segunda-feira, 24 de julho de 2017

CONVIVENDO COM AS DIFERENÇAS

ROMANOS 12.3-8
O que você entende por UNIDADE?
Nesses dias, vamos aprender um pouco sobre essa palavra, que temos ouvido tanto na Igreja, ultimamente.
Os Dicionários dizem que UNIDADE é: Concordância de vontades, Uniformidade.
Vamos compreender melhor isso?
Unidade é conseguirmos trabalhar juntos em alguma coisa, mesmos que nossas vontades seja diferentes. Ou, ainda, podemos dizer que é juntarmos as nossas forças para fazermos alguma coisa, mesmo que não gostemos muito do que tem que ser feito, mas, se é preciso, vamos fazer. Deu pra entender?
  • Por exemplo: A casa está uma bagunça. Tem roupa suja no banheiro, louça na pia, etc. Mas a mamãe disse que a casa precisa ser limpa e ela não tem muito tempo. Então, ela chama você e seus irmãos e distribui as tarefas; cada um fará uma coisa. A casa precisa ser limpa e, todos juntos, cada um fazendo uma parte, vão trabalhar para um objetivo comum: uma casa limpa. Mesmo que você não goste de lavar louça, sua irmã não goste de lavar o banheiro, seu pai não goste de limpar o fogão, nem sua mãe de lavar as calçadas, todos juntos estão concordando para um bem maior: a casa limpa. Isso é Unidade.
            O Princípio da Unidade diz que, embora sejamos diferentes, devemos compreender que fazemos parte do Corpo de Cristo, e precisamos aprender a conviver uns com os outros, respeitando o jeito de ser de cada um e que, na hora que precisar, devemos estar prontos a ajudar, socorrer e trabalhar juntos para o benefício de todos. O problema decorrente é que muitos de nós estamos vivendo o antônimo de unidade, que é desarmonia, isto é, falta de afinação. Um grupo que todos tocam a canção preferida.
            O autor de Romanos me ajuda em algumas colocações e entendimento de nossa visão em mundo onde as diferenças estão muito gritantes.

                                                                NÃO PENSE ALTO DE MAIS

“Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber," (Romanos 12.3a).

            O autor de Romanos começa uma idéia muito interessante sobre unidade, quando discorre sobre esse versículo, ao dizer que não pensemos alto de mais, é uma palavra grega que significa - ὑπερφρονέω – Yperphroneo. Quando de falto penso que sou mais alto não no sentido de estatura, mas no sentido egocêntrico. Não há unidade quando penso que sou melhor que outro, ou maior. A unidade só acontece quando o que sei e penso é colocado em pratica para o desenvolvimento do todo
            Exemplo: the Game of thorne – john snow conseguiu juntas todo o reino do norte novamente mais os selvagem, pois os vagantes brancos é o perigo eminente. Logo, nesta circunstância não há maior e nem menor existe uma causa comum a todos.
            Cristo nunca se fez maior, mesmo podendo, mesmo sendo Deus, mesmo sendo quem é, fez-se menor para que crescêssemos. E com ele formamos uma unidade com o Pai. Deixe de pensar que é grande, mais use sua grandeza para ajudar o todo.

                                                            FREIE SEUS PRÓPRIOS IMPULSOS 
“mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um." (Romanos12.3b)

            Neste mesmo versículo ele coloca uma segunda palavra que faz parte da unidade, moderação – que no grego siginifica freiar os próprios impulsos e desejos, isto é, ter uma mente sã, ser uma pessoa capaz de respirar, contar não até dez, mas até mil se for necessário.
            Sem perceber, a sociedade moderna – consumista, rápida e estressante – alterou algo que deveria ser inviolável: o ritmo de construção de pensamentos. Isso gerou consequências seríssimas para a saúde emocional, o prazer de viver, o desenvolvimento da inteligência, a criatividade e a sustentabilidade das relações sociais.
Traduzido como SPA (síndrome do pensamento acelerado) segundo pesquisas, atinge mais de 80% dos indivíduos de todas as idades e ofícios: crianças, pais, professores, alunos, entre outros.
Outra estatística alarmante, divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é que 1,4 bilhões de pessoas (20% da população mundial), cedo ou tarde, desenvolverão depressão. Estudos da OMS junto com a Unicef “revelam que pelo menos 90% dos adolescentes que se matam têm algum tipo de problema mental. Eles variam da depressão - a principal causa para suicídios neste grupo - e passam por ansiedade, violência ou vício em drogas”. As estatísticas de suicídio entre jovens só perdem para os acidentes de trânsito envolvendo os mesmos. O que sugere, sem sobra de dúvidas, a necessidade e relevância de desenvolvermos habilidades de gestão das emoções.
Mas como vence? Acretido que há casos que a necessidade de medicamente é importante, mas em outor, a moderação, a pratica de se fazer uma coisa de cada vez, não querer que outro faça tudo no seu tempo, exercícios fiscos, habito de uma boa leitura, bons amigos e etc..
Jesus nós ensinou que tudo tem seu tempo, e que nada esta fora do controle de Deus, sendo assim, não se coloque no lugar de Deus com o desejo de saber de tudo, puxe o freio de sua vida. Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação,(Romanos 12.4)
Não adianta pisar no acelerador se sua função é olhar no retrocisor, não adianta reclamar do vento se não sua função levantar o vidro. Apenas entenda e colobaore para que todas as funções sejam cumpridas com eficácia.

