terça-feira, 16 de julho de 2013

PASTOR ME DÊ TRÊS REAIS DE DEUS

Conta-se que um crente chegou para o pastor da sua igreja e disse: “pastor, eu gostaria de comprar três reais de Deus. Apenas três reais – o suficiente para me dar um sono tranqüilo à noite, mas que não me faça perturbar com a sorte dos negros; que seja suficiente para me fazer dormir, mas que não me faça sofrer com os miseráveis nas favelas. Eu quero só três reais de Deus – que me dê arrepios, mas que não me transforme; que me dê cura divina, e não, cura interior. Eu quero três reais de Deus – que me dê o calor de um ventre e de um útero, mas que não me faça nascer de novo. Três reais de Deus, por favor, em saquinhos de papel -  que me garanta o pão de cada dia, mas que não me deixe inquieto com as crianças que não têm o que comer. Pastor, três reais basta - o suficiente para proteger a minha casa e os meus bens, mas que não me deixe perplexo com a situação dos que dormem debaixo dos viadutos. Três reais bastam – suficiente para me abrir às portas do céu, mas que não me exija abrir os olhos para ver a maldade do meu coração, e abrir os ouvidos para o clamor daqueles desesperados me estendem a mão. Pastor me dê três reais de Deus”.
Esta estória acima retrata com cores bem vivas a realidade do cristianismo que a maioria de nós tem vivido – um cristianismo sem compromisso, um cristianismo interesseiro – de consumo, no qual reduzimos Deus à categoria das ampolas de morfina, dos analgésicos, e o que o que é pior – dos utilitários. Não queremos Deus – queremos apenas aquilo que de “bom” Ele pode proporcionar. Não O procuramos por aquilo que Ele é, mas por aquilo que Ele pode nos dar. Não o buscamos porque O desejemos, mas porque O reconhecemos como imprescindível para alcançarmos os nossos planos pessoais. Na hora da crise, uns se agarram às drogas, às bebidas, aos psicotrópicos; nós recorremos aos nossos suficientes e seguros "três reais de Deus". Afinal, queremos de Deus apenas o suficiente para “ficar de bem com a vida”.
Queremos um cristianismo – um cristianismo que nos levante, nos deixe pra cima, “com um alto astral”, mas que não nos fale de sacrifício, de renúncia, de perdas. Queremos, sim, um cristianismo, mas um cristianismo indolor, sem sofrimento – um cristianismo sem cicatrizes – que não nos deixe marcas. Queremos, sim, um cristianismo que nos tire do inferno, mas que não nos tire de nosso conforto e de nossa comodidade; que fale de amor, mas que não nos faça ver as realidades chocantes das favelas e das ruas das grandes cidades.
Como é triste esse tipo de cristianismo que tem surgido em nossa geração. Um cristianismo de doses homeopáticas, dos “três reais de Deus” – quantidade que nos serve e que nos é suficiente para os problemas do dia a dia. De verdade nós precisamos voltar urgentemente ao verdadeiro cristianismo. Ao cristianismo da graça, mas que não é barata e nem prostituída por nosso descompromisso com a verdade; que salva do inferno, mas que também liberta dos grilhões do pecado; que nos dá paz, mas não nos deixa tranqüilamente indiferentes aos paradoxos e contradições sociais do mundo em que vivemos; que nos fala do céu, mas não nos aliena da nossa responsabilidade de transformarmos essa terra num mundo melhor.
Que Deus nos abençoe.


quarta-feira, 10 de julho de 2013

SER MISSIONÁRIO - FINAL

3º. UM MISSIONÁRIO POSSUI CARÁTER IRREPREENSÍVEL
“Vós e Deus sois testemunhas do modo por que piedosa, justa e irrepreensivelmente procedemos em relação a vós outros, que credes.  E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós,  exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória. " (1 Tessalonicenses 2.10-12)
     Paulo define neste momento o caráter missionário, e para tal, ele utiliza-se de três adjetivos que precisam fazer parte do ministério missionário: piedoso (οσιως - hosios), o interessante é que Paulo usa esta palavra somente na carta para os Tessalonicenses, em nenhuma outra parte do Novo Testamento encontraremos esta expressão, que significa proceder de modo santo, isto é, Paulo e sua equipe estavam demonstrando que o seu proceder era santo, um proceder que vinha de Deus, e que os irmãos podiam estar seguros quanto o que eles faziam e conforme procediam.
     Paulo deixa claro a conduta de seu ministério. Um ministério missionário precisa ser santo, com um proceder digno e honroso diante de Deus e dos homens, porque a avaliação de seu caráter não é aferida pelo que você fala, mas sim, pelo o que você faz.
     Ser piedoso, exercer piedade é fundamental para um missionário, já dizia o filósofo, Teólogo e escritor alemão Friedrich Nietzsche: “A piedade não assenta em máximas, mas em emoções: ela é patológica. A dor dos outros contamina-nos. A piedade é contagiosa”.
     Agora, Paulo deixa claro que ele e sua equipe agem de forma justa (δικαιως – dikaios). Justiça é dar eficácia e precisão na divulgação das Boas Novas.
     Enfim, Paulo diz que seu proceder é irrepreensível (αμεμπτως – amemptos), isto é, de tal forma que não existe razão para censura. Paulo traz a memória dos irmãos, que mesmo ultrajado e maltratado em Filipos, seu falo era real e verdadeiro, nada nele havia de errado. O missionário é irrepreensível, sua conduta não transmite nenhuma censura ou erro.
     Percebemos então, que Paulo deixa claro que seu ministério, o nosso ministério missionário, precisa ter as qualidades de Deus em Cristo, qualidades essas de um Deus piedoso - “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor”. (I João 4.8), de um Deus Justo - "Justo é o SENHOR em todos os seus caminhos, e santo em todas as suas obras." (Salmos 145.17) e de um Deus irrepreensível - "O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do SENHOR refinada; e é o escudo de todos os que nele confiam." (II Samuel 22.31).
     Que em Cristo Jesus (Xristoj Ihsouj – Christos Iesous – O Messias Jesus) sejamos missionários de suas Boas Novas, para tal tarefa precisamos ser valentes, amar e termos um caráter sem mácula, pois não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim...

