ortogado  a verdadeira imortalidade por parte do Deus Pai , que é imortal, logo, Seu filho também o é. Pois, da mesma forma como o Pai tem vida em si mesmo, ele concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. (João 5.26). Outro texto importante é – “Da mesma forma como o Pai que vive me enviou e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que se alimenta de mim viverá por minha causa”. (João 6.57).
Neste ponto aplicamos a mesma, lógica, se estamos com Cristo que ressuscitou dentre os mortos, consequentemente também ressuscitaremos com Ele, pois Ele é o Pai são um e nos somos um com Ele.
1.2.  Outro fato que prova que ressuscitaria é sua obra na terra, onde Ele mesmo falou que Era a Vida, logo, a morte não se apoderaria dEle. Em João 11.25 Ele vai dizer que é a ressurreição e a vida.
1.3.  Era vontade do Pai ergue-lo novamente. O profeta Isaias no capítulo 53.10 ira nos falar que foi a vontade do Pai esmaga-lo, isto é, leva ló a morte a fim de que sua ressurreição trouxesse salvação.  “Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias dentre aqueles que dormiram. Visto que a morte veio por meio de um só homem, também a ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem”. (1 Coríntios 15.20.21).
1.4.  Igualmente, isso era impossível por nossa causa, porque a promessa que nos foi feita por Deus é que Cristo é a nossa garantia de vida Eterna – “E este é o testemunho: Deus nos deu a vida eterna, e essa vida está em seu Filho”. (1 João 5.11)
1.5.  Finamente, era impossível que Cristo ficasse retido pela morte, porque todas as profecias do AT, no que tange sua missão fosse um sucesso.
1.5.1. Seu ministério na Galiléia (Profecia: Is 9.1-2. Cumprimento: Mt 4.12-16)
1.5.2. Como profeta (Profecia: Dt 18.15. Cumprimento: Jo 6.14; 1.45; At 3.19-26).
1.5.3. Seria sacerdote, como Melquisedeque (Profecia: Sl 110.4. Cumprimento: Hb 6.20).
1.5.4. O desprezo por parte dos Judeus (Profecia: Is 53.3. Cumprimento: Jo 1.11).
1.5.5. Algumas de suas características (Profecia: Is 11.2. Cumprimento: Lc 2.52; 4.18).
1.5.6. Sua entrada triunfal (Profecia: Zc 9.9; Is 62.11. Cumprimento: Jo 12.13-14).
Partindo dessas afirmações, concluímos que a ressurreição aconteceu com Cristo e como Paulo mesmo disse, acontecerá conosco. Vamos então aprender com a ressurreição.
      I. A RESSURREIÇÃO MUDA NOSSO CARÁTER
“Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus”. (Colossenses 3.1)
A partir da ressurreição somos novas Criaturas, experimentamos a Graça de Cristo em nossos corações. Percamos a síndrome de Gabriela (eu nasci assim, vou morrer assim), Se Cristo através de seu sacrifício ressuscitou, e assim, mudou nosso caráter comecemos um passo de cada vez não pule do trem em movimento e nem tente tomar o ônibus correndo pela porta. Espere e comece bem devagar, sinta o Espírito santo te mudando a cada dia, usufrua dessa alegria de sentir seu crescimento moral.
Um cristão que não muda é um crente parada na frente do sinal verde berrando: “Eu sou assim mesmo”
ü “E ninguém põe vinho novo em vasilhas de couro velhas; se o fizer, o vinho novo rebentará as vasilhas, se derramará, e as vasilhas se estragarão”. (Lucas 5.37).
ü “Livrem-se de todos os males que vocês cometeram, e busquem um coração novo e um espírito novo. Por que deveriam morrer, ó nação de Israel?” (Ezequiel 18.31).
         II. A RESSURREIÇÃO MUDA NOSSO FOCO
“Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus”. (Colossenses 3.1)
“Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram”. (Jó 42.5) Jó mudou sua maneira de enxergara Deus, seus olhos tinham-se descamado. O conhecer de Deus ultrapassou o ouvir fala, neste momento ele via-O, tinha clareza no que falava. A ressurreição nos ensina a ver melhor. Quando sua perspectiva está em Deus, seu foco está naquele que vence qualquer tempestade que a vida pode trazer.
            É importante também entendermos que o foco nos ensina a dizer não, pois melhorando a visão começa a perceber que há coisas que na verdade nos fazem mais mal do que bem!
ü  Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão. (Mateus 7.5)
 I                                                    II. A RESSURREIÇÃO NOS DÁ FORTALEZA
“Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus”. (Colossenses 3.1)
“Do Senhor vem à salvação dos justos; ele é a sua fortaleza na hora da adversidade”. (Salmos 37.39) Mesmo em fronte de vários problemas a certeza de Vida Eterna, nos fortalece e nos remete a sempre buscar mais mesmo sabendo de nosso pequenino tamanho.
ü  “Pois vocês estão alcançando o alvo da sua fé, a salvação das suas almas”. (1 Pedro 1.9)