                                                                          FAÇA TUDO COM ALEGRIA
“assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros.  De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é profecia,  seja ela segundo a medida da fé;  se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino;  ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria. " (Romanos 12.5-8,)

Em Atos dos Apóstolos capítulo oito, o evangelho ia sendo espalhado sobre a face da terra, tudo que filipe dizia a multidão prestava atenção, havia muitos milagres, todas sabiam o que precisava fazer e no versículo oito diz que – E havia grande alegria naquela cidade. (Atos 8.8).

A alegria precisa ser o combustível de seu ministério, somente ela te proporciona mais energia para continuar, o sorriso, a satisfação em servi precisa ser pungente em seu coração. Temos diferentes dons e é eles que nos demonstram a ação de Cristo em nossas vidas, mas a alegria se dá, quando estes dons são colocados para o objetivo comum, o Serviço do Reino.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

TRANSFORME SUA FAMÍLIA EM UMA “FAMIQUIPE”


GÊNESIS 6.13-21
            A família hoje tem sido atacada por todos os lados, ideologia de gêneros, a desqualificação da família inicial e acima de tudo o distanciamento interno do lar. Esses problemas também são levados à igreja. Essa divisão também começa a alcançar o ambiente eclesiológico. O que veremos agora é o trabalho de uma equipe, ou melhor, uma “FAMIQUIPE”. UM grupo de pessoas que se ama, com suas diferenças, mas com um alvo único, atender a voz de Deus.

1.     A UNIÃO É MAIOR QUE OS INTERESSES PESSOAIS
Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra.
Faze para ti uma arca da madeira de gofer[1]; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume.
E desta maneira a farás: De trezentos côvados o comprimento da arca, e de cinqüenta côvados a sua largura, e de trinta côvados a sua altura.
Farás na arca uma janela, e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-ás andares, baixo, segundo e terceiro. (Gênesis 6.13-16)
A família de Noé trabalhou junta antes do dilúvio, para construir a Arca e também depois, já dentro da arca para a manutenção da mesma. A unidade de todos era essencial para sua sobrevivência. Se um erro acontecesse, um buraco fosse deixado... Poderia ser fatal. Por isso confiaram um no outro e juntos fizeram o trabalho duro de construir um barco nunca antes visto esperando uma chuva que ainda não tinha vindo (Gênesis 2.5,6). Mas “se uma casa estiver dividida contra si mesma, também não poderá subsistir” (Marcos 3.25). Por isso é preciso estar em união para juntos salvar a família. Muitas famílias só se reúnem em momentos de festa ou pior, em velórios, quando não tem alternativa e todos precisam se encontrar. Isso é muito triste. Precisamos promover momentos de unidade na família, não esperar apenas momentos obrigatórios.
2.     A PCIÊNCIA É A MAIOR VIRTUDE DE UMA FAMÍLIA
Porque eis que eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há espírito de vida debaixo dos céus; tudo o que há na terra expirará.
Mas contigo estabelecerei a minha aliança; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos contigo. (Gênesis 6.17-18)
A arca demorou muitos anos para ser construída, embora não sabemos precisamente quanto tempo, mas provavelmente foram décadas. Deus avisou Noé que destruiria o mundo e quando estava com quinhentos anos teve seus três filhos (Gênesis 5.32), que já eram casados quando começaram a construir a arca (Gênesis 6.18). Noé estava com seiscentos anos quando entrou na arca e aconteceu o dilúvio (Gênesis 7.6). Então se passou um período de mais de cem anos entre o chamado e a entrada na arca.
Ao todo Noé e sua família ficaram um ano e dez dias dentro da arca (Gênesis 7.10-11 e 8.14-16).
Às vezes queremos que tudo aconteça de uma vez em nossa família e não estamos dispostos a esperar o tempo de Deus – Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. (Eclesiastes 3:1). Passamos anos arrumando problemas e queremos que sejam resolvidos num momento apenas. A pessoa impaciente não sabe esperar os outros, mas quer que todos o esperem. Por isso precisamos aprender a esperar no Senhor – Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor. (Salmos 40.1) e buscar o fruto do Espírito para esperar com mansidão e paciência – Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. (Gálatas 5.22-23)

3.     CRIATIVIDAE PARA VENCER A CRISE
Faça entrar na arca um casal de cada um dos seres vivos, macho e fêmea, para conservá-los vivos com você.
De cada espécie de ave, de cada espécie de animal grande e de cada espécie de animal pequeno que se move rente ao chão virá um casal a você para que sejam conservados vivos.
E armazene todo tipo de alimento, para que você e eles tenham mantimento". (Gênesis 6.19-21).
Uma curiosidade sobre a família de Noé foi que tudo era muito novo para eles e mesmo assim não estranharam, nem se deixaram abalar. Tiveram que aprender muitas coisas que nunca tinham feito antes. O tempo todo confiaram em Deus e obedeceram às suas ordens. A rotina da família de Noé foi mudada priorizando a construção da arca.
Quando estavam dentro da arca, a rotina era outra. O balanço do barco carregado pelas águas, provavelmente causou mal-estar em todos, até em animais até se acostumarem. Tinham que alimentar animais e fazer comida para si (Gênesis 6.21). Criaram formas de acender fogo, sem deixar incendiar o barco que era de madeira rejuntado com betume que é inflamável (Gênesis 6.14). Também tiveram que se acostumar com o cheiro dos animais dentro do barco e não descuidar da higiene.
Em momentos difíceis como esses que precisamos usar nossa criatividade e fazer tudo que Deus nos mandar – Foi assim que a família de Noé prosperou e meio a tantas dificuldades.




