terça-feira, 13 de novembro de 2018

APLICAÇÕES: AMAR A DEUS E AMAR AO PRÓXIMO


Jesus concordou que amar a Deus e amar ao próximo são as coisas que temos que fazer para ir para o céu. Em outra ocasião ele disse que estes são os dois maiores mandamentos (Mateus 22.37-39). É impossível ressaltar demais estes dois princípios. Contudo, o amor é pouco entendido e ainda menos praticado. Muitos veem o amor como uma sensação, um sentimento ou emoção. Uma vez que têm uma bondosa disposição para com Deus e um espírito pacífico para com os outros, eles creem que já cumpriram todas as responsabilidades do amor. Precisamos prestar cuidadosa atenção a estas ilustrações do amor porque elas nos ajudam a entender o que o amor realmente significa na prática.
O bom samaritano socorreu o homem necessitado. O amor é ativo. O amor vê aqueles que têm problemas --físicos ou espirituais-- e sente compaixão por eles. Muitas pessoas estão muito absorvidas consigo mesmas para se preocuparem com os outros e suas dificuldades. Para amar como o samaritano amou, precisamos esquecer de nós mesmos e nos comovermos com o sofrimento dos outros. Isso nunca é mais verdadeiro do que quando vemos pessoas que precisam de auxílio espiritual. Jesus viu as multidões como ovelhas sem pastor e sentiu compaixão por elas, ainda que ele mesmo estivesse exausto (Marcos 6.34). Ele partilhou ansioso a água viva com uma mulher imoral, a despeito de sua própria fome, sede e fadiga (João 4). O amor aceita riscos para ajudar os outros. Algumas vezes o maior risco que tememos é a rejeição. Se outras pessoas desprezarem nossas tentativas para ajudá-las, sentiríamos feridos. Assim, buscando isolar-nos do risco de ter nosso ego arranhado, evitamos aproximarmo-nos delas. É arriscado convidar um vizinho a ler a Bíblia conosco, chegar a um irmão e reprová-lo, ou desafiar um amigo com respeito à vida dele. O amor arrisca rejeição para ajudar os outros. O amor faz o que pode. Não podemos fazer tudo o que alguém possa precisar, mas podemos fazer alguma coisa. Não temos todas as respostas, mas temos algumas. O amor serve.
Maria escolheu a boa parte e essa escolha demonstrou seu amor por Jesus. Nossas escolhas sempre demonstram o que amamos. E uma coisa é certa: escolhas serão feitas porque ninguém pode fazer tudo. Algumas coisas que, por si mesmas, são boas e apropriadas, terão que ser omitidas. O que escolheremos? Algumas pessoas escolhem o urgente em vez do importante, fazendo as coisas que precisam ser feitas imediatamente em vez das coisas que são muito mais valiosas a longo prazo. Uma vez que muitas tarefas espirituais (coisas como orar e estudar) podem ser feitas a qualquer tempo, elas tendem a ser postas de lado enquanto nos concentramos em atividades com limite de tempo. Alguns escolhem as coisas que são visíveis em vez das coisas que as pessoas não podem ver. Uma vez que as atividades espirituais não são percebidas pelos outros, elas podem ser facilmente negligenciadas. Marta recebeu bem a Cristo, porém não escolheu a boa parte. Tinha tantas outras coisas que a sobrecarregavam e preocupavam que não teve tempo para sentar-se e ouvir Jesus. O tempo que gastamos com Jesus é um sinal de quanto o amamos.
O amor é a chave para herdar a vida eterna. Amamos a Deus? Amamos nosso próximo?