                                                               IV. A RESSURREIÇÃO NOS TRAZ AMOR
“Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus”. (Colossenses 3.1)
ü  “Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele”. (1 João 4.16)
ü  “Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.” (1 João 4.7)
ü  “Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios”. (Romanos 12.10)

 V. A RESSURREIÇÃO NOS AFASTA DO INFERNO
“Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus”. (Colossenses 3.1)
ü  “Para o entendido, o caminho da vida leva para cima, para que se desvie do inferno em baixo”. (Provérbios 15.24).
ü  “Sou aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do Hades." (Apocalipse 1.18).
Cristo disse que é a ressurreição e a vida o que te impede de buscar o que realmente importa!


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

COMO CUIDAR DE UM CORAÇÃO ENGANOSO


II REIS 20.1-11
II CRÔNICAS 32.24-31
Hodiernamente enfrentamos uma crise de identidade dentro e fora das igrejas. Muitos não procuram mais conhecer a si mesmo, mas sim, uma procura desenfreada em buscar do ter. O ser não faz mais parte de nossos anseios, abandonamos totalmente a razão e agimos segundo nosso coração.
            Pregamos em nossos púlpitos, ideias humanistas, a busca pela satisfação de nossos anseios, a constante entrega de nossos corações a qualquer tipo de nova sensação.  No pós-modernismo que vivemos o certo e o errado, o bem é o mal são irmãos gêmeos. Tanto faz a quem se reportar. Contudo, quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer besteira... Na Natureza, na História, na Ciência ou em Si Mesmo. Essa última eu acho, é a pior de todas. Coisa de gente cafona.
            Vivemos assim, acreditando em nós mesmos, sendo consumidos por nossos próprios desejos, o conceito de humildade foi deteriorado, pois a razão de sermos orgulhosos ficou em ênfase. Todavia, o maior livro de todos os tempos, a palavra do Deus vivo, diz-nos que o coração é enganoso - “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" (Jeremias 17.9).
O autor sagrado descreve duas características importantes de nossos corações, porém, faz-se importante entendemos a etimologia hebraica da palavra coração – (bleha – Leb - ser interior, mente, vontade, coração, inteligência ). O que Jeremias está tratando aqui são nossas emoções, vontades, desejos. E no início do versículo ele usa uma outra palavra – bqo(f – aqob – que tem como tradução três palavras principais: Enganoso, astucioso e a tradução que mais gosto traiçoeiro. Partindo desses ensinamento, compreendemos que deixando nossas emoções falarem mais alto do que a voz de Deus, consequentemente seremos derrotados, ou em outros casos, perdidos em nós mesmos.
Deus esquadrinha os nossos corações para descobrir cada parte de nosso ser - “Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações." (Jeremias 17.10). Isso acontece porque “a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus” (I Coríntios 15.50), então precisamos aprender a lutar espiritualmente - "porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes." (Efésios 612). Se numa prova o cristão age carnalmente não é aprovado por Deus. Mas se não luta contra os homens então recebe aprovação do Senhor – “pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração”. (1 Tessalonicenses 2.4).
Assim, como o rei Ezequias nós iremos passar por provas, a fim de que, Deus conheça nosso coração. O rei Ezequias falhou, porém aprendeu a não confiar em suas emoções, seus desejos, suas vontades, percebeu que precisava conhecer o seu coração, logo, conhecer a si mesmo e desta maneira conhecer a Deus.
Neste momento a pergunta volta. Você conhece seu coração? Se não! Vamos a prender como cuidar do mesmo.
1º      UM CORAÇÃO ENGANOSO É CUIDADO COM ORAÇÃO
“Naqueles dias, adoeceu Ezequias mortalmente; então, orou ao Senhor, que lhe falou e lhe deu um sinal." (II Crônicas 32.24)
A oração nos aproxima de Deus, ela nos coloca em total sintonia com o Pai, a oração é o momento em que esvaziamos de nós mesmos e colocamos no centro de nossos corações a vontade do Pai. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Romanos 8.28).
Durante um período de cem anos da história de Judá (732-640 a.C.), Ezequias foi o único rei fiel; que diferença fez! Devido à fé e às orações do Ezequias, Deus o sanou, e salvou sua cidade dos assírios. Você também pode fazer uma grande diferença, inclusive se sua fé o coloca na minoria. A fé e a oração, se forem sinceras e dirigidas para o único Deus verdadeiro, podem fazer que uma situação mude.
            Ezequias precisava passar por essas aflições a fim de inclinar seu coração a Deus - “Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores." (Tiago 5.13)