[1] A madeira que foi feito a ARCA, mas ninguém sabe o nome real da madeira usada.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

MALDIÇÃO HEREDITÁRIA, VERDADE OU MENTIRA?



Uma das distorções doutrinárias mais difundidas entre o povo de Deus ultimamente é o ensino das “maldições hereditárias”, conhecido também como “maldição de família” ou “pecado de geração”. Estes conceitos circulam bastante através da televisão, rádio, literatura e seminários nas igrejas. Muitos líderes, ministérios e igrejas, antes sólidos e confiáveis, acabaram sucumbindo a mais esse ensino controvertido e importado dos Estados Unidos.
Os pregadores da maldição afirmam que se alguém tem algum problema relacionado com alcoolismo, pornografia, depressão, adultério, nervosismo, divórcio, diabete, câncer e muitos outros, é porque algum antepassado viveu aquela situação ou praticou aquele pecado e transmitiu tal pecado ou maldição a um descendente. A pessoa deve então orar a Deus a fim de que lhe seja revelado qual é a geração no passado que o está afetando. Uma vez que se saiba qual, pede-se perdão por aquele antepassado ou pela geração revelada e o problema estará resolvido, isto é, estará desfeita a maldição.
Marilyn Hickey, autora norte-americana e que já esteve várias vezes no Brasil em conferências da Adhonep (Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno), promove constantemente este ensino. Note suas palavras:
Se você ou algum de seus ancestrais deu lugar ao diabo, sua família poderá estar sob a “Maldição Hereditária”, e esta se transmitirá a seus filhos. Não permita que sua descendência seja atingida pelo diabo através das maldições de geração. Os pecados dos pais podem passar de uma a outra geração, e assim consecutivamente. Há na sua família casos de câncer, pobreza, alcoolismo, alergia, doenças do coração, perturbações mentais e emocionais, abusos sexuais, obesidade, adultério’? Estas são algumas das características que fazem parte da maldição hereditária nas famílias. Contudo, elas podem ser quebradas!
Um dos textos bíblicos mais usados pelos pregadores da maldição hereditária para defender este ensino é Êxodo 20:4-6: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”.
É preciso que se leve em consideração o assunto do texto aqui citado. De que trata, afinal, tal passagem? Alcoolismo, pornografia, depressão, ou problemas do gênero? É óbvio que não. O texto fala de idolatria e não oferece qualquer base para alguém afirmar que herdamos maldições espirituais de nossos antepassados em qualquer área das dificuldades humanas.
A narrativa do Antigo Testamento nos informa que sempre que a nação de Israel esteve num relacionamento de amor com Deus, ela não podia ser amaldiçoada. Vemos a prova disso em Números 23:7, 8, quando Balaque pediu a Balaão que amaldiçoasse a Israel. A resposta de Balaão aparece no versículo 23: “Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel”. Por outro lado, sempre que a nação quebrou a aliança de amor com Deus, ela ficou exposta a maldição, calamidades e cativeiro.
É verdade que os filhos que repetem os pecados de seus pais têm toda a possibilidade de colher o que seus pais colheram. Os pais que vivem no alcoolismo têm grande possibilidade de ter filhos alcoolatras. Os que vivem blasfemando, ou na imoralidade e vícios, estão estabelecendo um padrão de comportamento que, com grande probabilidade, será segui­do por seus filhos, pois “aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7). Isso poderá suceder até que uma geração se arrependa, volte-se para Deus e entre num relacionamento de amor com ele através de Jesus Cristo. Cessou aí toda a maldição. Não deve ser esquecido também que o autor da maldição ou punição é Deus e que ela é a manifestação da sua ira. Note que no final do versículo cinco do capítulo vinte de Êxodo, a Palavra de Deus declara que a maldição viria apenas sobre aqueles que aborrecem a Deus, algo que não se passa com o cristão
A Bíblia ensina uma responsabilidade individual pelo pecado, como pode ser observado no livro do profeta Ezequiel:
“Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Que tendes vós, vós que, acerca da terra de Israel, proferis este provérbio, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram? Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, jamais direis este provérbio em Israel. Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18:1-4). Seria o mesmo que afirmar nos dias atuais: os pais comeram chocolate e os dentes dos filhos criaram carie.
O capítulo 18 de Ezequiel dá a entender que havia se tornado um costume em Israel colocar a culpa dos fracassos pessoais nos antepassados ou em outros. Isso faz lembrar o que aconteceu no jardim do Éden, quando, por ocasião da Queda, o homem colocou a culpa na mulher e a mulher na serpente. Parece ser próprio do ser humano não admitir seus erros, buscando evasivas para não tratá-los de forma responsável à luz da Palavra de Deus. Infelizmente, alguns acham mais fácil culpar os antepassados do que enfrentar suas tentações.
O ensino da maldição de família mais escraviza do que liberta. Até crentes que há vários anos viviam alegres, evangelizando, servindo ao Senhor e dando frutos, agora estão preocupados, deprimidos, pensando que talvez as tentações, as dificuldades e lutas pelas quais estão passando sejam de fato reflexo de pecados ou do comportamento dos seus ancestrais.
“Não faz muito tempo, numa grande igreja pentecostal, um diácono, que havia participado de um desses seminários para quebra de maldições hereditárias, me procurou para aconselhamento. Tal irmão encontrava-se confuso e deprimido com as informações que recebera e queria saber o que a Bíblia tinha a dizer sobre tudo isso. Depois de uns dez minutos de conversa, ele respirou aliviado. Temos encontrado e ajudado a muitos outros em situações semelhantes pelos lugares por onde passamos, em diferentes partes do Brasil.”.