Que Deus, derrame seu amor em nós através de seu filho, o que nos tirou das trevas da perdição Jesus Cristo. Amém!

terça-feira, 9 de julho de 2013

SER MISSIONÁRIO - PARTE 3

2º. O MISSIONÁRIO AMA
“assim, querendo-vos muito, estávamos prontos a oferecer-vos não somente o evangelho de Deus, mas, igualmente, a própria vida; por isso que vos tornastes muito amados de nós."
(1 Tessalonicenses 2.8)
Um missionário não importa com sua vida, pois o amor pelo próximo é constante e imenso. O sentimento de Paulo aqui pelos Tessalonicenses, é parecido como de uma mãe que esta disposta a sacrificar a própria vida pelos seus filhos, assim como Cristo, que se dispõe a entregar a própria vida por aqueles que nasceriam de novo na família de Deus. “tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Mateus 20.28)
Nota-se que Paulo os chama de amados, do grego agapetos que significa: amados, estimados, queridos, favoritos, dignos ou merecedores de amor. Paulo nutria todos esses sentimentos por aquela igreja. Colocar a obra de Deus como alvo constante em sua vida, é a maior demonstração e amor que um missionário pode mostrar. Paulo demonstra seu amor pelo os irmãos de Tessalônica, porém o amor pelo reino era vivo e vibrante dentro do coração de Paulo, Silas e Timóteo.

Sentir o amor do Reino de Deus em seu coração é sentir a necessidade de compartilhar este amor com outros. Termino este ponto usando uma frase celebre de Jonh Piper: "Onde há paixão fraca por Deus, o zelo para Missões também estará fraco”.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O AMOR E O TEMPO


Houve um tempo em que numa ilha muito pequena, confundida com o paraíso de tão linda, habitavam os sentimentos, como habitamos agora a Terra.
Nesta ilha viviam em harmonia o Amor, a Tristeza, a Sabedoria, a Vaidade, a Alegria, a Riqueza e todos os outros sentimentos.
Um dia, num desses em que a natureza parece revoltar-se, o Amor acordou apavorado porque percebeu que sua ilha estava sendo inundada. Mas esqueceu-se logo do medo que sentia e foi cuidar de outros sentimentos em situações geográficas muito piores que a sua, afinal eles corriam riscos.
O Amor ajudou vários a se salvarem. Cada sentimento ia pegando seu próprio barco e fugiam todos para parte mais alta da ilha de onde avistavam todos os outros sentimentos a caminho sem correrem nenhum perigo com a inundação. Só o Amor não se apressou. O Amor nunca se apressa. Ele queria ficar um pouquinho mais em sua ilha, tentou salvar pequenas e significativas lembranças de amor verdadeiro.
Mas quando já estava quase se afogando o Amor lembrou-se que ele não podia deixar-se morrer. Então saiu correndo em direção dos barcos gritando socorro. Ainda poderia ter sido salvo por alguns deles, mas a Riqueza ouvindo seu grito tratou logo de responder que não poderia levá-lo, pois com todo o ouro e a prata que carregava não podia arriscar afundar seu barco. Passou então a Vaidade que também disse que não poderia levá-lo uma vez que ele, o Amor, se sujara por demais ajudando aos outros e ela não suportava sujeira! Logo atrás da Vaidade vinha a Tristeza que se sentia tão profunda que não queria a companhia de ninguém, mal se apercebeu do Amor. Passou também a Alegria, mas estava tão alegre que não ouviu o pranto do Amor. Sem esperanças o Amor sentou-se na última pedra que ainda se via sobre a superfície da água e começou a minguar.
Seu pranto triste chamou atenção... Um velhinho apareceu num barco. Aproximou-se e apanhou o Amor nos seus braços. Levou-o para a alta Montanha, para perto dos outros sentimentos. Recuperando-se o Amor perguntou a Sabedoria quem era o velhinho que o ajudara. Sabedoria respondeu que tinha sido o Tempo. O Amor questionou:- Porque só o Tempo pode trazer-me até aqui? A Sabedoria então respondeu:
Porque só o Tempo tem a capacidade de ajudar o Amor a chegar aos lugares mais difíceis e a compreender os sentimentos, só o Tempo!