            Toda vez que inclinar seu coração para algo, aprenda primeiro a orar, não tome nenhuma decisão, sem ouvir a voz de Deus. Não deposite suas vitórias em si mesmo e nem as derrotas, pois se acontecer, o primeiro te levará ao orgulho desenfreado e a necessidade de holofotes e o segundo lhe tornará uma pessoa amarga e rancorosa. “Perseverai na oração, vigiando com ações de graças." (Colossenses 4.2). Ezequias virou para o lado chorou, quebrou seu coração e Deus o ouviu. Assim quando trabalho na busca de ser, Deus apenas olha, porém, quando oro Deus trabalha junta.
2º      UM CORAÇÃO ENGANOSO É CUIDADO COM A PALAVRA
“Naqueles dias, adoeceu Ezequias mortalmente; então, orou ao Senhor, que lhe falou e lhe deu um sinal." (II Crônicas 32.24C)
Tudo o que Ezequias precisava era de uma Palavra de Deus para sua vida. A primeira palavra de Deus através de Isaías foi de que Ezequias morreria (Isaías 38.1), depois da oração, Deus mandou o profeta voltar e levar uma nova mensagem para o rei (Isaías 38.5). O Senhor deu um sinal de que o relógio voltaria dez graus e Ezequias creu que teria mais tempo de vida (II Reis 20.1-11). Sua vida a partir de então seria baseada nesta Palavra de Deus para sua vida.
A Palavra de Deus penetra ao profundo do coração porque “é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hebreus 4.12). Quando lemos as Escrituras o Espírito Santo nos revela a vontade de Deus para nossas vidas - “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim." (João 5.39) e nos mostram o que precisamos mudar, por isso devemos levar a Palavra dentro do coração (Salmo 119.11). Se você não consegue ver sua vida quando lê a Bíblia (Salmo 40.6), peça ao Espírito Santo que revele e ilumine, lembrando das palavras de Jesus - “mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito." (João 14.26)
A Bíblia conta a história da humanidade e mostra os pecados dos homens. Através dos exemplos bíblicos podemos ver situações de nossas vidas. Quando Deus fala conosco, o Verbo que se fez carne (João 1.14) age dentro de nosso ser profundamente com o poder de sua Palavra. Não importa o que os outros digam e sim o que o Senhor diz para sua vida.
Você tem buscado a Palavra de Deus?
3º      UM CORAÇÃO ENGANOSO PRECISA SER HUMILHADO
“Ezequias, porém, se humilhou por se ter exaltado o seu coração, ele e os habitantes de Jerusalém; e a ira do Senhor não veio contra eles nos dias de Ezequias." (2 Crônicas 32.26)
            É muito interessante o que aprendemos aqui, no versículo anterior Ezequias exaltou seu coração e foi humilhado, porém quando se humilhou diante de Deus foi exaltado. Jesus nos ensina que - “Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado." (Lucas 14.11). Tudo aconteceu com Ezequias, porque seu coração estava cheio de si mesmo, estava repleto de egocentrismo, ao humilhar-se Deus lhe concedeu graça - " Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça." (1 Pedro 5.5)

