sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Símbolos e Significados

A palavra "símbolo" é derivada do grego antigo symballein, que significa agregar. Seu uso figurado originou-se no costume de quebrar um bloco de argila para marcar o término de um contrato ou acordo: cada parte do acordo ficaria com um dos pedaços e, assim, quando juntassem os pedaços novamente, eles poderiam se encaixar como um quebra-cabeça. Os pedaços, cada um identificando uma das pessoas envolvidas, eram conhecidos como symbola. Portanto, um símbolo não representa somente algo, mas também sugere "algo" que está faltando, uma parte invisível que é necessário para alcançar a conclusão ou a totalidade. Consciente ou inconscientemente, o símbolo carrega o sentido de unir as coisas para criar algo mair do que a soma das partes, como nuanças de significado que resultam em uma ideia complexa.

Longe de objetivar ser apologética, a seguinte relação de símbolos tem por objetivo apenas demonstrar o significado de cada um para a cultura ou religião que os adotou.

CRUZ

A cruz é um dos símbolos mais antigos do Cristianismo. Um dos significados teológicos da cruz é o relacionamento da humanidade (representada pela haste horizontal) com Deus (representado pela ponta superior da cruz) e o mundo material (representado pela ponta inferior, que toca ao chão).

É possível perceber então, uma divergência de opinião entre a Igreja Ocidental e a Oriental (Romana ou Latina e Grega ou Ortodoxa), enquanto que a Igreja Latina defende uma proximidade maior da humanidade com Deus, e por consequência um distanciamento da vida material, a Igreja Grega defende um equilíbrio entre ambos.


CRUZ LATINA





CRUZ GREGA


Uma variação da Cruz Latina  é a Cruz de São Pedro.





Esta cruz tem este formato, em homenagem ao apóstolo Pedro, que segundo a tradição pediu para ser crucificado de cabeça para baixo por se considerar indigno de morrer da mesma maneira que seu Mestre.
A Cruz de São Pedro é um dos símbolos do Papado.




Por estar invertida este tipo de cruz também é muito usada no Satanismo, para representar o oposto do Cristianismo.





CRUZ DE NERO



É usada pelos satanistas e pelo movimento de Nova Era. A haste quebrada para baixo representava a princípio a derrota do Cristianismo. Na Idade Média, passou a ser vinculada com Satanás. No final da década de 50 o ateu britânico Bertrand Russel, a adotou como símbolo da paz, sendo também usada com esta finalidade pelos movimentos hipies na década de 60. Hoje é usada por grupos de rock, heavy metal eblack metal.


CRUZ ANKHADA


No antigo Egito simbolizava a vida, era usada somente por reis, rainhas e deuses para mostrar que o seu portador tinha o poder de dar e tirar a vida. Atualmente é usada pelos esotéricos da Nova Era, Ordem Rosa-Cruz e Maçonaria.


ARCO-ÍRIS 



Segundo a tradição judaico-cristã, o arco-íris é o sinal do pacto entre Deus e a humanidade, representada por Noé: "Estabelecerei a minha aliança convosco: não será mais exterminada toda a carne pelas águas do dilúvio, nem haverá mais dilúvio para destruir a terra. Disse Deus: Este é o sinal da aliança que faço entre mim e vós e todo o animal vivente que está convosco, para perpétuas gerações: o meu arco tenho posto nas nuvens, e será ele por sinal de uma aliança entre mim e a terra." Gênesis 9.11-13
Em algumas tradições folclóricas, como as sérvias, albanesas, húngaras e francesas, o arco-íris está associado à mudança de sexo, por este motivo é o simbolo do movimento gay.




ANARQUIA



Anarquia é o estado de um povo em que o poder público, ou de governo, tenha desaparecido. É a negação do princípio de autoridade, trazendo confusão e desordem. Seu símbolo foi usado inicialmente por grupos punk, sendo usado atualmente por grupos heavy metal.


PENTAGRAMA



Estrela de cinco pontas muito usada pelo baixo espiritismo, satanistas e pela Maçonaria. Invertendo o pentagrama ele se torna a cabeça de um bode.


O bode Baphomet é a mais conhecida representação de Lúcifer de todo o ocultismo.



O baixo espiritismo lhe atribui poderes mágicos.


CÍRCULO COM UM PONTO NO CENTRO



Símbolo usado pelo movimento de Nova Era para representar a deificação ou endeusamento do homem, sendo que o ponto no centro simboliza a energia, que segundo eles, emana para todo o ser. Na astrologia é o simbolo do sol.