Ora, todo cristão é tentado, de uma forma ou de outra, uns mais, outros menos. Se um cristão enfrenta problemas em relação à pornografia, ao alcoolismo, ao adultério, à depressão ou a qualquer outro aspecto ligado às tentações, os métodos para vencer tais lutas devem ser bíblicos. O caminho para a vitória tem muito mais a ver com a doutrina da santificação, com o cultivo da vida espiritual através da oração, do jejum, da comunhão saudável numa determinada parte do Corpo de Cristo e do contato constante com a Palavra de Deus. O ensino da quebra de maldições hereditárias aparece como um atalho mágico e ilusório para substituir a doutrina da santificação, que é um processo indispensável a ser desenvolvido pelo Espírito Santo na vida do cristão, exigindo dele autodisciplina e perseverança na fé.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

CANSEI DE PECAR



“Partindo Jesus dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.” (Mateus 9.9).
"Καὶ παράγων ὁ Ἰησοῦς ἐκεῖθεν εἶδεν ἄνθρωπον καθήμενον ἐπὶ τὸ τελώνιον, Μαθθαῖον λεγόμενον, καὶ λέγει αὐτῷ· ἀκολούθει μοι. καὶ ἀναστὰς ἠκολούθησεν αὐτῷ." (Mateus 9.9)
1.      a0+kolouqei – o alfa como partícula de união mais “kolouthei” que significa caminho. O convite de Jesus é com a finalidade de se juntar com ele em uma caminhada que mudaria sua vida.
Falar sobre Mateus é em muitos casos olhar para dentro de nós, e perceber o quanto somos pecadores e presos a desejos materiais e sombrios. É bem provável que nenhum dos Doze discípulos de Jesus fosse um pecador mais declarado do que Mateus. Em Marcos 2.14, ele é chamado por seu nome Judeu, “Levi filho de Alfeu”. Lucas refere-se a ele como “Levi” em Lucas 5.27-29, e como “Mateus” quando apresenta a lista dos Doze em Lucas 6.15 e Atos 1.13.
            Sabemos muito pouco sobre Mateus, mas o que temos certeza é que ele era um homem humilde e retraído, que se colocou totalmente em segundo plano ao logo de seu extenso relato da vida e do ministério de Jesus. Em todo seu evangelho, ele menciona seu nome em apenas duas ocasiões:
1º     Seu chamado – Mateus 9.9
2º     Apresentação dos Doze – Mateus 10.1-4
Mateus era coletor de impostos, um publicano. Os publicanos eram homens que compraram do imperador romano o direito de cobrar impostos e que depois extorquia do povo de Israel o dinheiro para encher os cofres romanos e seus próprios bolsos. Com frequência, arrancavam dinheiro das pessoas à força através de seus capangas. Quase todos eram salafrários desprezíveis, odiosos e sem princípios.
            Mateus 9.9 registra o chamado desse homem. O relato aparece do nada, pegando o leitor totalmente de surpresa: “Partindo Jesus dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.” (Mateus 9.9). Esse é o único instante em que vemos Mateus em seu próprio Evangelho.
            Nos, versículos seguintes, Mateus prossegue dizendo: “E sucedeu que, estando ele em casa, à mesa, muitos publicanos e pecadores vieram e tomaram lugares com Jesus e seus discípulos." (Mateus 9.10). Contudo, Lucas revela que, na verdade, tratou-se de um enorme banquete que Mateus ofereceu em sua própria casa em homenagem a Jesus. Ao que parece, ele convidou muitos de seus colegas publicanos e vários outros párias da sociedade para conhecerem Jesus. Ele estava tão empolgado de ter encontrado o Messias que desejava apresentar Jesus para todos que conhecia. Assim, ele organizou um grande banquete em homenagem a Jesus e convidou todas essas pessoas.
“Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa. Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores? Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.” (Lucas 5.29-32).
            Por que Mateus convidou coletores de impostos e outros indivíduos desprezíveis? É simples! Pois era o único tipo de gente que ele conhecia. Eram os únicos que se relacionavam com um homem como Mateus. Ele não conhecia ninguém da elite social para convidar. Era um coletor de impostos, e os coletores de impostos encontravam-se na mesma classe social que as meretrizes – “Porque João veio a vós outros no caminho da justiça, e não acreditastes nele; ao passo que publicanos e meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo isto, não vos arrependestes, afinal, para acreditardes nele.” (Mateus 21.32).
            Para um homem como Mateus, ser um coletor de impostos era ainda pior, pois tal ocupação transformava-o em um traidor de sua nação, num pária social, no mais abjeto dos abjetos. Provavelmente, também era um excluído religioso, proibido de entrar em qualquer sinagoga. Assim, olhando para a parábola do fariseu e do publicano notamos essa separação:
“Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano;  jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.  O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!  Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado. " (Lucas 18.10-14)
            Observe que o publicano ficou “longe”. Era preciso que o fizesse, pois não lhe era permitido ir além do pátio dos gentios no templo. Na verdade os coletores de impostos precisavam ficar afastados de qualquer grupo, pois eram odiados. Havia dos tipos de coletores de impostos, os gabbai e os mokhes. Os Gabbais eram cobradores do Estado Romano e esses não usurpavam, pois eram controlados. Porém os Mokhes eram cobradores que usavam de extorsão e nessa categoria havia dois tipos os mokhes-grandes que eram cobradores de impostos que pagavam os mokhes-pequenos para ficarem nas cabines cobrando para eles, pois não queriam ser vistos como publicanos, pois perderiam seu direito de ir e vir entre a elite de Israel. Mateus era um dos pequenos, pois ficava nas cabines no meio da rua. Ele era a pessoa que o povo mais odiava. Um judeu em sã consciência nunca seria um cobrador de imposto. Ele havia não somente se afastado de seu povo, mas de seu Deus. Pois, para ele era proibido frequentar a sinagoga e assim, não podia oferecer sacrifício e nem adorar a Deus.
            A pergunta é: Porque Mateus largou tudo daquela forma? A melhor resposta é que Mateus mesmo com a alma atormentada por causa de sua profissão que tinha escolhido, bem no fundo de seu ser, conhecia e amava o Antigo Testamento. Era um homem espiritualmente faminto. Em algum ponto de sua vida Mateus começou a perceber um vazio sem razão. Deus já o estava buscando e chamando para perto de si.
            Sabemos bem que Mateus conhecia o Antigo testamento, pois seu evangelho possui 99 citações do mesmo. Ele acreditava no Verdadeiro Deus e Compreendia as promessas do Messias. Sabia sobre Jesus, pois trabalhava na rua e tinha contato com muitas pessoas. Assim, quando o Mestre apareceu e o chamou sua ação foi imediata, sua fé era sólida, aquela vida de separação acabou, pois Deus conhece nosso coração. Ele ficou tão feliz que fez um banquete evangelístico.