Humildade é como coragem, só se mede coragem diante da morte ou de algo parecido. A mesma coisa com a humildade. Só se mede a humildade quando você tem razões objetivas para não ter humildade. Assim como a coragem não brota entre covardes, a humildade é uma agonia apenas para quem tem razões de ser orgulhoso.

A humilhação serve para revelar nosso coração (Tiago 4.10). Existem pessoas que ficam revoltadas contra Deus quando passam por lutas. Outros só se voltam para o Senhor quando estão passando por provações e clamam pelo socorro de Deus. Também há cristãos que na hora da prova revelam as obras da carne dentro de seu coração reagindo com ira, vingança, ciúmes e dissensões (Gálatas 5.19,20).
Por exemplo, Jó quando foi provado revelou um coração de adorador (Jó 1.20). Naamã achou que seria humilhação se banhar no Jordão, mas foi curado quando obedeceu (II Reis 5.10-14). Nabucodonosor precisou ser humilhado pastando sete anos como um animal para então reconhecer a Deus (Daniel 4.25-35).
Se você está sendo humilhado, coloque-se debaixo da poderosa mão de Deus que Ele te exaltará no tempo certo (Tiago 4.6). Muitas vezes precisamos passar primeiro por um tempo de humilhação para que depois de mostrar fidelidade no pouco receber o muito do Senhor (Mateus 25.21).

Como uma ferida que é exprimida e solta excrementos, assim também o coração machucado revela a podridão das mazelas e sentimentos maus. Entretanto, assim como a ferida inchada precisa ser limpa para curar, Deus quer sarar o coração e precisa apertar para purificar. Jesus nos prometeu enxugar as lágrimas (Apocalipse 7.17) e o Consolador nos fortalece na hora da angústia (João 14.16).

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

QUEM CHAMA É DEUS.


ATOS 12.1-12
Hodiernamente notamos muitos homens e mulheres dizendo serem chamados por Deus. O que vimos diariamente, na verdade é um sistema mercadológico que assombra e destrói a pureza o Evangelho que possui poder para mudar. Esse mudar não está ligado ao social, mas sim ao, indivíduo. Jesus enquanto homem, não foi um revolucionário, mas sim um reacionário, alguém com o papel de mudar as pessoas. Pois, entendamos, que ao mudar o “homem”, espontaneamente o social mudará.
Todavia, faz necessários homens e mulheres chamados por Deus, homens e mulheres vocacionados, com atitude e foco no ser humano. Não, de pessoas chamadas por elas mesmas, falsos profetas e pastores, que usam da Palavra de Salvação como mecanismo de enriquecimento ilícito. O texto de Atos, irá nos levar a algumas considerações dos homens que são chamados por Deus.
                 I. No primeiro versículo do capítulo treze de Atos o autor fala da igreja de Antioquia, que é uma cidade, localizada às margens do rio Orontes[1], que foi o berço das missões Cristãs. Era conhecida como Antioquia da Síria, a fim de ser distinguida de Antioquia da Písidia. Esta cidade foi fundada em cerca de 300 a.C. e cresceu a ponto de contar com numerosa população nos tempo de Paulo, incluindo muitos judeus, os quais desde tempos remotos haviam obtido o direito de cidadania. E nesta igreja havia profetas e mestres, é aí que aprendemos que nosso Deus usa a todos sem distinção nenhuma.
1º Barnabé (Barnaba=j) - Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre, (Atos 4.36).
2º Simeão Chamado Níger (Sumewn – Ni/ger) – a palavra Níger significa preto, possivelmente seria a cor de sua pele.
3º Lúcio de Cirene (Lou/kioj o9 Kurhnai=oj) – um dos missionários daquela cidade.
4º Manaém, colaço[2] de Herodes o tetrarca[3] (Manah/n) – seu nome significa consolador. Foi criado como irmão de criação de Herodes, o tetrarca, também conhecido como Herodes Antipas, assassino de João Batista - Naquele tempo ouviu Herodes, o tetrarca, a fama de Jesus, E disse aos seus criados: Este é João o Batista; ressuscitou dos mortos, e por isso estas maravilhas operam nele. (Mateus 14.1-2). Como foi terrível a vida desse homem, em constante comparação com seu irmão de criação, Herodes!
5º Saulo (Sau=loj) – O fato do nome de Paulo aparecer em último lugar aqui, como um “mestre”, em constaste com o oficio mais elevado de “profeta”. Uma forma de Lucas o autor de Atos deixar evidente levante de Paulo como principal líder da Igreja Cristã.