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

AMAR A DEUS



E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. Lucas 10:38-42
Marta era uma boa senhora. Ela recebeu bem Jesus em sua casa. Ela poderia ter-se incomodado com o serviço extra e a perturbação que sua visita traria e ter pedido a Ele que se fosse, mas não o fez. Ela estava ansiosa por sentar-se e ouvir o Senhor, como sua irmã Maria estava fazendo, mas as exigências de suas preparações deixaram-na sem tempo para fazer isso. Talvez ela estivesse preparando uma refeição, limpando a casa ou atendendo às outras tarefas domésticas da família. Seus elevados padrões nessa área e sua compulsão para ter as coisas bem em ordem para a visita de Jesus frustraram-na grandemente. Ela ficou irada porque sua irmã não a estava ajudando. Jesus apontou o problema dela: estava aflita e aturdida por muitas coisas. Não eram coisas más, porém não eram "aquela coisa" de importância suprema. Ela estava aplicando esforço de primeira qualidade a atividades de segunda qualidade.
Maria, em contraste, sentou-se aos pés de Jesus, ouvindo-o. Havia uma refeição para ser preparada, talvez uma casa para ser limpa, mas Maria escolheu passar o seu tempo com seu Senhor. Tanto Maria como Marta tinham algum amor por Jesus. Mas Maria era aquela que amava a Jesus com "todo" o seu coração, com "toda" a sua alma, com "toda" a sua força, e com "todo" o seu entendimento. Amar assim a Cristo significa escolher buscar as prioridades espirituais, mesmo se isso significar fazer outras coisas não tão bem, ou mesmo não as fazer.

sábado, 3 de novembro de 2018

AMAR O TEU PRÓXIMO



A parábola do bom samaritano (Lucas 10:30-37) é um dos mais conhecidos ensinamentos de Jesus. A história apresenta quatro conjuntos de personagens: O homem que foi roubado, espancado e deixado como morto. Quase nada sabemos sobre este homem, exceto que estava viajando de Jerusalém para Jericó. Não sabemos sua classe social, seu caráter, nem mesmo sua raça. Não sabemos se ele tinha feito alguma coisa para merecer estes ferimentos. Não faz diferença: O amor ao próximo responde à necessidade, não à identidade da pessoa.  Os assaltantes. Eles se aproveitaram de sua vítima, tomaram o que puderam, e se desfizeram dela. Muitos hoje em dia olham para os outros do mesmo modo que os ladrões. Procuram ganhar o que podem de alguém e depois não se preocupam mais com ele. Um sacerdote e um levita que estavam viajando pela estrada. Eles viram o homem ferido e se desviaram, passando pelo outro lado. A despeito da posição religiosa deles, evidentemente encontraram alguma desculpa para não ajudar. O samaritano. Um judeu poderia ter esperado que o samaritano tivesse sido o vilão da história. Mas Jesus mostrou que alguns dos desprezados samaritanos eram mais justos até mesmo que sacerdotes e levitas.
O que tornou o samaritano diferente? Ele teve compaixão pelo homem ferido. Os outros estavam tão absorvidos consigo mesmos que realmente não se interessaram por ele, mas quando o samaritano viu a vítima, ele teve compaixão dela. Ele se arriscou. O assalto mostrava vividamente que a estrada era perigosa. Mas ele parou, cuidou dos ferimentos do homem e levou-o a uma hospedaria para receber tratamento. Ele fez o que pôde. O samaritano não era um centro médico totalmente equipado. Ele não era médico. Ele não construiu nenhum hospital. Sem dúvida, havia outros que poderiam estar bem mais qualificados para ajudar se estivessem na cena. Mas este samaritano fez o que pôde com o que tinha. Ele tomou de seu próprio óleo e vinho e tratou os ferimentos. Ele usou seu próprio animal para transportar o homem. Ele pagou a estadia do homem na hospedaria e prometeu pagar quaisquer despesas restantes quando voltasse.
Jesus perguntou ao intérprete da Lei qual deles tinha-se mostrado ser o próximo do homem ferido. Ele respondeu corretamente que foi aquele que o tinha socorrido. O homem tinha aprendido que a identidade de nosso próximo não depende de lugar ou raça, mas que todo aquele que necessita de nossa ajuda é nosso próximo. De novo, Jesus ordenou ao homem: "Vai e procede tu de igual modo" (Lucas 10.37). O amor precisa ser praticado, não admirado.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

A DIFICULDADE DE RECONHECER O PECADO SOCIAL.