YIN YANG




Símbolo do Taoísmo, religião criada por Lao Tsé na China no século III ou IV a.C., Lao Tsé ensinou que o universo é governado pelo TAO - o Caminho, energia cósmica composta pelo yin, princípio feminino associado à escuridão e a água  e o yang, princípio masculino associado à luz, a atividade,e ao ar. Estas forças opostas são interdependentes e cada uma contém a semente ou potencial da outra. O Taoísmo afirma que o Ying Yang estão unidos num total e perfeito dinamismo; não separados e nem estáticos, uma interação entre princípios negativos e positivos da natureza sendo que toda a criação, inclusive os seres humanos, é um produto dessas forças.
A saga de ficção científica Star Wars, usa muito da filosofia taoista.


SUÁSTICA



A palavra swastika, é uma combinação de duas palavras em sânscrito, su que significa "bem" e astai, que significa "estado" e é interpretado como " que o bem prevaleça", em termos pessoais e universais. No hinduísmo representa a força positiva da vida e da alegria. No budismo é conhecida como manji, representa o balanço dos opostos e a harmonia universal, no zen budismo representa a harmonia entre o amor e o intelecto.
Em 1920 Adolf Hitler, adota a suástica, de forma invertida, como símbolo do nazismo.





OM


Símbolo máximo do hinduísmo para o som sagrado OM (aum), é conhecido como a mãe de todos os mantras e orações. É a representação dos deuses que formam a tríade do hinduísmo: Brahma, Vishnu e Shiva. A palavra "mantra" vem do sânscrito,man que significa "libertação" e tra que significa mente, para os hindus o mantra é a "libertação da mente". O OM é tido como a soma de todos os sons do universo. segundo o hinduísmo, as quatro partes do som representam os quatro estados de consciência: acordado, sonolência, sonhando e transe ou estado de transcendência. Ele inicia qualquer oração ou invocação hindu e é encontrado em todos os templos e casas dessa religião.
No ocidente, devido a dificuldade de reproduzir seus caracteres sânscritos, o OM também é representado pelo 3HO.



DELTA LUMINOSO


Símbolo importante dentro da Maçonaria. Significa a presença ante Deus e sua onisciência, sua vigilância divina que registra cada ato que o ser humano pratica.

COMPASSO E ESQUADRO


Na Maçonaria o compasso por ser um instrumento que traça círculos, abrindo e fechando, delimitando espaços, representa o senso da medida das coisas. Significa a justiça.
O esquadro simboliza o equilíbrio e a harmonia. Para o maçom, o instrumento simboliza a retidão, limitada por duas linhas: uma horizontal, que significa a trajetória a percorrer no mundo físico; e a outra vertical, que significa o caminho para cima. 
A letra "G" tem grande significado para a Maçonaria. O principal significado é a representação do Grande Geômetra, outra designação de Deus.


ESCADA EM CARACOL





Escadas em caracol, conhecidas como cochleus na Maçonaria Escocesa, simbolizam a progressão do iniciado e as paradas que ele deve fazer para refletir sobre o que lhe foi ensinado. Similarmente, a escada de Primeiro Grau tem três degraus que representam: fé, esperança e caridade. O nível mais avançado tem sete degraus que simbolizam justiça, bondade, fé, trabalho, paciência e inteligência.


ÁGUIA

Um símbolo sem ambiguidade e universal para força, velocidade e percepção. No Cristianismo a águia representa o Evangelho de João. A águia está amplamente associada ao poder e à liderança e foi adotada de várias formas por civilizações ambiciosas e expansionistas como um símbolo de identidade nacional e soberania.
A águia foi símbolo do Império Romano, da Alemanha nazista e é o simbolo dos Estados Unidos da América.

Estandarte Romano com a abreviação de senatus popolusque romanus (o Senado e o povo romano).



Brasão de Armas da Alemanha nazista.



Selo do Presidente dos Estados Unidos da América, modificado pelo Presidente Truman em 1945 em relação à sua versão original de 1880. A mudança da cabeça da águia do lado direito para o lado esquerdo ( em direção ao ramo de oliva, símbolo da paz) foi considerada como símbolo de mudança de guerra para paz.


ICTHUS



O peixe é um dos primeiros símbolos cristãos e marcava lápides nas catacumbas romanas, onde cristãos perseguidos se encontravam em segredo para seguir sua fé. É baseado nas primeiras letras gregas de Jesus Cristo de Deus Filho Salvador, Ieosus Christos Theou Yios Soter, que se soletra Icthus, a palavra grega para peixe.




ESTRELA DE DAVI





Estrela de seis pontas, dois triângulos entrelaçados, que o Rei Davi mandou fazer quando conquistou a Fortaleza de Jebus, para ser usada como símbolo nacional, e ainda hoje é o símbolo mais conhecido do Judaísmo. Consiste no entrelaçamento da letra Daleth, que corresponde à letra grega Delta e a nossa letra Dê. O nome hebraicoDavid, começa e termina com"D". Essa letra, no hebraico da época de Davi era muito parecida com a letra Delta, de forma triangular.
A Nova Era dá a Estrela de Davi um significado esotérico,  o mesmo princípio do  Yin Yang, pois afirmam que as duas pontas, a que aponta para cima e a que aponta para baixo, simbolizam o bem e o mal, o masculino e o feminino, espírito e carne, Deus e o homem, ativo e passivo e etc.
Na Maçonaria esta estrela é conhecida como Selo de Salomão, sendo que o Pentagrama que é chamado de Estrela de Davi.