 II. OS CHAMADOS POR DEUS POSSUEM O SELO DO ESPIRITO SANTO.
Enquanto adoravam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: "Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado". Atos 13.2

Em Efésios capítulo um versículo, treze Paulo nos diz: que quando ouvimos a Palavra da verdade, o Evangelho da Salvação e cremos somos selados pelo Espírito Santo da promessa. No versículo dois do texto base, vemos que os chamados por Deus oram e derramam suas angústias e sentimentos aos pés do Senhor. Nenhuma decisão é tomada por outra razão, mas sim, procedente do trono da Glória. Por isso, quando levantamos um pastor para o pastoreio, o mesmo, é arguido e oramos por sua vida pedindo que o Senhor derrame sobre ele as consolações do Espírito Santo.
            E depois de incessante oração e jejum, o Espírito do Senhor fala com aqueles irmãos – separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. A palavra grega para chamado é proskale/w é derivação de duas palavras: prós - (para, com) indica extensão em direção a um objetivo, com interação implícita ou reciprocidade. A outra palavra é kaléo – um verbo que significa convocar, chamar, convidar. Logo, O Espírito Santo chamou Paulo e Barnabé, um chamar com objetivo, uma convocação que acarreta o cumprimento de uma tarefa - Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome. (João 15.16).
            O próprio Jesus nos escolheu para irmos e falarmos de seu amor, do que Ele é capaz de fazer se verdadeiramente entregarmos nossas vidas a Ele.

  III. OS CHAMADOS POR DEUS POSSUEM UMA TAREFA ESPECÍFICA.
Assim, depois de jejuar e orar, impuseram-lhes as mãos e os enviaram. (Atos 13.3)

            Alguns intérpretes acreditam que neste momento Paulo foi consagrado como apóstolo, mas o próprio testemunho de Paulo, que é claríssimo, é de que ninguém o chamou para esse ofício, embora a sua autoridade apostólica tenha sido, por fim, amplamente conhecida pelos homens - Paulo, apóstolo enviado, não da parte de homens nem por meio de pessoa alguma, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dos mortos, (Gálatas 1.1). Neste caso, Paulo e Barnabé foram consagrados a um novo serviço. É óbvio que não havia nisso nenhum intuito de fazer de ambos mais do que simples missionários ungidos para uma tarefa que recebiam, e a imposição de mãos foi um rito formal que lhes conferia a aprovação e as bênçãos da igreja, a fim de que se atirassem a campo como representantes oficiais da igreja de Antioquia.