Conclusão:
            Isso é o que praticamente sabemos sobre Mateus: ele conhecia o Antigo Testamento, cria em Deus, estava buscando o Messias, deixou tudo de imediato para estar com Jesus e na alegria de sua nova vida, chamou os excluídos para um belo banquete. Tornou-se um homem de humildade silenciosa que amava os excluídos e não dava lugar à hipocrisia religiosa – um homem de grande fé, que se entregou completamente ao senhorio de Cristo.  Mateus é uma lembrança vívida de que o Senhor com frequência escolhe as pessoas mais desprezíveis deste mundo, redimindo-as, dando-lhes um novo coração e usando-as de forma admirável.
            Mateus tinha consciência de seu pecado, da sua ganância e que estava traindo seu próprio povo. Ele sabia que era culpado de corrupção, extorsão, opressão e abuso. No entanto, Jesus lhe disse: Segue-me. Mateus sabia que nesse chamado havia uma promessa inerente de perdão. E foi por isso que ele levantou sem hesitar e dedicou o resto de sua vida a seguir a Cristo. Eu já cansei de pecar! E você? Vamos então juntos seguir a Jesus, assim como Mateus? Então se levante e sigamos o Mestre!

            Não há nenhum relato confiável de como foi a morte de Mateus, mas as tradições mais antigas indicam que ele foi queimado em uma fogueira. Assim, esse homem que abandonou uma carreira lucrativa sem pensar duas vezes continuou disposto a dar tudo de si por Cristo até o fim.