Podemos nos sensibilizar bastante com o descontentamento de Deus por causa dos pecados individuais, mas estar bem menos atentos à condição pecaminosa de um grupo do qual fazemos parte. Assim, algumas pessoas que jamais pensariam em matar outro ser humano, em tomar a propriedade de outra pessoa ou em fazer negócios fraudulentos podem ser parte de uma empresa, de uma nação ou de uma classe social que de fato pratica esses atos. Tais pessoas contribuem para a prática desses males por meio de envolvimento financeiro (pagando taxas ou impostos), aprovação direta (pelo voto) ou por consentimento tácito (deixando de discordar ou de manifestar oposição).
Há diversas razões que explicam esse fenômeno estranho:
1º.   Temos a tendência de não considerar nossa responsabilidade aqueles atos em que não fizemos uma escolha realmente ativa. A decisão ou a liderança do ato pode ser de outra pessoa; nós simplesmente condescendemos com o que é feito. Temos bem menos consciência de nossa culpa pelo que ocorre, já que tais atos seriam praticados ainda que não participássemos do grupo.
2º.   Podemos estar tão condicionados pela filiação a um grupo que nossa percepção da realidade fica igualmente determinada por ele. Se, por exemplo, somos brancos, talvez nunca nos coloquemos na situação dos negros. Esse condicionamento é tão sutil e amplo que é possível ignorarmos que há outro lado na questão ou até acreditarmos que não há questão alguma.
3º.   Podemos não reconhecer o egoísmo de um grupo pelo fato de ele estar ligado a nosso egoísmo como indivíduos. Embora haja uma tendência de considerar o pecado basicamente como egoísmo, é possível realmente pecar de forma mais altruísta. Podemos não lucrar pessoalmente (pelo menos não de modo óbvio e direto) com determinada ação de um grupo ao qual pertencemos. Isso talvez nos impeça de ver que o grupo esteja agindo de modo egoísta. Portanto, nosso sacrifício ou altruísmo em favor do grupo talvez pareça uma virtude, mas, na verdade, podemos estar lucrando com isso de forma indireta.
4º.   Nossos excessos podem ser bem menos óbvios a nós, porque participamos de um grupo. Observe-se, por exemplo, o comportamento de uma torcida local em um evento esportivo altamente disputado. Há uma coragem, uma impetuosidade e um orgulho em relação ao time que provavelmente bem poucos indivíduos pensariam em afirmar sobre si mesmos. Pessoas que não manifestariam atitudes de superioridade como indivíduos podem achar que seu país ou sua igreja são superiores aos outros.
5º.   Quanto mais afastados estivermos do mal, menos real ele nos parecerá. Por isso, é menos provável que nos vejamos como responsáveis. Muitos achariam difícil encarar um soldado inimigo, apontar uma arma para ele e puxar o gatilho, pois estariam vendo a pessoa em quem estão atirando e as consequências de um ato assim., no entanto, não seria tão difícil participar de um bombardeiro ou de um ataque de artilharia pesada, situação em que nem as vítimas nem as consequências dessas ações são vistas.
Se nossa responsabilidade fosse fazer a contabilidade da empresa que fabrica munição, por exemplo, provavelmente nos sentiríamos ainda menos culpados e responsáveis. Se estivéssemos envolvidos em uma empresa que faz propaganda enganoso de seus produtos ou costuma fraudar a lei, certamente nos sentiríamos mal por isso.
Se, porém, fossemos acionistas de uma empresa que faz a mesma coisa, é provável que tivéssemos bem menos dificuldade para pôr a cabeça no travesseiro e dormir. Em muitos casos, não sabemos o que realmente faz um grupo do qual somos cidadãos, acionistas ou membros.
Bem, como resolver esse impasse? Paulo afirma que o mundo e o Cristão veem as coisas de perspectiva totalmente distinta. As coisas de Deus são absurdas para o mundo (1 Coríntios 1.21-27); elas são desprezadas pelo mundo (V.28). Deus, porém, tornou tola a sabedoria do mundo (1 Coríntios 1.20; 3.19). Isso se deve ao fato de que “espíritos” diferentes estão envolvidos: “Não temos recebidos o espírito do mundo, mas, sim, o Espírito que vem de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus”. (1 Coríntios 2.12).
As coisas e os dons do Espírito de Deus não são aceitos (de/xomai – dechomai) pelo homem natural, pois são compreendidas espiritualmente (v.14). Eles são estranhos para ele e, portanto, não pode (ou não querem) aceita-los. Podemos ter conhecimento real de Deus. Jesus disse: "Quem vê a mim, vê o Pai"(Jo14.9). Se quisermos entender o amor, a santidade e o poder de Deus, basta olharmos para Cristo.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