    IV. OS CHAMADOS POR DEUS CONHECEM A OBRA DE DEUS
Enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia[4] e dali navegaram para Chipre. Chegando em Salamina[5], proclamaram a palavra de Deus nas sinagogas judaicas. João estava com eles como auxiliar. (Atos 13.4-5)

            Quando somos enviados pelo Espírito Santo de Deus, nada nos detém, somos colocados à disposição para que a obra do Pai faça-se grande através de nossas vidas. Os missionários, Paulo e Barnabé partem sem temor algum, pois criam naquele que os enviou - Então lhe perguntaram: O que precisamos fazer para realizar as obras que Deus requer?  Jesus respondeu: A obra de Deus é esta: crer naquele que ele enviou. (João 6.28-29). Esses homens de Deus conheciam a obra do Pai. Pois, esse trabalho, os mesmos já o tinham em seus corações, que Cristo é Senhor e Salvador de suas vidas.
            Desceram a Selêucia, um porto da cidade de Antioquia, embarcaram e chegaram a Salamina uma ilha utilizada como porto de Atena e possuidora de grandes minas de cobre, que Herodes, o Grande, e outros governantes haviam explorado. Essas minas atraiam muitas pessoas inclusive os Judeus. Assim uma cidade extremamente idolatra, pois vivia sobre o domínio helênico, logo, viviam o panteísmo grego. Contudo, os chamados por Deus, Paulo e Barnabé, pisaram nesta ilha e como texto mesmo diz: Proclamaram a palavra de Deus, direto nas sinagogas, isto é, sem constrangimento pregavam a Cristo. É precioso este texto no sentido de ser a primeira viagem missionária de Paulo, um menino na fé que já enfrentava muitas lutas e é aqui que as palavras de Paulo em Romanos ficam mais límpidas - Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. (Romanos 1.16).
Assim, não impeça a obra de Deus, que é proclamação de Cristo, pois ao impedi-lá, você deixa claro que não a possui em seu coração.

         V. OS CHAMADOS POR DEUS SÃO LUZ ONDE HÁ TREVAS
Viajaram por toda a ilha, até que chegaram a Pafos. Ali encontraram um judeu, chamado Barjesus, que praticava magia e era falso profeta. Ele era assessor do procônsul Sérgio Paulo. O procônsul[6], sendo homem culto, mandou chamar Barnabé e Saulo, porque queria ouvir a palavra de Deus. Mas Elimas, o mágico (esse é o significado do seu nome) opôs-se a eles e tentava desviar da fé o procônsul.
(Atos 13.6-8)

            Ao terminarem a obra de Deus na cidade de Salamina não param. Continuaram cumprindo a tarefa dada por Deus e confirmada por Jesus - Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; (Mateus 5.14). Como o próprio texto nos mostra, que eles viajaram por toda a ilha, isto é, se preocuparam de falar com Jesus a todos sem distinção. Agora, chegaram à ilha de Pafos[7] uma cidade que é o centro de peregrinação dos gregos, pois acreditavam que a deusa grega Afrodite teria ali nascido. É a este local, totalmente preso aos costumes ritualísticos que Paulo e Barnabé chegam.
O que o local importa? O que nos importa é que Cristo seja anunciado a toda a criatura, tenhamos essa afirmação em nossas mentes, a fim de que se cumpra em nós o amor do Pai.
E é quando mais fortemente anunciamos o amor de Deus, que somos colocados em frente as trevas. Com Paulo é Barnabé não foi diferente, neste caso deram de fronte com um homem conhecido por Barjesus, também era chamado de Elimas, o mágico. Onde o próprio texto o define como mago, mágico e falso profeta, este homem tentava evitar que o procônsul (a0nqupa/tw) Sérgio Paulo ouvisse que os homens de Deus tinham para ensinar.
Quando pregamos a Cristo, muitas tentaram nos atrapalhar as trevas gritam, para que muitos ouvidos se ensurdeçam, mas a luz que brilha em nos é capaz de dissipar qualquer escuridão e voltar a se fazer luz onde outrora havia escuridão.  Não desista, seja luz!