ESTRELA E CRESCENTE



O crescente no Islamismo representa a autoridade divina e o crescimento devido à associação com a lua crescente. Também representa a expansão do mundo islâmico. A estrela matinal representa o Paraíso. Juntos, representam o mundo Islâmico, aparecendo prioritariamente nas bandeiras, inclusive nas do Paquistão e Turquia. A estrela e o crescente são comuns na arquitetura islâmica.


FOICE E MARTELO



O martelo representa a produção, enquanto que a foice é um emblema da agricultura. A foice e o martelo eram o amblema da antiga União Soviética e simbolizavam uma produção frutífera, a união dos trabalhadores urbanos e rurais.

MASCULINO E FEMININO




Os símbolos usados para representar os sexos masculino e feminino são os mesmos usados na astrologia para representar os planetas Marte e Vênus.
Marte era o deus romano da guerra e Vênus era a deusa romana do amor.


FARAVAHAR




O deus supremo dos persas, Ahura Mazda, foi personificado por faravahar, uma imagem majestosa que surge de um disco com asas e representa a aspiração humana em unir-se ao deus. A figura simboliza a vontade própria: sua mão apontado algo representa as aspirações da alma humana enquanto a outra mão segura um anel, simbolizando a realeza e o ciclo de nascimento, morte e renascimento.


LÁBARO




O lábaro é um dos primeiros símbolos do Cristianismo. É um monograma composto das primeiras letras gregas do nome de Cristo, X (chi) e P (rho). Também é conhecido como a cruz de Chi-Rho, as letras são escritas uma sobre a outra. A história conta que o imperador Romano Constantino I teve uma visão da cruz de Chi-Rho prometendo vitória a seu exército, depois que ele se converteu ao Cristianismo.


FLOR-DE-LIS





Associada à realeza francesa, a flor-de-lis tem três pétalas, representando a Santa Trindade e a tripla majestade de Deus, criação e realeza.



MÃO DE FÁTIMA



Fátima era a filha de Muhammed e sua adorada esposa Aisha. Embora ela não seja mencionada no Corão, a tradição muçulmana xiita lhe confere atributos como os que são atribuídos pelo catolicismo à Virgem Maria, referindo-se a ela como " Soberana das Mulheres de Todos os Mundos", a "Virgem" e a "Pura e Sagrada", e diz que ela foi criada a partir da luz da grandeza de Allah ou do alimento do paraíso. Na religião popular, os fiéis confiam em Fátima, que defende os oprimidos na luta contra a injustiça inicia da por seu pai. As mulheres xiitas viajam até os santuários dedicados à Fátima, onde oram para obter ajuda. Amuletos, conhecidos como a "mão de Fátima", são sagrados e usados para a proteção. Os cinco dedos da mão simbolizam os cinco pilares do Islamismo ( A crença em Allah, no Corão, nos anjos, nos profetas e no dia do Juízo Final.)



VERMELHO



O vermelho é a primeira cor do arco-íris e por isso tem uma posição privilegiada. É a cor do sangue, do calor, do poder, da paixão e do perigo. Muitas culturas o veem como energizante e estimulante. 
O vermelho é uma cor de sorte em toda a Ásia, pois simboliza a força da vida. É também a cor do poder. Nos tempos medievais, o uso desta cor era restrito à nobreza e à alta sociedade. É também ligada ao sangue sacrificial em rituais esotéricos. Na Idade Média, mulheres ruivas eram consideradas bruxas e prostitutas e a papoula era tida como a flor do diabo. Conforme o Cristianismo crescia, o vermelho passou a ser a cor do pecado e do desejo descontrolado, e não era bem visto. Para os budistas, vermelho é a cor da atividade e da criatividade. Na tradição cristã, é a cor do sangue e da comemoração da liturgia, dos santos martírios e do fogo. A cor vermelha é usada no Pentecostes.


AZUL


Cor do céu e do mar, simboliza amplitude, eternidade e espiritualidade. Os antigos egípcios usavam-na como a cor da verdade, enquanto os gregos associavam o azul a Zeus e a Hera, os deuses dos Céus, e com Afrodite, a deusa do amor.  ´É a cor do Arcanjo Miguel, e os corpos dos deuses hindus Krishna e Vishnu são descritos como um azul vibrante para evidenciar sua divindade.
Azul royal era a cor do Rei David, o líder mais importante do povo judeu. O azul escuro é também a cor de Nut, deusa egípcia da noite, que representa sabedoria. Azul é a cor de Kwan Yin, deusa oriental da Misericórdia, e Maria, mãe de Jesus. Seus mantos azuis simbolizam sua conexão superior, assim como a devoção eterna e sabedoria espiritual.
Azul simboliza lealdade, devoção, amizade e verdade, muitas forças militares no mundo todo usam uniformes azuis para inspirar confiança. Na heráldica, brasões azuis são utilizados para simbolizar piedade e sinceridade.