CARÁTER CRISTÃO



Segundo o Dicionário Aurélio, caráter é definido por: “qualidade inerente a uma pessoa, animal ou coisa; o que os distingue de outra pessoa, animal ou coisa; o conjunto dos traços particulares, o modo de ser de um indivíduo, ou de um grupo; índole, natureza, temperamento”.
O significado literal do termo grego charaktēr é “estampa”, “impressão”, “gravação”, “sinal”, “marca” ou “reprodução exata”.
Caráter é algo que vai sendo formado e impresso com o tempo em nosso interior, uma verdadeira marca. O caráter de cada qual não é formado do dia para noite. É um processo gradual que está relacionado a um amplo conjunto de fatores que influenciam na formação de cada um.
Meios como TV, internet, família, religião, infância, desprazeres, decepções, alegrias, enfim, uma gama variada de fatores influencia na formação do caráter de cada indivíduo. Desde o berço.
O CARÁTER CRISTÃO – FORMAÇÃO, INFLUÊNCIAS E VIRTUDES
Assim como o caráter de cada indivíduo é formado desde o berço, nosso caráter cristão também passa a ser moldado desde o primeiro passo de nossa caminhada com Cristo (Jo 1.12; 3.3). Os valores do Reino de Deus passam a ser impressos em nós, para que verdadeiramente possamos ser seguidores de Jesus Cristo genuinamente.
Deus usa de muitos meios e formas para que o caráter de seus filhos seja formado, mas sem dúvida alguma, o principal fator de influência é o agir da Palavra dEle na vida de cada um, bem como o consolo e direção que o Espírito Santo dá aos Seus (Ef 1.13). Afinal, o que pode ser considerado como um caráter cristão? Podemos relacionar alguns pontos, que evidentemente, não serão os únicos:
1.      Não se trata apenas de bons valores morais | Apesar do cristianismo carregar implicitamente um forte viés moral – pois a Bíblia nos dá parâmetros morais – o caráter cristão não está repousando apenas sobre o fato de ser “bom”. A boa moral está contida, mas de modo algum é o todo. Cada um de nós pode dar exemplos de pessoas que confessam ser cristãs, mas que não são bons exemplos de conduta digna, bem como pessoas não-cristãs que são cidadãos de bem.
2.      O cristão genuinamente bíblico admite suas falhas | Cada um de nós, sem exceção, é um pecador (Rm 3.23). Todos temos o pecado dentro de nós, e isso produz limitações e consequentemente falhas. A virtude do cristão de caráter é ser transparente, é ter dignidade suficiente para admitir que é limitado e que depende completamente da misericórdia e graça do Senhor.
3.      O caráter moldado cria controle | Quando nosso caráter entra em fase de maturidade, conseguiremos controlar situações que de algum modo podem manchar a marca de Jesus em nós, afetando nosso testemunho cristão. Neste ponto de plenitude, não haverá espaço para amargura, ira, discórdia, egoísmo, arrogância, discussões, facções. Apesar de – eventualmente – tais coisas ocorrerem, precisam ser enfrentadas e enfraquecidas. Nosso ser por completo, mente, atitude, palavras, precisa ser um meio de culto e adoração permanente (Mc 12.30; Gl 5.22).
Com tal caráter formado em nós, passaremos a frutificar em atitudes que atestam que somos de Deus e temos Sua Palavra em nossas vidas. Passamos a frutificar em virtudes, como:
Ø  Pureza | vida separada – santificação – para o Senhor. Uma vida distinta num mundo corrupto (Fp 4.8).
Ø  Imparcialidade | trataremos a todos – seja quem for – de modo único, sem acepção de pessoas. Seremos justos com as pessoas, independente de afinidade, sejam amigos, parentes, irmãos, parceiros de caminhada (1Ts 5.15).
Ø  Sem fingimento | é prezar pela verdade. Não existe espaço para máscaras e ânimo duplo (1Pe 2.1; Tg 4.8). Humildade | ninguém é autossuficiente. Vaidade e soberba não devem encontrar espaço no coração do cristão; tais coisas devem ser banidas de nosso meio! Somos um corpo e dependemos uns dos outros (Mt 5.3). Mansidão | serenidade. Ser manso, não permitindo que disputas e discórdias tomem conta. Gentil, sensível e paciente com todos (Mt 5.5).
Ø  Misericórdia | compaixão pela dor, “pela miséria do coração” alheio. Entender que nosso próximo pode passar por lutas, dores, infelicidades extremas. Experimentar e participar do sofrimento alheio (Mt 5.7)
Ø  Coração puro | ser livre de impurezas no altar – no coração. Relacionamento constante com Deus e com a Sua presença, nos limpando genuinamente daquilo que nos separa dEle (Mt 5.8).
Desenvolvamos rapidamente nosso Caráter Cristão!