                          VI. OS CHAMADOS POR DEUS AGEM NO PODER DO ESPÍRITO
Então Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para Elimas e disse: "Filho do diabo e inimigo de tudo o que é justo! Você está cheio de toda espécie de engano e maldade. Quando é que vai parar de perverter os retos caminhos do Senhor? Saiba agora que a mão do Senhor está contra você, e você ficará cego e incapaz de ver a luz do sol durante algum tempo". Imediatamente vieram sobre ele névoa e escuridão, e ele, tateando, procurava quem o guiasse pela mão. (Atos 13.9-11)

É neste ponto, que de fato, Saulo assume totalmente seu apostolado, pois Lucas o autor desta carta que no início o chama de Saulo, após a manifestação do Espírito em sua vida, começa a tratá-lo como Paulo. Neste momento Saulo cai e Paulo levanta. O olhar firme para o descaso com a palavra do Senhor, o olhar direto nos que atrapalham a obra do Pai são características dos chamados por Deus. Meu querido amigo e irmão, fiquem firmes, olhem fixamente para os inimigos de Cristo e deixem claro que eles já estão derrotados no nome De Jesus Cristo.
O próprio Paulo o chama de filho do Diabo, uma ligação ao nome do mago: Barjesus (Filho da Salvação) e completa na tradução do original o classificando como todo cheio de engano e de toda falta de escrúpulos. Vivemos em tempos onde o que se mais tem são os filhos do Diabo, homens e mulheres cheios de ódio, rancor, falta de amor e outros - Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno. Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. (1 João 5.19-20)
Não fiquemos cegos como este homem, deixemos de vez a nossa cegueira espiritual e caminhemos para Cristo. Não permita que a mão do Senhor pese em sua vida.
Platão dizia: “a pior coisa que pode acontecer a um homem ou a uma mulher é que os seus erros não sejam punidos; porquanto isso conduz à própria corrupção da alma”.

                     VII. OS CHAMADOS POR DEUS RECEBEM UM VALOROSO PRESENTE
O procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, profundamente impressionado com o ensino do Senhor. (Atos 13.12)
[

            Não há maior presente para um servo do Senhor, do que presenciar uma alma entregando-se a Jesus. Foram assim partidas as algemas que Elimas tinha colocado na vida do precônsul, pois devido o sinal que o Espírito Santo operou através da vida de Paulo, que este homem foi conduzido à fé. A reverência para doutrina é o começo a fé, bem como a preparação para mesma. Ao perceber um sinal evidente do poder de Deus, pode-se perceber que Paulo fora enviado por Deus; e assim começou a reverenciar a doutrina cristã, da qual até ali vinha duvidando.
            Deus atualmente fortalece miraculosamente muitas mentes que por muito estiveram encarceradas na escuridão. O fato é que, hodiernamente o homem procura milagres de maquinações e Deus faz com que, de modo incrível o Evangelho chegue, mesmo com inúmeros empecilhos aos corações dos aflitos.
Não sejamos murmuradores contra Deus, e nem o questionemos sobre tal questão, como se nossa situação fosse pior, se ele não mostra diariamente aqueles milagres que tanto desejamos. A alegria do procônsul está ligada à palavra grega e0pisteusen,isto é, ele a partir daquele momento creu, conheceu, compreendeu, teve noção de que Deus operava na vida daqueles homens.
Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança.(Tiago 1.2-3)