ROXO


Na Roma Antiga, somente o imperador podia usar roxo. Era proibitivamente caro obter a cor púrpura antes da invenção dos pigmentos químicos. "Nascido para o púrpura", significava nascimento real, e na heráldica, o roxo indicava realeza e alto nível social.
Ulisses usava mantos roxos em sua jornada na Odisseia. Eles simbolizavam o triunfo sobre o perigo. Os antigos egípcios usavam amuletos dessa cor para afastar a adversidade.


AMARELO


Amarelo é a cor do Sol em sua forma mais intensa, e é associado a Atena, deusa da sabedoria e patrona do aprendizado e das artes, seu manto era dourado. Na China, o amarelo é a cor sagrada do imperador e do Sol. Amarelo alaranjado, ou açafrão, é a cor associada ao hinduísmo. Monjes hindus e budistas e freiras usam mantos desta cor para indicar sua renúncia à vida material.


VERDE


Verde é a cor da deusa Vênus e da natureza em sua maior fertilidade. Simboliza esperança, renovação e renascimento. O Livro dos Mortos egípcio fala sobre um escaravelho verde de pedra que deve ser posto no peito do defunto, para que ele possa falar na vida após a morte. Os antigos egípcios descrevem Osíris, deus da vegetação, como verde, representando a fertilidade da natureza.
No Islamismo, verde é a cor sagrada que representa a fertilidade nas regiões desertas e conhecimento. Aqueles que vão para o Paraíso após a morte vestem mantos verdes. No ocidente, simboliza esperança depois de um inverno sombrio e os primeiros sinais de primavera representam regeneração e o início de um novo ciclo. O verde simboliza o profundo e o oculto conhecimento que a natureza esconde. Na China, corresponde ao trigrama Ch'en, o estimulador, manifestação da primavera, raio e o início da ascesão do yang.
Os alquimistas acreditavam que a luz esmeralda podia dar acesso aos segredos mais profundamente guardados e por isso o verde é associado aos mais ocultos dos mistérios. Na tradição cristã, simboliza o triunfo da vida sobre a morte e é a cor da liturgia durante a Epifania e para os domingos depois do Pentecostes.


PRETO

O preto indica ausência de luz e também o poder das trevas. É um sinal de luto em muitas culturas islâmicas e no cristianismo ocidental. A magia negra é associada a forças malignas e danosas.
No antigo Egito, preto era a cor da ressurreição da morte e da vida eterna. Era também a cor do deus Anúbis, que levou a morte para o mundo inferior, e do deus Min, que controla o crescimento e a colheita.
Na tradição cristã, preto geralmente é associado a penitência. Na África, preto é a cor da noite, da dor, da adversidade, assim como do mistério. No islamismo, é a cor do azar: diz-se que um cão negro traz morte a família, galinhas pretas são utilizadas na magia negra e preto é utilizado como um amuleto contra o olho do mal. Místicos descrevem o preto como a cor da essência divina, uma vez que o preto contém todas as cores e as torna indistinguíveis. Assim, o preto é também o símbolo de unidade indivisível. O véu da Caaba é preto.


BRANCO


O branco tem sido o símbolo de celebração desde os tempos romanos. Representa a pureza e a virgindade e é usado na liturgia cristã durante o Natal e a Páscoa. No Oriente, é a cor do luto - viúvas hindus usam branco como um sinal de sua perda.
Aborígenes australianos usam branco para representar o mundo dos espíritos. Eles circundam a forma humana com linhas brancas fortes, indicando que o mundo espiritual começa assim que termina o corpo humano. Cor da luz, o branco é geralmente lembrado como uma cor da sorte. No Marrocos, quando um casal oficializa o noivado, leite é bebido para simbolizar o "branco", ou uma vida de sorte.




Referências Bibliográficas:

MALLON, Brenda; Os Símbolos Místicos - Um guia completo para símbolos e sinais mágicos e sagrados; 1. ed.; 2009; Larousse; São Paulo.

O'CONNELL, Mark e AIREY, Raje; O Grande Livro dos Signos e Símbolos - As origens, os significados, usos e análises reveladoras sob o ponto de vista histórico, psicológico e cultural; Livro 1; 1. ed.; 2010; Escala; São Paulo.