terça-feira, 2 de julho de 2013

SER MISSIONÁRIO - PARTE 2

1º. O MISSIONÁRIO É INTIMORATO.
“Porque vós, irmãos, sabeis, pessoalmente, que a nossa estada entre vós não se tornou infrutífera; mas, apesar de maltratados e ultrajados em Filipos, como é do vosso conhecimento, tivemos ousada confiança em nosso Deus, para vos anunciar o evangelho de Deus, em meio a muita luta."
(1 Tessalonicenses 2.1-2)
No verso um Paulo define que sua missão não foi infrutífera, pois ela sabia e conhecia a obra transformadora de Cristo Jesus. E ele sabia que esta igreja crescia e produzia frutas, mesmo depois de sua partida, como escrito em (1 Tessalonicenses 1.5-8).
Agora no verso dois. Paulo, Silas e Timóteo (1 Tessalonicenses 1,1) mostram sua coragem, altivez e sua valentia na propagação do Evangelho. Mesmo maltratados e ultrajados. O termo grego para maltratado é propascho que significa sofrer previamente, isto é, Paulo e sua equipe já sofriam maus tratos, antes de dizer ou expressar algo, maus tratos físicos e psicológicos. O termo grego pra ultrajados é hubrizo seu significado fixa na ideia de que alguém fala mal de outrem a fim de prejudicar, trazer danos.
Paulo e os seus sofreram tal angustia em Filipos – “Paulo, porém, lhes replicou: Sem ter havido processo formal contra nós, nos açoitaram publicamente e nos recolheram ao cárcere, sendo nós cidadãos romanos; querem agora, às ocultas, lançar-nos fora? Não será assim; pelo contrário, venham eles e, pessoalmente, nos ponham em liberdade.” (Atos 16.37) porém esses missionários leais não se importaram com esses empecilhos, pois seus corações ardiam pelas almas, que precisavam ouvir as Boas Novas.
Nós precisamos olhar para esses heróis da fé e buscar inspiração para nossas vidas, pois para um missionário nada lhe impede de fazer aquilo que Deus lhe propôs. Lutas, dores,perseguições, injúrias, são na verdade pequenos percalços, para aqueles que em tudo veem e esperam o Reino de Deus.

Sejamos, valentes e corajosos, para que Cristo em nós, seja anunciado.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

SER MISSIONÁRIO - PARTE 1

Para sermos missionários precisamos entender e aplicar alguns aspectos importantíssimos. Características essa, que farão muita diferença na propagação do Reino de Deus. Ser missionário é literalmente morrer para a própria vida e ressuscitar em Cristo Jesus.
     Ser missionário é ter uma visão exclusiva de reino, é olhar cada alma e nelas ver um súdito fiel do poderoso e eterno Deus. O pastor turco Zekar Tanyar disse de seu púlpito em uma prédica sobre missiologia: "Não creio em métodos de fundar igrejas, mas sim em levar almas a Cristo, pois não plantamos florestas, mas sim árvores e estas vão formar florestas. Vidas salvas formam as igrejas”.
     Este é o trabalho missionário, transformar vidas para Cristo, e para tal grande obra é primordial que o missionário tenha três requisitos: coragem, amor e caráter. Sem esses atributos a missão se torna falha.
William Wallace, patriota e herói escocês, defronte de sua companhia militar, viram ao longe as tropas inglesas que queria dominar a escócia pelas ordens do rei Eduardo I. Wallace olha para seus aliados e diz: “Uma missão só se completa tendo coragem, caráter e amor. Olhem para eles!Possuem coragem e talvez caráter, mas amor, só nós temos pela nossa pátria. Avante!”

Com essa introdução vamos buscar na maior fonte de saber do mundo a Bíblia, e nela encontraremos homens com essas características que nos ajudarão no devir de nossa missão.

sábado, 22 de junho de 2013

ATRIBUTOS DE UMA OVELHA - FINAL

                                      

V. Uma ovelha ama seu pastor.
 “assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas." (João 10.15).

     Muitas ovelhas esquecem o quanto seus pastores as amam, Jesus disse que dá a vida por suas ovelhas, pois Cristo reconhece o amor do Pai por elas. Nossos pastores sabem o quanto nós valemos para Deus, por isso que muitos passam noites sem dormir, orando, clamando a Deus, afim de que aquela ovelha perdida volte e encontre-se novamente com o rebanho. Um pastor chora, pois a cada momento ovelhas morrem sem Cristo e sem salvação. Um pastor chora, porque por muito que tente, existem ovelhas que não querem.

Tito 3 - Análise Teológica Exegética e Contemporânea

  Deus nos salva por sua misericórdia e nos transforma em um povo dedicado ao bem. Essa é a ideia central de Tito 3, que reúne doutrina da s...