Pr. Luciano Garcia, sem cera

sábado, 14 de julho de 2018

A Aliança da Graça





"Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e, sim da graça." Romanos 6:14

A frase, "a aliança da graça" não aparece nas Escrituras, embora seja a expressão mais correta com respeito da nossa salvação. A característica maior da nova aliança é a graça de Deus.

"Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, super abundou a graça." Romanos 5:20

A palavra "graça" tem dois sentidos. Primeiro é a disposição divina de nos amar sem qualquer mérito da nossa parte; amor demonstrado pelo sacrifício de Jesus por nós. Segundo, a graça de Deus significa o poder do Espírito Santo que opera em nós, tornando-nos crentes dignos da nossa chamada.
Verificamos, mais uma vez, o contraste entre as   duas   alianças:   o   que   a  lei   exigiu   a   graça realiza; o que a velha prometeu, a nova produz; onde sobrou pecado na velha aliança, a graça ca­racteriza a nova. Vejamos a extensão da graça de Deus:

"Sendo justificados gratuitamente, por sua graça." Romanos 3:24
"Porque a lei foi dada por intermédio de Moi­sés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo." João 1:17
"E se é pela graça, já não é pelas obras; do con­trário, a graça já não é graça." Romanos 11:6
"E estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo — ... porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." Efésios 2:5, 8
"Que nos salvou e nos chamou com santa vo­cação; não segundo as nossas obras, mas con­forme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos" II Timóteo 1:9

O que é a graça de Deus? É poder e força espiritual; é algo que nos foi dado por sermos in­capazes de produzir por conta própria. A graça de Deus é salvação, justificação, sustento, perdão. Somos salvos dos nossos pecados pela graça de Deus que opera em nós por Cristo Jesus.

AS TRÊS POSSIBILIDADES
Se a nova aliança se baseia na velha e a graça de Deus é consequência das promessas, da lei, restam três possibilidades para quem deseja seguir as recomendações Bíblicas: viver sob a lei como o povo de Israel, abandonar a escravidão da lei para viver inteiramente sob a graça de Deus, ou mistu­rar uma com a outra e tentar tirar "o melhor" das duas alianças.
O apóstolo Paulo teve o problema constante de orientar os novos crentes a respeito da morte da lei e a liberdade da nova aliança. Os "mensa­geiros de Satanás" que o seguiram queriam escravisar outra vez os que saíram da velha aliança e nas suas cartas Paulo afirmou que se entra na segunda aliança pela fé e pela graça de Deus.

"ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei, ou pela pregação da fé?" Gaiatas 3:1, 2

A tentação de misturar a lei com a graça ainda existe. Há quem queira nos enganar com filosofias engenhosas sobre um dia especial para adoração, ou proibição quanto à comida de carne, ou leis externas sobre a santidade. Estes regula­mentos nada servem senão para destruir o poder da graça de Deus.
Não se pode misturar água com óleo, nem o leste com o oeste, nem a lei com a graça. A frase, "a lei Cristã" faz tanto sentido quanto a frase; "pecado espiritual". Tal coisa não existe. A salva­ção não vem pela obediência à lei, mas inteira­mente pela graça.

"Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais agora vos aperfeiçoando na carne?" Gaiatas 3:3

A graça que nos perdoa, nos santifica. A graça de Deus vive em contraste eterno com as obras da carne. Não pode haver mistura dos dois.
 E se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça." Romanos 11:6

Supliquemos que Deus abra os nossos olhos. Em a nova aliança, a graça de Deus é tudo; o sacrifício de Jesus é suficiente; a nossa parte é aceitar a provisão divina e obedecer a Deus pela fé.