_______________________________; O Grande Livro dos Signos e Símbolos - Marcas que remontam a história do homem, suas crenças, descobertas e a relação com o universo e seus mistérios; Livro 2; 1. ed.; 2010; Escala; São Paulo.

SOARES, Esequias; Manual de Apologética Cristã - Defendendo os fundamentos da autêntica fé bíblica; 2º ed. 2003; Casa Publicadora das Assembleias de Deus; Rio de Janeiro.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

CONSELHOS PARA UMA VIDA E MINISTÉRIO PLENOS NO SENHOR


1 Pedro 5.6-11
Pedro, um dos doze, um homem de temperamento difícil e ao mesmo tempo apaixonante, escreve esta carta, que em minha opinião, é uma epístola muito autobiográfica. O escritor mostra mais do autor e suas limitações, deixando para seus leitores uma visão do homem que Pedro era e dando menos valor ao discípulo de Jesus. Não que isso seja errado, mas o cuidado de Pedro em mostrar suas características de forma que os novos homens e mulheres de Cristo pudessem não cometer os erros que o mesmo cometeu.
Pedro insta os cristãos dispersos à coragem, paciência, esperança e santidade de vida diante dos maus tratos dos seus inimigos. Merrill C. Tenney expressa de maneira sucinta o alvo da epístola como sendo mostrar aos cristãos “como viver sua redenção em um mundo hostil”. Isso envolve o desempenho apropriado de todos os deveres pessoais, civis e religiosos. Somente dessa forma eles poderiam desfrutar a aprovação divina e refutar as acusações falsas e difamadoras que seus inimigos estavam apresentando contra eles, visto que eles não se comprometiam com as práticas idólatras comuns daqueles que viviam no meio deles.
Pedro inicia esse capítulo falando sobre os presbíteros (Anciãos) que tinham deveres administrativos e pastorais definidos. O contraste com os “jovens” indica uma forma simples de governo da igreja nos tempos de Pedro. Uma administração sábia das obrigações da igreja é vital para a pureza e preservação da Igreja, e mais ainda quando as perseguições impõem responsabilidades peculiares para os líderes. Sou também presbítero.
Pedro pode ter considerado seu apostolado um tipo de responsabilidade de ancião em termos mais amplos ou ele pode ter servido como ancião (presbítero) na igreja da região onde morava. Com humildade ele refere-se ao seu apostolado, como testemunha das aflições de Cristo. Ele tinha muito a dizer acerca das aflições do seu Senhor.
A descrição do seu ofício é a descrição que se espera de uma pessoa santa. Não há autoexaltação nem depreciação, nem qualquer alusão à primazia, como alguns têm alegado em relação a Pedro. Ele também era um participante da glória que se há de revelar quando Cristo retomar a terra. Pedro esteve no monte da Transfiguração e lá viu a glória do nosso Senhor. Ele observou as provas gloriosas e infalíveis da sua ressurreição e ouviu a promessa do anjo de que Cristo voltaria.
Ele havia recebido uma comissão especial que estava disposto a cumprir (Lucas 22.32; João 21.15-17); essa epístola é prova disso.
Assim sendo, vamos debruçar nestes conselhos que o apóstolo deixou para nós neste tempo:
"Ταπεινώθητε οὖν ὑπὸ τὴν κραταιὰν χεῖρα τοῦ θεοῦ, ἵνα ὑμᾶς ὑψώσῃ ἐν καιρῷ, πᾶσαν τὴν μέριμναν ὑμῶν ἐπιρίψαντες ἐπʼ αὐτόν, ὅτι αὐτῷ μέλει περὶ ὑμῶν. Νήψατε, γρηγορήσατε. ὁ ἀντίδικος ὑμῶν διάβολος ὡς λέων ὠρυόμενος περιπατεῖ ζητῶν [τινα] καταπιεῖν· ᾧ ἀντίστητε στερεοὶ τῇ πίστει εἰδότες τὰ αὐτὰ τῶν παθημάτων τῇ ἐν [τῷ] κόσμῳ ὑμῶν ἀδελφότητι ἐπιτελεῖσθαι. Ὁ δὲ θεὸς πάσης χάριτος, ὁ καλέσας ὑμᾶς εἰς τὴν αἰώνιον αὐτοῦ δόξαν ἐν Χριστῷ [Ἰησοῦ], ὀλίγον παθόντας αὐτὸς καταρτίσει, στηρίξει, σθενώσει, θεμελιώσει. αὐτῷ τὸ κράτος εἰς τοὺς αἰῶνας, ἀμήν." (A Petrou 5.6-11).
“Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. Sede sóbrio e vigilante. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo. Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. A ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém!" (I Pedro 5.6-11).
1º - RESPEITE AS AÇÕES E O TEMPO DE DEUS. (V.6)
            Esse verso começa com a palavra humilhais-vos, isto é, do grego aplainar, deixar no mesmo nível. Pedro exalta a necessidade de deixarmos Deus atuar em nossas vidas, fazendo com que abandonemos nossos interesses pessoais e validando nossas tarefas nEle. Com tantas reviravoltas do pós-modernismo, vivemos em dias onde a pessoa de Deus é deixada de lado e nossos projetos são a ocupação de nossas igrejas. Deus quer relacionar-se conosco, mas para tanto precisamos estar aplainados, precisamos tirar de nós o egocentrismo e deixar Deus agir e esperar nossa exaltação no tempo dEle, pois a palavra em grego aqui é kairós, sendo assim, não espere exaltação no kronoj. Muitos de nós, Pastores, estamos correndo atrás de afirmação social e eclesiástica, nosso galardão não nos espera aqui, o que esperamos desde mundo é um vapor de água que aparece e depois some. Pedro sabia destas coisas porque vemos muito das características do Homem Pedro, durante sua vida com Cristo em muitos casos ele tomou ações por conta própria, não esperou o tempo oportuno. Essa é uma grande qualidade de um pastor, saber usar suas limitações e transformá-las em ferramentas impulsionadoras para que outros não cometam os mesmos erros.
2º - ACALME SEU CORAÇÃO ESTRESSADO. (V.7)
            Pedro convida a entregar nossa ansiedade a Deus, O discípulo quer nos deixar uma grande lição: Acalma seu coração! Fique tranquilo não tente resolver tudo com suas forças! Eu Pedro, já tentei várias vezes e não deu certo. Seja equilibrado, não levante um peso que você não suporta. Hodiernamente vivemos estressados, na correria, na ânsia de resolver tudo. Pedro havia experimentando, sua falta de equilíbrio em muitos casos, por exemplo, destemperadamente salta e corta a orelha do soldado.
            Cuide seu coração, Pastor! Muitos pastores morrem, em sua grande maioria, por problemas do coração, nem tudo está em suas mãos para resolver, não tente fazer o trabalho de Deus.
3º NÃO DÊ BRECHA PARA O INIMIGO. (V.8)
            Tom Ascon em seu livro intitulado “Amado Timóteo” trata das três minas: mulher, dinheiro e poder. Seja vigilante, sóbrio, isto é, atento à sua vida, família, ministério, estudos, etc... Pedro nos convida a sermos mais vigilante, no sentido de olhar tudo, ser um observador cauteloso, pois um vigilante tem como tarefa guardar o que está a sua volta. É um homem que fala pouco, pois quando fala, diz o que realmente importa e não palavras sem sentido. Pedro sabia disso, pois o próprio Jesus disse: “Jesus, porém, voltou-se, olhou para os seus discípulos e repreendeu Pedro, dizendo: Para trás de mim, Satanás! Você não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens”. Pedro sabe da importância das coisas de Deus e que em muitos casos ele deu brecha ao inimigo.
4º NUNCA ABANDONE SUA FÉ, MESMO QUE SOFRA. (V.9)
            Pedro foi acusado pelo próprio Jesus de ser um homem de pouca fé. Agora o apóstolo deixa claro que é preciso resistir em fé, não abandonar o que Cristo fez por nós, ser um peregrino que caminha por este mundo passando por muitos ardores, mas compreende que este mundo não é seu lugar, é apenas uma passagem de volta à sua terra natal, a Israel celestial. Não seja um apóstata! Lembre-se que suas dores muitos outros já passaram, você não é diferente.
5º NUNCA SE ESQUEÇA DO PODER DE CRISTO. (V.10-11)