sábado, 1 de abril de 2017

CRESCENDO COM A DOR






Eclesiastes 7.2-5
2.      É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério!
3.      A tristeza é melhor do que o riso, porque o rosto triste melhora o coração.
4.      O coração do sábio está na casa onde há luto, mas o dos tolos, na casa da alegria.
5.      É melhor ouvir a repreensão de um sábio do que a canção dos tolos.
PERCEBENDO NOSSA FINITUDE
            Historicamente o autor trata de um tema que era comum àquele tempo, que era a filosofia hedonista - Derivado da palavra grega hedonê, que significa prazer e vontade, o Hedonismo é uma filosofia que coloca o prazer como bem supremo da vida humana. Assim, o sujeito atual organiza-se a partir do eixo individualista-hedonista, e o sofredor não se encaixa nos moldes atuais de exaltação do eu e exibicionismo. Vemo-nos acossados pela obrigação de ser feliz. As propagandas publicitárias reificam, a todo o momento, esta exigência. Seja nos anúncios de cigarro, onde todos estão sempre atléticos, sorridentes e felizes, seja no slogan "Mc Donald's: gostoso como a vida deve ser", a mensagem que se passa é que a felicidade é um bem a ser adquirido nas prateleiras dos supermercados.
            Quando temos a dimensão que somos pessoas finitas, começamos a dar valor o que de fato importa, não vivemos uma vida de devassidão e gozo constante, mas uma vida buscando algo maior, Deus - A luz nasce sobre o justo e a alegria sobre os retos de coração. Salmos 97.11.
SENDO AUTÊNTICO
A tristeza é melhor do que o riso, porque o rosto triste melhora o coração.
A tristeza é melhor do que o riso, porquanto é mais autêntica, refletindo com maior realismo o que a vida realmente é, ao passo que o riso põe uma mascara na vida. Sede meus imitadores, como também eu de Cristo. 1 Coríntios 11.1
ESCOLHENDO O LOCAL CERTO
O coração do sábio está na casa onde há luto, mas o dos tolos, na casa da alegria.
O texto usa o termo casa, no hebraico local de habitação, em muitos casos meu local de moradia é tomado de uma alegria desenfreada é uma busca constante dos prazeres e desejos, contudo Jesus escolheu a casa da dor - E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes. Lucas 23.34
SENDO UM BOM OUVINTE
É melhor ouvir a repreensão de um sábio do que a canção dos tolos.
De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Romanos 6:4


sábado, 18 de março de 2017

COMO NOS RELACIONAR COM NOSSOS IRMÃOS EM CRISTO.



“O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; regozije-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes; compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade; abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos." (Romanos 12.9-16).
"Ἡ ἀγάπη ἀνυπόκριτος. ἀποστυγοῦντες τὸ πονηρόν, κολλώμενοι τῷ ἀγαθῷ, τῇ φιλαδελφίᾳ εἰς ἀλλήλους φιλόστοργοι, τῇ τιμῇ ἀλλήλους προηγούμενοι, τῇ σπουδῇ μὴ ὀκνηροί, τῷ πνεύματι ζέοντες, τῷ κυρίῳ δουλεύοντες, τῇ ἐλπίδι χαίροντες, τῇ θλίψει ὑπομένοντες, τῇ προσευχῇ προσκαρτεροῦντες, ταῖς χρείαις τῶν ἁγίων κοινωνοῦντες, τὴν φιλοξενίαν διώκοντες. εὐλογεῖτε τοὺς διώκοντας [ὑμᾶς], εὐλογεῖτε καὶ μὴ καταρᾶσθε. χαίρειν μετὰ χαιρόντων, κλαίειν μετὰ κλαιόντων. τὸ αὐτὸ εἰς ἀλλήλους φρονοῦντες , μὴ τὰ ὑψηλὰ φρονοῦντες ἀλλὰ τοῖς ταπεινοῖς συναπαγόμενοι. μὴ γίνεσθε φρόνιμοι παρʼ ἑαυτοῖς." (Romanos 12.9-16)
O amor deve reger nossos relacionamentos. O amor é o sistema circulatório do corpo espiritual, permitindo que todos os membros funcionem de maneira saudável e harmoniosa. "Se ficarem em silêncio, façam um silêncio de amor. Se confessarem confesse com amor. Se ensinarem ensine com amor. Se perdoarem perdoe com amor. Deixem o amor entrar em vocês. Somente o Bem pode nascer dessa origem. Amem. Amem com vontade. O Amor existe na adversidade. Mostra prudência na prosperidade. É forte no sofrimento. Alegra-se com boas novas. Está acima da tentação. Ele é generoso na hospitalidade. Agradável entre verdadeiros irmãos. Paciente com a falta de fé. Este é o Espírito dos livros sagrados. A virtude da profecia. A Salvação dos mistérios. É a força do conhecimento. A generosidade da fé. A riqueza para os pobres. A vida aos moribundos. O Amor é tudo." Agostinho de Hipona
Para todo bom bolo é preciso de ingredientes de excelente qualidade, não é diferente para o amor. A fim de se cultivar o amor é necessário alguns ingredientes e os veremos a seguir:
1.      SINCERIDADE – “O amor seja sem hipocrisia." (Romanos 12:9a). A palavra grega anypokritos, Sem hipocrisia, é muito interessante. Hypokrites era o ator que participava de um drama. No entanto, a igreja não pode transforma-se em palco. Afinal, o amor não é teatro; ele faz parte da vida real.
2.      DISCERNIMENTO – “Detestai o mal, apegando-vos ao bem." (Romanos 12.9b). O cristão deve apegar-se ao bem e abominar o mal com todas as forças de sua alma. Precisa sentir nojo pelo mal. Não pode ser uma pessoa amorfa[1], insípida[2], que fica em cima do muro, sem se posicionar.
3.      AFEIÇÃO – “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal," (Romanos 12.10a). Paulo usa neste versículo duas palavras gregas distintas para amor: Filadélfia e filostorgos. A primeira descreve Amro fraternal, ou seja, o amor de irmãos e irmãs uns pelos outros em cristo Jesus, A segunda descreve a afeição natural que sentimos pelos nossos familiares, tipicamente amor entre pais e filhos. Paulo que nos ensinar que devemos amar nossos irmãos em Cristo da mesma maneira que amamos nossos familiares.
4.      HONRA – “preferindo-vos em honra uns aos outros." (Romanos 12.10b). O amor entre nós deve expressar honra mútua.
5.      ENTUSIASMO – “No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor;" (Romanos 12.11). A apatia não combina com a vida cristã. O crente precisa ser um individua em chamas para Deus. Precisa arder de zelo pelas coisas de Deus. È alguém que serve a Deus com fervor. Aqueles que são mornos produzem náuseas em Cristo Jesus. Semelhante à igreja de Laudiceia.
6.      PACIÊNCIA – “regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes;" (Romanos 12.12). O crente cruza os vales da vida com os olhos cravados na esperança da gloriosa volta de Cristo. Ele se alimenta de uma vida de esperança, enquanto pacientemente enfrenta as tribulações com a vida de oração perseverante.
7.      GENEROSIDADE – “compartilhai as necessidades dos santos;” (Romanos 12.13a). O verbo Koinoneo pode significar tanto participar das necessidades e dos sofrimentos dos outros, como repartir os nossos recursos com eles.
8.      HOSPITALIDADE – "praticai a hospitalidade;" (Romanos 12.13b). Precisamos ter equilíbrio entre Filadélfia (amor pelos irmãos e irmãos em Cristo) e filoxenia (amor pelos estranhos)
9.      BOA VONTADE – “abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis." (Romanos 12.14). Devemos desejar o bem a todos.
10.  SIMPATIA – “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram." (Romanos 12.15). O amor nunca se mantém longe das alegrias e das dores dos outros. Assim como o gozo dividido é dobrado, também a tristeza dividida é reduzida à metade. Citando Crisóstomo Geoffrey Wilson alerta para o fato de que é mais fácil chorar com os que choram que se alegar com os que se alegram; porque a própria natureza estimula o primeiro, mas a inveja bloqueia o segundo.
11.  HARMONIA – “Tende o mesmo sentimento uns para com os outros;" (Romanos 12.16a). Os cristãos devem viver em harmonia uns com os outros. Devem ser unanimes entre si, nutri os mais nobres sentimentos e praticar as mais excelentes atitudes entre si.
12.  HUMILDADE – “em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos." (Romanos 12.16b). Entre os cristãos não há espaço para esnobismo. O amor coloca o outro na frente do eu.