"Graça e paz nos sejam multiplicadas." I Pedro 1

segunda-feira, 2 de julho de 2018

LIBERTANDO-SE DE UMA CEGUEIRA ESPIRITUAL (Marcos 3.1-6)


Um olho mau contra a maravilhosa obra de Deus, o que pôs fim na miséria humana! Isso mostra o verdadeiro caráter deles, a dureza de seu coração, a superficialidade da espiritualidade daqueles doutores da lei. "Para Deus em ação, essa cegueira no mundo pode ocorrer sempre que algum interesse ou tradição particular, que os homens elevam acima de tudo, é ameaçado"
            Como ilustração disso, lembremo-nos da ausência da igreja na oposição à servidão, nos tempos antigos e modernos. A condição econômica do mundo, bem como dos indivíduos na igreja, poderia ser debilitada se aquela horrenda prática fosse abolida. O dinheiro fecha a boca dos homens; e eles ainda não tinham suficiente desenvolvimento humanitário, quanto menos o espiritual, para ver como era péssima a escravatura. Assim é que hoje em dia muitos fazem do próximo seu "escravo do salário", e muitos crentes são culpados disso.
As vantagens pessoais e o lucro podem transformar os homens assim, e podem eles tornar-se opositores da obra de Deus no mundo. É quase sempre alguma forma de egoísmo que leva os homens a terem uma pequena visão da realidade espiritual e suas operações.
estavam observando..." O imperfeito é usado para indicar um processo contínuo. Seus olhos observavam, enquanto Jesus via o homem aproximar-se dele, chamá-lo para o centro etc. Eram olhos de ódio e inveja, baseados em dogmas deprimentes, cegados pelas tradições, embotados pelo ordinário, bitolados pelas convenções.
Jesus disse ao homem da mão atrofiada: "Levante-se e venha para o meio". (Marcos 3.3)
"Mediante esse ato, Jesus transferiu a atenção dos criticadores para o milagre que ele estava prestes a realizar. Não como um milagre, porém, e, sim, como um caso que envolvia o princípio em disputa, entre ele mesmo e eles, no tocante à cura em dia de sábado" (Gould, in loc.). "Então, com o homem de pé, na presença de todos, Jesus passou a catequizar os que só viam faltas" (Bruce, in loc.).
Depois Jesus lhes perguntou: "O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar a vida ou matar? " Mas eles permaneceram em silêncio. (Marcos 3.4)
O argumento de Jesus é irresistível, do ponto de vista espiritual. No entanto, eles pensavam: "Poder-se-ia esperar até amanhã. Este não é um caso de emergência; e, de acordo com a lei, somente casos de emergência podem ser atendidos no sábado". Este versículo é o anúncio de um grande princípio espiritual, mediante o que os absurdos das tradições dos escribas foram postos de lado. Conforme Marcos 2.27, quanto à mesma questão: "O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado". Portanto, sendo o homem a medida do sábado, certamente ele pôde receber cura espiritual naquele dia, o que visará definidamente ao seu benefício. Há um provérbio que diz: "Quanto melhor for o dia, tanto melhor será o feito". Que dia melhor poderia haver para urna cura feita por Deus, do que um dia separado para a honra de Deus?
"[...] salvar a vida ou tirá-la?..." Eles já tinham planejado homicídio em seu coração, e isso em dia de sábado. Não é impossível que Jesus tenha tecido referência, aqui, ao espírito assassino deles, que já estava em processo de desenvolvimento. Jesus estava prestes a curar; e eles estavam prestes a matar (ver o v. 6). Imensos hipócritas! Objetavam a milagres transmissores de vida em dia de sábado, mas, ao mesmo tempo, planejavam a morte de um homem bom. Em certo sentido, as necessidades humanas desconhecem leis. Certamente devem tomar precedência acima da maquinaria eclesiástica e dos preconceitos tradicionais. Jesus reputava o "não curar" com uma omissão temporária, o que era atitude dos escribas. Para ele, seria uma maldade positiva deixar de fazer o bem possível. Esse é um elevado raciocínio espiritual, algo estranho aos oponentes de Jesus. Em todas essas discussões Jesus figura como o emancipador do espírito humano, revelando princípios, ao invés de regras, como guia da conduta humana; e assim libertou todos os homens possuidores de tal atitude, das algemas da moralidade convencional.

Irado, olhou para os que estavam à sua volta e, profundamente entristecido por causa dos seus corações endurecidos, disse ao homem: "Estenda a mão". Ele a estendeu, e ela foi restaurada. (Marcos 3.5)
Então os fariseus saíram e começaram a conspirar com os herodianos contra Jesus, sobre como poderiam matá-lo. (Marcos 3.6)

Tito 3 - Análise Teológica Exegética e Contemporânea

  Deus nos salva por sua misericórdia e nos transforma em um povo dedicado ao bem. Essa é a ideia central de Tito 3, que reúne doutrina da s...