            Pedro ouviu dos lábios do mestre, que ele é a rocha e sobre Ele fundamentará sua igreja. Não esqueça que a igreja não é sua, ela é de Cristo, cuide dela até o dia em que o Sumo Pastor voltar, ame-a como Jesus pediu para Pedro, um amor incondicional, não um amor plural, mas singular.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?


(Amós 3.3)

A expressão andar junto é comumente usada nas Escrituras como uma representação de comunhão. Enoque andou com Deus: e já não era; pois Deus o tomou para si. Comunhão, em seu sentido completo, implica em atividade.  Não é meramente contemplação, é ação, e, portanto, na medida em que andar é um exercício ativo, e andar com um homem é ter comunhão com Ele, comunhão ativa com Ele, vemos como andar vem a ser a imagem da verdadeira comunhão com Cristo. Um velho puritano, certa vez disse, "Não dizem se Enoque retornou a Deus e depois O deixou, mas Ele ANDOU COM DEUS". Através de toda essa jornada, Ele teve Deus como Companheiro e viveu em perpétua amizade com seu Criador. 
Há, também, outra ideia contida no termo "andar junto". Não é apenas atividade, mas continuidade. Logo, a verdadeira comunhão com Cristo não é um mero espasmo - não é apenas uma emoção num momento de êxtase - mas se é o trabalho do Espírito Santo e se é desfrutada pela alma saudável, será algo contínuo. 
Isso também leva ao progresso, pois, ao andar junto, nós não levantamos nossos pés e os abaixamos no mesmo lugar, mas seguimos adiante cada vez mais próximos do fim da nossa jornada. E aquele que tem verdadeira comunhão com Cristo progride. É verdade que Cristo pode seguir em direção a excelência, pois Ele já atingiu a perfeição, mas quanto mais próximo chegarmos dessa perfeição, mais amizade temos com Jesus e a menos que progridamos, a menos que busquemos ser mais semelhantes à uma criança na fé, mais instruídos em sabedoria e mais aplicados em servir - a menos que busquemos ter mais zelo e fervor, perceberemos que, em tal momento de inércia,  perdemos a Presença do Mestre, pois é somente seguindo ao Senhor que prosseguimos em andar com Ele. Isso, portanto, irá abrir seus olhos para ver como andar com uma pessoa é uma excelente imagem para comunhão com Ele e como o termo, “andar com Deus, é a melhor expressão para a amizade com Deus”.
            Consequentemente, nosso texto implica pela sua própria forma na ideia de que dois não podem andar juntos a menos que concordem. E isso nos ensina, portanto, que a menos que estejamos em concordância com Cristo, não podemos nos ater ao doce estado de comunhão com Ele. 
Nós devemos, antes de qualquer coisa, notar o acordo aqui mencionado. Devemos, em segundo lugar, tentar notar a necessidade desse acordo. E então, em terceiro, devemos convidar todos os Cristãos a buscar esse acordo com Cristo pra que possam ter completa comunhão com Ele.  

Eu não estou me dirigindo tanto ao mundo exterior quanto ao interior da Igreja. Quando pregamos o evangelho da Salvação, o pregamos ao mundo. Mas a comunhão é como o Santo dos Santos! A salvação, por si só, parece ser a sala dos sacerdotes (O Santo Lugar), mas a comunhão é o Lugar Interior, que é onde há o véu, e em que ninguém a não ser os Cristãos tem permissão para entrar.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

APRENDENDO MAIS DE CRISTO



Colossenses 1.13-16
1.     A CIDADE DE COLOSSOS
Colossos era uma cidade importante, situada nas proximidades do rio Meander, no vale do Lico e, por isso, acompanhava a principal rota comercial que ligava as cidades da Frígia, no leste, com Éfeso, no oeste. Os registros históricos indicam que essa cidade desfrutava de imensa riqueza e prestígio, nos tempos antigos (anterior a 400 a.C.). Graças a seus interesses comerciais, Colossos havia sido uma cidade cosmopolita importante, que incluía diferentes elementos religiosos e culturais. A população judaica devia-se em parte a Antíoco III, que fixou cerca de dois mil judeus da Mesopotâmia e da Babilônia nessa área, em torno do ano 200 a.C. Observa G.L. Munn que "ao redor de 62 a.C. os judeus do vale do Lico eram tão numerosos que o governador romano proibiu a exportação de dinheiro destinado a pagar o imposto do templo." Conforme Cícero, haveria uns dez mil judeus residentes naquela área da Frígia.
A importância de Colossos como cidade diminuiu nos períodos helenístico e romano. Na época do apóstolo Paulo, era a cidade menos importante da área. Registram os historiadores que ela havia sido severamente devastada por um terremoto em 61 d.C. e, diferentemente das cidades vizinhas de Laodicéia (cerca de dezesseis quilômetros a oeste), e Hierápolis (cerca de vinte e cinco quilômetros), Colossos jamais foi reconstruída. O local havia sido completamente abandonado em torno do século oitavo d.C, e até hoje nenhuma obra arqueológica foi realizada em suas ruínas.
2.     O PROPÓSITO DA CARTA
 Se a razão por que Colossenses foi escrita liga-se ao relatório de Epafras a respeito dos falsos ensinos que ameaçavam a igreja, daí se segue que o propósito da carta foi advertir seus leitores contra essas heresias, e fazê-los lembrar-se da verdade do evangelho que já haviam recebido, e na qual agora viviam (1.5). Basicamente Paulo está dizendo-lhes que Cristo derrotou os poderes do mal mediante sua morte na cruz (2.15). Isto significa que os falsos ensinos e as leis escravizadoras provenientes da sabedoria humana, e dos espíritos que governam o universo (2:8), nenhuma autoridade exercem sobre os crentes (2.10); a prisão em que antigamente atormentavam as pessoas, na forma de débitos não pagos, foi cancelada (2.14). Paulo quer que seus leitores entendam esta verdade, pelo que os leva a lembrar-se de que devem andar na luz das tradições que receberam sobre Cristo e o evangelho.
3.     AS HERESIAS
3.1.  Docetismo - (gr. dokein, “aparentar”) é uma heresia do final do século I que afirmava que Jesus apenas aparentava ser humano (Kelly, p.141). O docetismo é: a afirmação de que o corpo humano de Cristo era um fantasma e de que seus sofrimentos e morte foram meras aparências. “Se sofreu, não era Deus; se era Deus, não sofreu.” (Bettenson, 49). Negavam a humanidade de Cristo, mas afirmavam a divindade. O docetismo já estava presente no final da época do NT, como é evidente pela exortação de João, o apóstolo, sobre aqueles que negam “que Jesus Cristo veio em carne” (1 Jo 4.2; cf. 2 Jo 7)
3.2.  Cerintianismo - Cerinto ensinava que Jesus e Cristo eram seres distintos. Negou o nascimento sobrenatural de Jesus, fazendo-lhe o filho de José e de Maria, distinguindo-o do Cristo, que desceu sobre ele por ocasião do seu batismo e que o abandonou momentos antes da sua crucificação. Cerinto também é conhecido por ter ensinado que Jesus se levantará dos mortos no último dia, quando todos os homens se levantarão com ele. Ao descrever Jesus como um homem de nascimento natural, Cerinto concordou com os judeus gnósticos denominados Ebionistas. Ainda segundo seus ensinamentos, Cristo era um espírito que veio do céu, empreendeu sua tarefa divina no mundo material, e retornou então ao seu lugar de origem, antecipando um Gnosticismo bem mais desenvolvido ensinado por Valentim e outros gnósticos futuros.