[1] Algo sem definição.
[2]  Sem sabor.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

QUEM VOCÊ É? FORREST GUMP OU JESSE OWENS.



            Uma pergunta estranha, para um culto, pois muitos podem perguntar, nunca ouvi falar desses caras. Vamos sintetiza ma breve apresentação de ambos: é um filme norte-americano de 1994, dirigido por Robert Zemeckis com Tom Hanks no papel-título e baseado no romance homônimo de 1986 escrito por Winston Groom. O filme também traz no elenco Robin Wright Penn e Gary Sinise. A história atravessa várias décadas na vida do personagem central, Forrest Gump, um homem simples do Alabama que viaja ao redor do mundo, encontra figuras históricas, influencia a cultura popular e é testemunha de alguns dos eventos históricos mais notórios da segunda metade do século XX.
            Forrest correr por todo estado e ola para traz percebe que á inúmeras pessoas correndo atrás dele, e ao ser perguntado por que corria ele responde: “não sei apenas comecei a correr”.
            James Cleveland Owens, conhecido por Jesse Owens, foi um atleta e líder civil norte-americano. Ele participou nos Jogos Olímpicos de Verão de 1936 em Berlim, Alemanha, onde se tornou conhecido mundialmente por ganhar quatro medalhas de ouro nos 100 e 200 m rasos, no salto em distância e no revezamento 4x100 m. Em 2012, foi imortalizado no IAAF Hall of Fame, criado no mesmo ano como parte das celebrações pelo centenário da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF).
            A maior conquista de Owens foi não se contrapor ao regime nazista, mas sim abalar a noção racista da nação americana no século XX, como ele mesmo deixou bem claro em sua biografia. Ele declarou que o que mais o magoou não foram as atitudes de Hitler, mas o fato do presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt não ter lhe mandado sequer um telegrama felicitando-o por suas conquistas na olimpíada. Owens teria dito mais tarde: "Não foi Hitler que me ignorou, quem o fez foi Franklin Delano Roosevelt. O presidente nem sequer me mandou um telegrama.”
            Temos então dois exemplos de corredores, um sem objetivo aparente, todavia outro disposto a deixar na história uma marca que mudaria todo o racismo norte americano. Quando penso nesses homens, argumento com que há muitos cristãos correndo assim, sem motivo nenhum em busca de tudo e nada ao mesmo tempo.
             No texto base vemos Paulo explicado as razões de sua corrida, vemos o caráter de alguém tão tomado por fazer a diferença, que nos motiva a buscar perfeição, mesmo sabedores que perfeito somente o nosso Deus! Vejamos o que aprendemos com Paulo.