[1] O Orontes (ou ‘Asi) é um rio que corre nos territórios do Líbano, da Síria e da Turquia. Com nascentes no leste do Vale do Beqaa (Líbano), corre na direção norte, paralelo ao litoral, cruzando o oeste da Síria até desaguar no Mediterrâneo, próximo ao porto turco de Samandağ. Sua extensão total é de 571 km.
Ao longo de seu vale, passaram, ao longo dos séculos, exércitos e tráfego provenientes de ou com destino ao Egito. Às margens do Orontes, travaram-se as batalhas de Kadesh e de Qarqar.
·         A Batalha de Kadesh, que significa sagrado, travou-se entre o Egito (Ramsés II) e o Império Hitita (liderado pelo rei Muwatali), nas margens do rio Orontes, junto à cidade de Kadesh (atual Síria). Sabe-se pelos registros egípcios ter decorrido no 5.º ano de reinado de Ramsés, final de maio, possivelmente, entre os anos de 1312 e 1275 a.C. Os Hititas eram um povo indo-europeu que, no II milênio a.C., fundou um poderoso império na Anatólia central (atual Turquia), cuja queda data dos séculos XIII-XII a.C. Em sua extensão máxima, o Império Hitita compreendia a Anatólia, o norte e o oeste da Mesopotâmia até a Palestina. Os hititas chamavam-se a si próprios Hatti, e a sua capital era Hattusa.
·         A batalha de Kadesh é a mais famosa, pois foi a mais bem documentada batalha do mundo antigo. Travada entre as superpotências do século 13 antes de Cristo.
[2] Cada um dos indivíduos que, não sendo irmãos, mamaram do mesmo leite; irmão de leite.
[3] Governador de uma quarta parte. Acha-se aplicado o termo a Herodes Antipas, tetrarca da Galiléia, a Herodes Filipe, tetrarca da ituréia e Traconites, e a Lisânias, tetrarca da Abilene (Lucas 3.1). Parece que os romanos usavam esse título, nos tempos do NT para designar príncipes tributários, que não tinham suficiente importância para serem chamados reis. Certamente, por cortesia do povo se dava a Herodes Antipas, tetrarca da Galiléia, o título de rei (Mateus 14.9 e Marcos 6.14,22). Herodes Antipas e Herodes Filipe eram filhos de Herodes, o Grande.
[4] Selêucia Piéria foi uma antiga cidade situada na região da Síria, fundada em 300 a.C. pelo rei Seleuco I, a norte da desembocadura do rio Orontes e aos pés das montanhas Piéria. A cidade consolidou-se como o principal porto de mar da Antioquia. Durante as Guerras Sírias a cidade adquiriu grande importância estratégica por ser chave para o controle da Síria. Em 64 a.C. foi ocupada pelas tropas de Pompeu e ficou sob o domínio romano, e posteriormente bizantino. Por volta do século V d.C. a cidade decaiu, e no século VII, com as invasões muçulmanas, ficou arruinada definitivamente. Ficam numerosos vestígios arqueológicos da cidade, perto da atual cidade turca de Samandağ.
[5] Salamina (em grego: Salamina, em grego antigo: Salamís) é uma ilha localizada ao sul de Pireu, antigo porto de Atenas, com cerca de 96 km2 de área e mais de 38 000 habitantes. Foi o local da Batalha de Salamina, o confronto naval decisivo para a Segunda Guerra Médica. Atualmente, não tem a importância econômica ou estratégica de outras eras, e pertence à divisão administrativa da capital grega. O herói mitológico Ajax é apresentado nas lendas gregas como natural de Salamina.
O poeta trágico Eurípedes nasceu em Salamina em 485 a.C..
[6] O procônsul (proconsul, em latim) era o governador de uma província romana.
Na origem, os cargos procuratórios romanos (procônsul, propretor e proquestor) foram uma inovação da República Romana, criados para fornecer generais e governadores provinciais sem a necessidade de eleger mais magistrados a cada ano. Assim, em vez de estabelecer novos cargos de magistratura ordinária para aqueles fins, os romanos preferiam designar cidadãos para agir em nome (pro) de um magistrado eleito. O procônsul agia, portanto, em nome ou no lugar (pro) do cônsul (consul).
[7] Pafos (ou Paphos) é uma cidade portuária no sudoeste da ilha de Chipre, a capital do distrito homônimo. Pafos possui 47,530 habitantes (2001–2005). Era um dos mais célebres centros de peregrinação do antigo mundo grego, pois era onde se pensava ter nascido à deusa grega Afrodite. Foi a capital de Chipre já no tempo das civilizações grega e romana. Em 15 a.C., sofreu um grande terremoto, e foi reconstruída com ajuda de Augusto e do senado romano, com a condição de passar a se chamar Augusta. O apóstolo Paulo de Tarso visitou-a no século I d.C.

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