               I.         CRISTO NOS DÁ SEGURANÇA, ATRAVÉS DA LIBERDADE.
“Ele nos libertou do poder da escuridão e nos transportou para o Reino do seu Filho amado."
 (Colossenses 1.13)

            Neste versículo há duas palavras importantes. A primeira é libertou deriva da palavra grega (rew) de deixar fluir e a segunda é transportou da palavra grega (meqisthmi) de transportar para um lugar com segurança.
            Neste sentido, o que Paulo quer deixar para igreja em colossos é que Cristo Jesus liberta nosso mente e ela fluir e o Mesmo encontro entre os empecilhos de nossas vidas um novo que caminho que nos leva ao seu Reino na gloria ao lado do Pai. A igreja deste tempo precisa deixar que Cristo a transporte por este mundo cheio de inseguranças e nos leve até seu lar nó Céus. Convida-nos a ter um mente de Cristo uma mente liberta que é guiada atreves de seu Espírito Santo.

                 II.         CRISTO NOS COMPROU DE VOLTA
“no qual temos a redenção, a remissão dos pecados." (Colossenses 1.14).

            Já neste ponto Paulo declara o Sacrifício de Jesus na Cruz quando fala que temos a redenção de nossos pecados e gosto muito desta palavra, pois a mesma no grego (aprolu/trwsin) tem seu sentido de ter de volta alguma coisa mediante preço pago.
            O que Paulo nos ensinou é que Cristo nós comprou de volta através do preço de Sangue, Ele nos quer de volta e para Ele não importa se Custou a sua vida, pois a nossa é muito preciosa. Como não amar a Cristo, mediante essa informação, seu desejo de nos ter novamente. Você pode fazer de tudo para conquistar uma pessoa, porém a grande maioria nunca dará sua vida. Viva um relacionamento com quem realmente está interessado em você, Cristo Jesus.

                                                                                               III.         CRISTO É DEUS
“Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;" (Colossenses 1.15).

O Deus de Israel o qual você adora Jesus Cristo é a imagem dEle, Jesus o Nazareno é o Logos, o primeiro de tudo e de todos. A palavra grega para imagem aqui é (eikwn) de onde deriva a palavra grega ícone[1]. Jesus Cristo é a imagem perfeita, a semelhança Exata de Deus e subsiste na forma genuína  de Deus e tem sido assim desde toda a eternidade.

    IV.         CRISTO É O A E O W
“pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste." (Colossenses 1.16-17)

Neste caso Jesus é o Alfa, pois nele todas as coisas foram criadas, sendo assim, Cristo é superior a qualquer Criação.O que Paulo deixa ao Colossos é que Qual quer Heresia humana, qualquer falso ensino, Demônios, são simples criaturas, e o Senhor dEles é o nosso Senhor e Salvador.
Tudo foi Criado por meio dEle e para Ele, visto então, Jesus é ômega, todas as coisas convergiram à ele, como Deus Jesus criou o universo material e espiritual para seu prazer e glória.
            O que te falta fazer, para enfim, abandonar as heresias de sua vida e caminhar em um caminho seguro com Jesus.




[1] No campo da semiologia e semiótica um ícone é um signo visual que representa outro objeto por ser semelhante a ele. Graças a essa relação de semelhança, o ícone pode substituir a coisa que representa.

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