A IGREJA EM FILIPOS
Foi a 1a igreja cristã na Europa. Foi fundada por Paulo durante a segunda viagem missionária - At.16.11-40. Ali chegando, o apóstolo foi bem recebido juntamente com Silas. Os primeiros convertidos foram Lídia, vendedora de púrpura, e uma jovem que adivinhava, da qual foi expulso um espírito imundo. Sendo liberta, cessaram os seus prognósticos. Diante disso, cessou também o lucro dos seus senhores, os quais se enfureceram contra Paulo e Silas, incitando contra eles as autoridades locais. Como resultado, aqueles irmãos foram espancados e lançados na prisão (I Ts.2.2). Estando orando e louvando a meia-noite, Deus os libertou por meio de um terremoto que abriu as cadeias. Diante de tão grande acontecimento, o carcereiro se converteu e também a sua família.
Algum tempo depois, os irmãos filipenses enviaram ajuda financeira para Paulo - II Cor.8.2 Fil. 4.10,15.
A SITUAÇÃO DE PAULO
Ao escrever a epístola aos filipenses, Paulo se encontrava preso, correndo risco de vida, distante de muitos irmãos e amigos e em dificuldade financeira. Na carta, ele fala da morte várias vezes: 1.20; 2.8; 2.27; 2.30; 3.10. Entretanto, a mesma epístola enfatiza a alegria, a gratidão (1.3; 4.6), e ainda admoesta contra a murmuração (2.14).
Isso é testemunho (2.15). Alegria e gratidão no meio do sofrimento é tão contrastante quanto a luz no meio da escuridão, como uma estrela refulgente no meio do negro céu. Não dá para ignorar. Paulo compara os cristãos aos luzeiros, aos astros, e não a uma vela ou a um pavio de lamparina (2.15). O luzeiro produz abundante luz, a qual não se apaga com o vento nem com a tempestade.
Normalmente, se existe luz, existe fogo. Algo está se consumindo. Algo está queimando. Não seremos luz gratuitamente. Não seremos luz sem sacrifício, sem dor, sem renúncia, sem sofrimento ou sem tribulações.
Até a sua própria morte é vista por Paulo como um meio pelo qual o Senhor Jesus seria glorificado (1.20). Segundo a visão do apóstolo, sofrer pelo evangelho é um privilégio (1.29).
1.      UMA VERDADEIRA CORRIDA REQUER VONTADE
“Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.”
(Filipenses 3.12)
            A palavra perfeição em grego tem como melhor tradução levar até o fim, isso é, ser como Cristo. Para Paulo seria uma busca até o fim de sua vida, era algo de suma importância receber a plenitude do varão perfeito, que o apóstolo levou até o fim. E o texto continua a dizer que ele prossegue em conquistar, de modo que é impossível eu pensar ou viver de outra maneira que não seja buscando essas coisas. Sei que não é fácil, mas para mim não é uma opção, pois fui conquistado, Paulo que dizer que Cristo o tomou para si e o fundiu nele, não há como fugir disso, preciso prosseguir. Mitos querem Cristo, evidente, mas a corrida é difícil, a busca, a gana, a intrepidez, a audácia, isso tem se diluído entre a igreja.
            Nós esquecemos, ou melhor, apagamos o sim e o não e os substituímos pela expressão: ”Isso é relativo!” Paulo nesse versículo não relativiza nada, ele prossegue em busca de ser um próprio “Cristo”, evidente que não quero dizer que Paulo tem pretensões de ser o Salvador do mundo, mas ele procura fazer a diferença como Cristo fez. O que te impede agora de seguir neste caminho?
2.      UMA CORRIDA QUE IMPORTA SE FAZ NO AGORA
“Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão,"
(Filipenses 3.13)
            Paulo é impressionante! No inicio do texto ele nos dá uma das mais belas lições, quando diz - ... Não julgo havê-lo alcançado. A melhor tradução para a palavra “julgo” é inventário, isso posto, o apóstolo declara que o que ele fez, seu ministério, suas conquistas, seus ganhos etc.. tudo que errou, seus pecados, suas transgressões, tudo que no passado ficou, lá precisa ficar, a fim de que não se desvie o seu olhar no agora.
            Há aqui um convite para mim e você! Existe um clamor de que precisamos olhar para o agora, mudar o ritmo de nossa corrida.
3.      UMA CORRIDA QUE IMPORTA É A QUE SAGRAMOS VENCEDORES.
“prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus."
(Filipenses 3.14)

            Meu professor de atletismo Elias, em uma de nossas reuniões antes de entrarmos na pista disse certa vez: “Essa história de que o que vale é competir é falácia de perdedor.” Quando leio esse texto vejo muito disso, perceba o falar de Paulo: “prossigo para o alvo, para o prêmio...” na Roma antiga o campeão dos jogos ganhava uma grinalda, o coroa de louros, representava a suprema glória para alma grega. O que Paulo então que dizer é que, nossa suprema glória é ser chamado por Deus para essa corrida. Você é um chamado por Deus, você é um conquistado por Deus, com a tarefa de prosseguir com Cristo, o que te impede?

Tito 3 - Análise Teológica Exegética e Contemporânea

  Deus nos salva por sua misericórdia e nos transforma em um povo dedicado ao bem. Essa é a ideia central de Tito 3, que reúne doutrina da s...